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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Rheinbote

Rheinbote. Fonte: http://www.warhistoryonline.com/war-articles/german-secret-weapons-of-wwii.html

Um problema para qualquer força militar são as dimensões e o peso de suas armas de artilharia, além dos problemas logísticos do estoque de suas munições. Foguetes militares podem sanar em parte essa dificuldade, ou ao menos restringí-los. O foguete Rheinbote, desenvolvido em 1943 e produzido pela Rhinemetall-Börsig, deveria ser facilmente transportado e fornecer suficiente poder de fogo às forças terrestres. O míssil balístico de campo de batalha foi o único a ver serviço durante à guerra. Era um foguete de quatro estágios com combustível sólido. Cerca de 220 foram construídos e nos testes efetuados o foguete chegou até 6.800km/h (o mais rápido do período) e com um alcance máximo de 220 quilômetros. O foguete era preparado ao posicionar-se o trailer em direção ao alvo e com a  elevação da haste móvel do trailer, preparando-o ao lançamento. Não era um método muito preciso, mas funcionava. Alguns chegaram a ser utilizados na Antuérpia entre 1944 e o fim da guerra. Depois da guerra os projetos cairiam em poder soviético, mas o densenvolvimento de foguetes de artilharia de longo alcance não seria muito explorado nos anos seguintes ao término da guerra.


Especificações do Rheinbote

Dimensões: comprimento: 11,4m

Velocidade: 6.800km
Carga: 40kg de explosivo
Peso: 1.709kg
Propulsão: foguete de combustível sólido (diglycol-dinitrato)
Alcance: 220km

Esboço do Rheinbote. Fonte: http://scarc.library.oregonstate.edu/coll/pauling/war/pictures/safe3.032.40.html

domingo, 8 de abril de 2012

Land-Wesser-Schlepper


A Rheinmetall Borsig foi selecionada em 1936 para desenvolver um trator que pudesse ser utilizado em operaões anfíbias. A idéia era que esse veículo fosse capaz de rebocar um trailer especial que podia flutuar, sendo capaz de carregar veículos ou equipamentos de até 18.000kg. A Rheimetall respondeu ao pedido com o veículo anfíbio Land-Wesser-Schlepper (LWS). 

O estranho veículo passou por diversos testes sem chamar muita atenção até a se iniciar os preparativos da Invasão da Inglaterra (Operação Leão-marinho) que nunca ocorreu. Sem dúvida alguma esse veículo seria de grande utilidade na travessia do Canal da Mancha, mas o resultado da Batalha da Inglaterra pendendo para o lado dos Aliados e um grande atraso fez com que o projeto do LWS só decolasse em 1941. Entrando em serviço em 1942 ele foi bastante útil na União Soviética e no Norte da África.

Algo que contava contra o LWS era sua falta de blindagem. E em operações militares como era esperada na planejada Invasão da Inglaterra, a blindagem seria essencial. Caso contrário os três tripulantes mais os vinte homens que seria capaz de levar, acabariam sendo abatidos facilmente pelas defesas Britânicas nos riscos que uma invasão anfíbia acarreta. Após dois protótipos ficarem concluídos o projeto foi abandonado em 1942, já passado a derrota na Batalha da Inglaterra e toda a esperança de uma invasão das Ilhas Britânicas agora que a Alemanha Nazista focava-se no leste europeu. Após o termino da guerra os LWS foram encontrados e levados para o Reino Unido para avaliações. Poucos exemplares foram produzidos.


Especificações do Land-Wesser-Schlepper

Tripulação: 3
Peso: 13.000kg
Motor: um motor Maybach ML120 V12 de 300hp
Performance: velocidade: 35km/h na estrada e 12km/h na água
Dimensões: comprimento: 8,60m; altura: 3,16m; largura: 3,13m
Blindagem: nenhuma
Armamentos: nenhum

sábado, 11 de setembro de 2010

38cm Siegfried Kanone


O canhão 38cm Siegfried Kanone Eisenbahnlafette foi originalmente concebida como um canhão naval para o navio Bismarck mas foi transferido para o Exército como arma de defesa costal. Quatro foram construídas pela Krupp.

O Siegfried Kanone só podia mirar transversalmente quando no Vögele Drehscheibe. A arma só podia ser recarregada da posicão de elevação 0º, sendo assim, ela tinha que ser mirada de novo a cada tiro.


O Siegfried Kanone utilizava a munição padrão da marinha onde a carga principal era colocada dentro de um cartucho metálico que era suplementada por mais uma carga dentro de uma bolsa de seda que detonava primeiro. Um dos cartuchos utilizados era o Siegfried-Granate que era um cartucho especial desenvolvido pelo exército. Esse cartucho era disparado com uma velocidade inicial de 920m/s e alcançava até 40km.

O Siegfried destruído por uma aeronave americana em 1944.

Especificações do 38cm Siegfried Kanone

Peso: 286 toneladas
Comprimento: 31,32 metros
Comprimento do cano: 18,40 metros
Calibre: 380mm
Elevação: 0º até 52,3º
Transversal: 360º no Vögele Drehscheibe
Velocidade inicial do projétil: 820-1.050m/s
Alcance máximo: 55.7km

domingo, 22 de agosto de 2010

28cm schwere Bruno Kanone (E)


O 28cm schwere Bruno Kanone (Eisenbahnlafette), também conhecido como Br.K., era uma arma de artilharia de linha férrea que foi utilizada pela Alemanha na invasão da França e na defesa costal da Noruega.

Também parte do programa de rearmamento que deu origem ao 24cm Theodor Bruno, o Br.K foi construído na década de 30 e utilizava canhões da Primeira Guerra Mundial. Dois canhões belgas, 28cm Küsten Kanone L/42, pegos pelos alemães e sobreviventes da Primeira Guerra foram os escolhidos. Ajustes transversáis tinham de ser feitos no Vögele Drehscheibe. O canhão só podia ser recarregado na posição de elevação 0º. Os dois canhões foram entregues em 1938.

Durante a Batalha da França suas únicas atividades registradas foram entre 14 e 17 de Junho de 1940 disparando da cidade de Lörrach contra alvos localizados em Alsace. Mais tarde as armas foram tranferidas para Nærbø, na Noruega, na missão de defesa costal sob o comando da Artilleriegruppe Stavanger-Süd. Depois os Br.K. foram para Fredrikstad quando 24 armas francesas de linha férrea foram enviadas para a Noruega. O canhão disparava cartuchos de 284kg recheados com 22,9kg de TNT.

Especificações do 28cm schwere Bruno Kanone (E)

Peso: 118 toneladas
Comprimento: 22,8m
Comprimento do cano: 11,8m
Calibre: 283mm
Elevação: +10º até +45º
Transversal: 360º no Vögele Drehscheibe
Velocidade inicial do projétil: 860m/s
Alcance máximo: 35,7km

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

24 cm Theodor Bruno Kanone (E)


O canhão 24cm Theodor Bruno Kanone (Einsenbahnlafette) era utilizado pela Alemanha durante a Segunda Guerra na Batalha da França e como arma de defesa costal na França ocupada até o fim da guerra. Seis foram construídos na década de 30 usando-se canhões navais com 50 anos de idade.

Como parte do programa da rearmamento o Oberkommando des Heeres designou a Krupp uma nova arma de artilharia. A Krupp optou por utilizar projetos já existentes de armas da Primeira Guerra modernizadas, assim poderiam entregar mais armas em menos tempo. Em 1936 a Krupp começou a projetar diversas armas entre 15 e 28cm para serem entregues em 1939. Seis armas de 24cm da antiga classe de navio Odin foram escolhidas. Todas as armas foram entregues em 1939.

Ajustes tranversáis na arma tinham de ser feitos no Vögele Drehscheibe. O Vögele consistia em uma linha férrea circular com um pivô no centro onde a arma era presa. A arma era erguida até o nível da plataforma. A plataforma tinha rodas em suas extremidades que permitiam um ajuste transversal de 360º. O Vögele era capaz de erguer até 300 toneladas. A arma só podia ser recarregada na posição 0º de elevação.


Especificações do 24cm Theodor Bruno Kanone (E)

Peso: 95 toneladas
Comprimento: 20,7 metros
Comprimento do cano: 7,8 metros
Calibre: 238mm
Elevação: +10º até +45º
Razão de fogo: 1 tiro a cada três minutos
Velocidade inicial do projétil: 670m/s
Alcance máximo: 20,2km

domingo, 11 de abril de 2010

21cm K 12 (E)


Utilizado na Segunda Guerra Mundial e projetado pela Krupp para substituir a Paris Gun que foi utilizada na Primeira Guerra Mundial, o 21cm Kanone 12 Eisenbahnlafette foi desenvolvido entre 1935 e 1938. A arma era montada entre duas carretas e tinha um sistema de recuo hidropneumático. Para ser transportada a arma era desconectada de seu sistema de recuo e como o cano do canhão era muito comprido ele necessitava de um apoio externo para não se dobrar com seu peso. A primeira arma ficou pronta em 1938 e foi entregue ao Exército Alemão em Março. Dois canhões destes modelos foram construídos, o K 12 N (E) e o K 12 V (E). As armas passaram a guerra junto da Artillerie-Batterie 701 ao longo da costa francesa no Canal da Mancha.

Especificações 21cm K 12 V (E)

Peso: 302 toneladas
Comprimento: 41,3 metros
Comprimento do cano: 33,3 metros
Calibre: 21 centímetros
Elevação: 25º - 55º
Velocidade inicial do projétil: 1.500 metros por segundo
Alcance efetivo: 45.000 metros
Alcance máximo: 115.000 metros

quinta-feira, 25 de março de 2010

Blohm & Voss BV 238

BV 238 V1 em Junho de 1944.

O hidroavião Blohm & Voss BV 238 foi o avião mais pesado a voar quando decolou pela primeira vez em Abril de 1944 e fisicamente, foi a maior aeronave produzida por um dos países que constituíam o Eixo. O seu protótipo, BV 238 V1, voou em 11 de Março de 1944 e era equipado com seis motores Daimler-Benz 603 V12 com cilindros invertidos.


O único BV 238 completado afundou após um ataque de três Mustangs P-51 do 361º Grupo de Caças dos Estados Unidos quando estava ancorado em Schaal Lake, em Setembro de 1944. A construção de mais duas aeronaves deste modelo foi iniciada mas elas nunca foram completadas.


Chamado de Detroit Miss, o Mustang que liderou o ataque que destruiu o BV 238 era pilotado pelo ás americano Ben Drew. Drew, até ser contactado pela BBC em 1974, acreditou que havia afundado um BV 222 Wiking.

Um protótipo construído na escala de ¼ do BV 238, chamado de FGP 227, foi utilizado para testes durante o desenvolvimento do avião mas no seu primeiro voo ele fez um aterrisagem forçada e acabou fornecendo nada de novo ao programa.


Especificações do Blohm & Voss BV 238

Tipo
: hidroavião
de transporte
Tripulação: 12
Motor: 6 motores Daimler-Benz DB 603G de 12 cilindros em linha desenvolvendo 1.900hp cada
Dimensões: envergadura:60,17m (57,75m no protótipo V1); comprimento: 43,36m; altura: 12,8m; área da asa: 363m²
Performance: velocidade máxima: 425km/h; velocidade de cruzeiro: 355km/h; alcance: 7.200km; teto operacional: 7.200 metros; razão de subida: 220 metros por minuto
Pesos
: vazio: 54.700kg; máximo na decolagem: 100.000kg

segunda-feira, 15 de março de 2010

Blohm & Voss BV 138


O Blohm & Voss BV 138 Seedrache (Dragão Marinho, mas apelidado de Holzschuh, Tamanco Voador) foi construído entre 1938 e 1943. Era um trimotor que voou pela primeira vez em 15 de Julho de 1937. Os primeiros protótipos, do BV 138 A-01 até o BV 138 A-06, utilizaram vários motores que variavam entre 650hp e 1.000hp. A primeira versão padrão, BV 138 B-1, utilizava motores Junkers Jumo movidos a diesel, que apesar de eficientes, tornavam o avião lento.

A aeronave tinha uma estranha aparência com sua cauda dupla e seus três motores, além das torres de combate localizadas na proa, popa e mais uma atrás do motor central. O primeiro das 227 variantes BV 138 C-1, entrou em serviço em Março de 1941. Alguns dos BV 138 eram equipados com o radar Fug 200 para missões contra navios ou submarinos e outros eram convertidos para desativarem minas, como o BV 138 MS (Minensuch), que carregava um dispositivo de neutralização de campos magnéticos ao invés de armamentos. Nenhum BV 138 sobreviveu a guerra em completo estado.


25 BV 138 A-1 foram construídos, 27 BV 138 B-1 com flutuadores e fuselagem reforçada foram construídos além de 227 BV 138 C-1 com estrutura reforçada e mais armamento foram produzidos. Dos 227 C-1, 164 foram produzidos com maior espaço para bombas, sendo capazes de carregar o dobro delas. Essas versões foram mais tarde chamadas de BV 138C-1/U1. Alguns B-1 também foram convertidos para U1. Os tripulantes dividiam-se entre piloto, navegador, operador de rádio e três artilheiros.

Tipo: avião de reconhacimento de longo alcance
Tripulação: 6
Motor: 3 motores Junkers Jumo 205D desenvolvendo 880hp cada
Dimensões: envergadura: 26,93m; comprimento: 19,85m; altura: 5,9m; área da asa: 111,9m²
Performance: velocidade máxima: 280km/h; alcance: 4.000km; teto: 5.000 metros; razão de subida: 220 metros por minuto
Pesos
: vazio: 8.100kg; carregado: 14.700kg

Armamento: 2 canhões MG 151 de 20mm, uma metralhadora MG 131 de 13mm e 3 metralhadoras MG 15 de 7,92mm, 3 bombas de 50kg ou duas cargas de profundidade de 150kg, e na versão U-1, 6 bombas de 50kg ou 4 cargas de profundidade de 150kg

domingo, 17 de janeiro de 2010

MG 81

MG 81 Z.

Desenvolvida entre 1938 e 1939, a MG 81 era uma metralhadora fixa ou flexível instalada em aviões da Luftwaffe. Substituindo a MG 15, a MG 81 foi desenvolvida pela Mauser como uma derivação da metralhadora de infantaria MG 34. Seu desenvolvimento focava-se na redução de tempo e custo de sua produção e foi fabricada de 1940 até 1945.

MG 81 em um Junkers Ju 88.

Uma versão especial de dois canos, MG 81 Z, foi introduzida em 1942 para prover maior poder de fogo sem requerer mais espaço do que uma metralhadora padrão. A utilização mais comum da MG 81 Z foi na cauda do Dornier Do 217 que permitia ao piloto disparar contra aeronaves que o perseguiam. Outra aplicação foi no Junkers Ju 88 onde três pares delas eram montadas externamente para atacar alvos no solo.

MG 81 na cauda de um Heinkel He 111.

Especificações da MG 81

Calibre: 7,92mm
Peso: 6,5kg
Comprimento: 890mm
Velocidade inicial do projétil: 790m/s
Alimentação: fita
Razão de fogo: 1400-1600 tiros por minuto

Especificações da MG 81 Z

Calibre: 7,92mm
Peso: 12,9kg
Comprimento: 915mm
Velocidade inicial do projétil: entre 760m/s e 790m/s
Razão de fogo: 2800-3200 tiros por minuto

sábado, 16 de janeiro de 2010

EMP 44


A EMP 44 foi desenvolvida pela Emma Werke em 1944 mas mesmo assim acabou não sendo introduzida ao Exército Alemão. O grande uso de submetralhadoras pelos Alemães levou as indústrias a criarem novos projetos que fossem simples e baratos. Em 1944 a Emma Werke, então uma das produtoras da MP 40, apresentou a EMP 44 que tinha um modo de produção semelhante ao da Sten e seu supressor da queima dos gases que saiem pelo cano era fabricado do mesmo modo do que na PPS43. A EMP 44 não foi rejeitada por ser uma arma ruim mas simplesmente porque armas como a MP 44 já estavam em produção.

Especificações da EMP 44

Calibre: 9mm
Cartucho: 9x19mm Parabellum
Razão de fogo: 500 tiros por minuto
Alcance efetivo: 150 metros á 200 metros
Pente: 32 cartuchos
Comprimento: 950mm

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

MG 17


Produzida pela Rheinmetall-Borsig, a MG 17 foi utilizada como uma metralhadora fixa, instalada em muitos aviões da Luftwaffe e antes da Segunda Guerra muitas foram comercializadas com outros países. Por volta de 1940 elas já começavam a ser substituídas por canhões e metralhadoras de maiores calibres. Ao fim de 1945 quase ou nenhuma aeronava tinha a MG 17 equipada.

A MG 17 foi utilizada no Messerschmitt Bf 109, Messerschmitt Bf 110, Focke-Wulf Fw 190, Junker Ju 87, Junkers Ju 88C, Heinkel He 111, Dornier Do 17/215, Focke-Wulf Fw 189, etc. Mais tarde muitas MG 17 foram modificadas para serem utilizadas pela infantaria. Cerca de 24. 271 foram modificadas para este propósito até Janeiro de 1944.

Especificações da MG 17

Calibre: 7,92mm
Cartucho: 7,92x57 Mauser; peso do cartucho: 35,5 gramas
Velocidade inicial do projétil: 855m/s com o cartucho Phosphor B e 905m/s com o cartucho SmK L'spur
Comprimento: 1.175mm
Peso: 10,2kg
Alimentação: fita

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Arado Ar 68


O Arado Ar 68 era um caça biplano de dois assentos desenvolvido na metade da década de 30. Foi um dos primeiros caças produzidos quando os Alemães abandonaram as restrições do Tratado de Versalhes e iniciaram o rearmamento.

Projetado para substituir o Heinkel He 51, o Ar 68 provou ter características admiráveis, apesar da Arado não conseguir um motor forte o suficiente para o protótipo, no seu primeiro voo em 1934. Mais tarde, um motor Junkers Jumo 210 foi instalado no avião e o Ar 68 entrou nas linhas de produção.

O Arado Ar 68 entrou em serviço na Luftwaffe em 1936 e uma das suas primeiras unidades localizava-se na Prússia Oriental. Logo, ele foi enviado para lutar na Guerra Civil Espanhola onde foi constatada sua inferioridade frente ao Polikarpov I-16. A Arado respondeu ao melhorar o motor no que viria a ser chamado de Arado Ar 68E, que tornou-se o caça mais utilizado pela Luftwaffe em 1937 e 1938 até ser substituído pelo Messerschmitt Bf 109. Os últimos Ar 68 serviram como aviões de treinamento e como caças noturnos entre 1939 e 1940. Um único protótipo, o Ar 68H, que tinha um motor radial BMW 132 de nove cilindros (850hp) resfriados a ar foi produzido e foi também, o primeiro avião da Arado a ter um cockpit fechado.

Especificações do AR 68E

Tripulação: 1
Motor: um Junkers Jumo 210E V-12 desenvolvendo 671hp
Dimensões: envergadura: 11,58m; comprimento: 9,4m; altura: 3,3m; área da asa: 27,3m²
Pesos: vazio: 1.840kg; máximo na decolagem: 2.475kg
Performance: velocidade máxima: 335km/h; alcance: 500km; teto operacional: 12.800 metros
Armamento: duas metralhadoras MG 17 de 7,92mm

sábado, 12 de dezembro de 2009

Adolf Gun


O 40,6cm Schnelladekanone C/34 também chamado de Adolfkanone era uma arma naval alemã projetada em 1934 pela Krupp, que inicialmente deveria fazer parte dos navios de batalha da classe H e J. Essas armas foram produzidas em pares mas assim que foram deslocadas para o serviço de defesa costal foram separadas para serem montadas individualmentes. A arma podia ser erguida até 52°, dando-a um alcance de 56km com o projétil especial chamado de Cartucho Adolf, de 600kg. Em termos de construção essas armas eram iguais as SK C/34 de 38cm. Apenas o calibre era diferente. A razão de tiro era cerca de um tiro a cada dois minutos.

Cerca de onze armas foram produzidas. Oito foram instaladas na Noruega, sendo que uma foi afundada em rota, e as outras três foram instaladas na Polônia, perto de Danzig. Logo após os primeiros treinos de tiro as armas da Polônia foram movidas para a França e colocadas em Sangatte, onde foram renomeadas de bateria Lindemann, capitão do Bismarck. De Sangatte, as armas eram utilizadas para atingir Dover na Inglaterra. Algumas ainda podem ser encontradas na Noruega, como parte de um museu, e outras foram vendidas para sucateamento.

Especificações da 40,6cm Schnelladekanone C/34

Tipo: arma naval
Peso: 1,475 toneladas métricas
Comprimento do cano: 21,5m
Calibre: 406mm
Razão de fogo: dois tiros por minuto
Velocidade inicial do projétil: 1.000m/s com o projétil de longo alcance e 810m/s com o cartucho padrão
Alcance: 56km com o projétil de longo alcance e 42km com o projétil padrão

domingo, 29 de novembro de 2009

Heinkel He 177 Greif


Após os planos de uma força de bombardeio estratégico terem sido abandonados em 1936, a Luftwaffe, em 1938, emitiu um requerimento de um bombardeiro pesado para a Heinkel que resultou no Heinkel He 177 Greif (Grifo). Era uma aeronave de asa média com quatro motores DB 601. A primeira aeronave, He 177 VI voou em 19 de Novembro de 1939. Problemas com o aquecimento do motor e falhas estruturais atrasaram a produção. O primeiro He 177A-1 alcançou os testes operacionais apenas em Julho de 1942 participando de incursões sobre o Reino Unido mas geralmente eles eram ruins em serviço.


Várias versões foram produzidas como o He 177A-3/R3 que podia carregar três mísseis Hs 293, o He 177A-3/R5 com uma arma de 75mm na gôndola ventral e o He 177A-3/R7 que era um bombardeiro-torpedeiro. Alguns He 177A-3 foram utilizados para abastecer as tropas alemãs cercadas em Stalingrado. O He 177A-5 tinha asas mais fortes que o permitiam carregar maior peso nelas. O He 177A-5 foi o último a servir com a Luftwaffe mas muitos projetos continuaram aparecendo como uma versão do He 177 que deveria carregar a bomba atômica alemã. Cerca de 1.160 foram produzidos.


Especificações do Heinkel He 177A-5/R2 Greif

Tipo: bombardeiro pesado de seis tripulantes
Motor: dois motores Daimler-Benz DB610A-1/B V-12 desenvolvendo 2.950hp
Dimensões: envergadura: 31,44m; comprimento: 20,40m; altura: 6,40; área da asa: 102m²
Pesos: vazio: 16.900kg; máximo na decolagem: 31.000kg
Performance: velocidade máxima: 488km/h a 6.000 metros; sobe 190 metros por minuto; teto operacional: 8.000 metros; alcance: 5.500km
Armamento: uma metralhadora MG 81 de 7,92mm no nariz, uma MG 131 de 13mm na torre dorsal, uma MG 131 na traseira da gôndola ventral, um canhão MG FF de 20mm na frente da gôndola ventral, uma MG FF na torre traseira mais uma carga para 6.000kg de bombas ou dois mísseis Hs 293

sábado, 7 de novembro de 2009

Blohm & Voss BV 141


Em 1937 o Ministério Alemão do Ar emitiu uma especificação para um avião monomotor de reconhecimento. As empresas favorecidas foram a Arado, a Focke-Wulf com seu Fw 189 e Blohm & Voss com seu projetista Richard Vogt e seu radical projeto assimétrico do BV 141. A gôndola onde se situava a tripulação e lembrava a do Fw 189, era abrigo para o piloto, para o observador e para o atirador. A fuselagem ao lado levava o motor radial Bramo 123 de 1.000hp. O avião provou ser estável e os cálculos de Vogt demonstraram que o peso maior de uma lado da aeronave podia ser compensado com um maior torque na hélice.


O Ministério Alemão do Ar se decidiu pelo Fw 189 e como a demanda por motores BMW 801 era urgente, parecia que o BV 141 não seria produzido. Três protótipos foram construídos e mais cinco BV 141A para testes foram terminados, mas os resultados demonstraram que seu motor era muito fraco. Pela época, cerca de doze BV 141B foram fabricados com o motor mais forte BMW 801 mas foram produzidos tarde demais para causaram alguma impressão, pois o Fw 189 já se saia bem. O BV 141B teve um dos lados do seu estabilizador horizontal retirado para permitir uma melhor visão ao atirador. Vários foram encontrados pelos Aliados que avançavam e alguns foram levados para a Inglaterra. Nenhum destes aviões sobreviveu até os dias de hoje.

Especificações do Blohm & Voss BV 141

Tipo: avião monoplano de reconhecimento de três assentos
Motor: um BMW 801 desenvolvendo 1.560hp
Performance: velocidade máxima: 438km/h a 3.500 metros de altura; alcance: 1.200km; teto operacional: 10.000 metros; razão de subida: 570 metros por minuto
Pesos: vazio: 4.700kg; carregado: 5.700kg
Dimensões: envergadura: 14m; comprimento: 14m; altura: 3,6m; área da asa: 53m²
Armamento: duas metralhadoras de 7,92mm MG 15 ou duas metralhadoras de 7,92mm MG 17

domingo, 1 de novembro de 2009

Junkers Ju 290


Desenvolvido diretamente do transportador civil e militar Ju 90, o quadrimotor Junkers Ju 290 deveria substituir o Fockw-Wulf Fw 200 que, por volta de 1942, já se mostrava vulnerável e lento quando confrontado por aeronaves da RAF. Foi só em 1943 que o Ju 290, que nunca foi muito utilizado em transportes, recebeu extensivas modificações para se tornar uma aeronave de reconhecimento marítimo com a instalações de radares e mais armamentos.

Junkers Ju A-7.

Quando o grupo de reconhecimento Fernaufklärungsgruppe 5 foi formado no verão de 1943, três dos novos Ju 290A-2S foram entregues e serviram em Mont de Marsan na França. Mais tarde cinco Ju 290 A-3 com motores BMW mais potentes e cinco Ju 290 A-4 com torres dorsais melhoradas foram entregues. Em Novembro, novos Ju 290 com capacidade de 6.100km de alcance foram postos em serviço no Atlântico para denunciar as posições de comboios para U-boats.


Onze aeronaves Ju 290 A-5 com maior blindagem e canhões de 20mm foram entregues ao FGRr 5 em 1944. Uma dúzia das variações Ju 290 A-7 eram verdadeiros aviões anti-navios, capazes de carregar até três Henschel Hs 293 ou armas Fritz X sob a fuselagem ou a asa. Também havia uma nova seção no nariz com uma arma de 20mm e um equipamento de rádio FuG 200. Apenas três Junkers Ju 290 A-9, com menor blindagem, menos armamento e alcance de 8.000km, foram produzidos.

Junkers Ju 290 A-3.

Assim que a Batalha do Atlântico tornava-se irreversivelmente a favor dos Aliados com a perda das bases Alemãs na França em 1944, A FAGr 5 foi trsanferida para o leste e utilizada em transportes. Algumas aeronaves voavam sem parar até a Manchúria carregando suprimentos especiais aos Japoneses e trazendo de volta materiais essenciais para a Alemanha.

Especificações do Junkers Ju 290 A-5

Tipo: aeronave de reconhecimento marítimo de nove assentos
Motor
:
quatro motores radiais BMW 80 ID resfriados ar, desenvolvendo 1.700hp
Performance
:
velocidade máxima: 440km/h a 6.600 metros; sobe até 1.000 metros em 4,2 minutos; teto operacional: 6.000 metros; alcance máximo: 6.150km
Pesos
:
vazio: 27.700kg; máximo na decolagem: 45.000kg
Dimensões
:
envergadura: 42,00m; comprimento: 2864m; altura: 6,83m; área da asa: 204m²
Armamento: 6 metralhadoras MG 151/20 de 20mm, duas torres dorsais, uma metralhadora de 13mm na gôndola ventral; normalmente, bombas não eram carregadas

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Volkssturmgewehr 1-5


Desenvolvido por Karl Barnitzke para o Primitiv-Waffen-Programm, o Volkssturmgewehr 1-5 ou VG 1-5 foi desenvolvido como uma arma barata e de fácil e rápida produção que deveria equipar os soldados da Volkssturm. Utilizava o mesmo cartucho e pente do rifle StG 44 e tinha um sistema de gás baseado no sistema Barnitzke. Algumas VG 1-5 foram produzidas com seleção de fogo. Cerca de 10.000 unidades foram produzidas entre Janeiro de 1945 e o fim da guerra.

Volkssturmbataillon equipado com a VG 1-5.

Especificações do Volkssturmgewehr 1-5

Calibre: 7,92
Comprimento: 960mm
Comprimento do cano: 380mm
Peso: 4,27kg
Velocidade inicial do projétil: 685m/s
Pente: 30 cartuchos

domingo, 18 de outubro de 2009

Pistole P 08 (Luger)


A pistola que hoje em dia é conhecida como Luger teve suas origens em um projeto de Hugo Borchardt de 1893. Mais tarde George Luger desenvolveu e produziu a arma que leva o seu nome até hoje. As primeiras Luger eram fabricadas com calibre 7,65mm e foram adotadas pelo Exército Suiço. O seu projeto foi adotado por inúmeras nações e cerca de dois milhões de unidades foram produzidas por diversos fabricantes em pelo menos 35 versões.

A Pistole P 08 era uma dessas variações. Foi adotada pelo Exército Alemão em 1908 e continuou sendo a principal pistola até a Walther P38 ser introduzida em 1938. O principal calibre encontrado na P 08 era 9mm mas muitas versões de 7,65mm foram produzidas. A P 08 é provavelmente uma das clássicas armas da segunda guerra.


Era facilmente manuseada, fácil de mirar e normalmente muito bem fabricada. Ela devia ser bem feita pois tinha um complexo sistema de ação que era sensível contra poeira e sujeira. Mas mesmo assim ela provou ser uma pistola robusta e resistente. Ela só foi substituída nas linhas de produção por que a demanda por pistolas era alta e sua fabricação era lenta. Foi em 1942 que apareceram as últimas a serem fabricadas.

A Luger mais comum, P 08, tinha um cano de 103mm de comprimento e outro modelo mais antigo como a P 17 Artillerie tinha um cano de 203mm e havia um pente para 32 cartuchos que já não encontravam-se mais em serviço entre 1939 e 1945. Essas pistolas estavam entre os troféus mais procurados da segunda guerra e muitas ainda sobrevivem em coleções.

Especificações da Pistole P 08 (Luger)

Cartucho: Parabellum 9mm
Comprimento: 222mm
Comprimento do cano: 103mm
Peso: 0,877kg
Velocidade inicial do projétil: 381m/s
Pente: 8 cartuchos

sábado, 17 de outubro de 2009

Maschinengewehr 34


Os termos do Tradado de Versalhes proibiam o desenvolvimento de metralhadoras na Alemanha mas com a Rheinmetall-Borsig operando escondida na fronteira com a Suiça na década de 20, este termo foi passado para trás. Projetos seguintes resultaram em uma metralhadora refrigerada por ar que virou a Solothurn Modell 1930, uma metralhadora de projeto avançado que teve muitas de suas características implantadas nas armas seguintes. Poucas foram produzidas e os Alemães necessitavam de uma arma melhor, o que resultou na MG 15 que foi produzida para a Luftwaffe.

Dos projetos da Rheinmetall veio o que é considerada uma das melhores metralhadoras já produzidas, a Maschinengewehr 34 ou MG 34. Projetistas da Mauser utilizaram a Modell 29 e a MG 15 como pontos de início para toda uma nova série de metralhadoras. Este novo tipo de metralhadora podia ser carregada pela infantaria e montada sobre um bipé ou um tripé. O cano da arma era facilmente resfriado e sua alimentação era de dois tipos: por tambor, ou por fita. Além de uma ótima razão de fogo a MG 34 podia ser utilizada contra aviões em voo baixo.

Afrika Korps e a MG 34.

A MG 34 foi um sucesso imediato e foi direto as linhas de produção e para todas as organizações armadas da Alemanha, inclusive para a polícia. A demanda pela MG 34 continuou alta até 1945. Havia diversos dispositivos para a arma, desde um bipé até complexas instalações em tanques. Havia até um periscópio que permitia ao operador dispará-la de trincheiras sem expor-se. A produção desta arma não era ajudada pelo fato de que ela era muito boa para uso militar. Eram utilizados complexos métodos e complexas máquinas na produção da MG 34 que além de caros eram demorados.

Especificações da MG 34

Calibre: 7,92mm
Comprimento: 1.219mm
Comprimento do cano: 627mm
Peso: 11,5kg
Velocidade inicial do projétil: 755m/s
Razão de fogo: entre 800tpm e 900tpm
Alimentação: 50 cartuchos por fita ou 75 cartuchos por tambor

sábado, 3 de outubro de 2009

Heinkel He 115


Usado extensivamente pelos pilotos da Kriegsmarine durante a guerra, o bimotor Heinkel He 115 foi desenvolvido em competição com o Blohm & Voss Ha 140. Seu primeiro voo ocorreu em 1936 e dois anos depois ja havia estabelecido oito recordes de velocidade na sua classe de avião. A versão He 115A-1 entrou para a Luftwaffe em 1938. A versão seguinte He 115A-2 foi também importada para a Noruega e Suécia.

Em 1939, cerca de sessenta He 1 ISA e He 115B serviam com a Kustenfliegergruppen. Além de missões de reconhecimento sobre o Mar Báltico durante a campanha na Polônia, também foram responsáveis por colocar minas navais próximo a costa das Ilhas Britânicas. A primeira missão deste tipo foi efetuada por três He 115 nos dias 20 e 21 de Novembro de 1939. Essas atividades continuaram por dois anos. As unidades responsáveis por estas missões perderam 33 aeronaves, a maioria durante a Batalha da Grã-Bretanha sob fogo das armas antiaéreas inglesas.


Antes do fim da Batalha da Grã-Bretanha o modelo He 115C ja estava em serviço com mais armamento para a sua defesa. O He 115C-2 tinha flutuadores mais fortes que o possibilitavam operar na neve e no gelo. O He 115C-3 e He 115C-4 eram especialistas em colocação de minas e em ataques com torpedos. Em 1941, com a campanha na União Soviética, a produção deste avião foi parada para favorecer outras aeronaves. Em 1943, com a volta de sua produção, 141 He 115E foram entregues para a Luftwaffe. Alguns eram equipados com canhões de 20mm sob o nariz.

No fim da campanha na Noruega, dois He 115A e um He 115B fugiram para aInglaterra e foram testados pela RAF antes de serem utilizados em missões entre o Reino Unido e a Noruega e no Mediterrâneo. A produção chegou a 500 exemplares.

Especificações do Heinkel 115C-1

Tipo: hidroavião de três assentos, torpedeiro, para reconhecimento e colocação de minas navais
Motor: dois motores radiais BME 132K de 960hp
Performance: velocidade máxima: 300km/h a 1.000 metros de altura; sobe até 1.000 metros em 6 minutos; alcance: 2800km
Pesos: vazio: 6.870kg; máximo na decolagem: 10.680kg
Dimensões: envergadura: 22,28m; comprimento: 17,3m; altura: 6,59m; área da asa: 86,7m²
Armamento: uma metralhadora de 7,92mm e um canhão de 15mm no nariz, uma metralhadora de 7,92mm fixadas nas naceles de cada motor e viradas para trás, uma metralhadora no cockpit traseiro, provisão para 1.250kg de bombas, minas ou um torpedo de 500kg