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sábado, 13 de junho de 2009

Walther PP e PPK

Walther PP.

A Walther PP(Polizei Pistole) foi produzida pela primeira vez em 1929 e era tida como uma arma de uso policial. Durante a década de 30 muitas forças policiais da Europa utilizavam a Walther PP. Era uma arma leve e que encaixava-se bem na mão mas era feita para ser guardada no coldre. Foi então que a Walther PPK(Polizei Pistole Kurs) surgiu. Está era nada mais do que uma versão da PP em um menor tamanho para que podesse ser carrega em bolsos convencionais ou sob uma jaqueta.

Apesar de serem tidas como armas de uso civil, ambas foram adotadas para o uso militar em 1939. Ambos modelos eram muito utilizados pela Luftwaffe e organizações policiais alemãs. Ambas versões podiam ser encontradas em diversos calibres sendo a de 9mm e a de 7,65mm mais comuns. Havia versões de 5,56mm e 6,35mm de calibre.

Especificações da Walther PP

Cartucho: 9mm, 7,65mm, 6,35mm
Comprimento total: 173mm
Comprimento do cano: 99mm
Peso: 0,682kg
Velocidade inicial do projétil: 290m/s
Pente: 8 cartuchos

Especificações da Walther PPK

Cartucho: 9mm, 7,65mm, 6,35mm
Comprimento total: 155mm
Comprimento do cano: 86mm
Peso: 0,568kg
Velocidade inicial do projétil: 280m/s
Pente: 7 cartuchos

terça-feira, 2 de junho de 2009

Reggiane Re.2000

Re. 2000 na força aérea da Hungria

A Officine Meccaniche Reggiane SA começou a desenvolver o caça de assento único, RE.2000, baseado no avião americano P-35 projetado por Alexander Kartveli. Avaliações competitivas foram feitas contra o Macchi C.200 mas a Regia Aeronautica decidiu por emitir uma ordem de produção para o C.200.. O Reggiane Re.2000 demonstrou ter mais manobrabilidade que o Messerschmitt Bf 109E. A Hungria obteve uma licensa de produção do Re.2000 que foi também fornecido a Suécia. Apesar de rejeitado pela Regia Aeronautica, a marinha Italiana adquiriu 12 Re.2000 Série II e 24 Re.2000 Série III que tinham maior capacidade de combustível.

A instalação de um motor Daimler-Benz BD 601A-1 resultou no Re.2001 Falco II que foi utilizado primeiramente pela Regia Aeronautica em 1942 sobre Malta. As prioridades da Luftwaffe requeriam que o Re.2001 tinha que utilizar um motor Alfa Romeo RA.2001 RC 41-la sob licensa da Daimler-Benz. Como o Macchi C.202 tinha prioridade na produção, apenas 252 foram fabricados. Cerca de 50 Re.2002 Ariete (caça-bombardeiro) serviram na Regia Aeronautica utilizando um motor radial Piaggio P. XIX RC 45 de 1.175hp. Este modelo foi utilizado pela primeira vez em 1942 na invasão dos Aliados na Sicília.

Reggiane Re. 2001

A última variação, o Re. 2005 Sagittario, foi um dos melhores caças ja produzidos na Itália durante a Segunda Guerra e tinha as mesmas configurações dos seus antecessores. Mas sua estrutura foi redesenhada e utilizava um motor em "v" invertido. Voou pela primeira vez em Setembro de 1942. Apenas 48 haviam sido entregues quando ocorreu o armistício Italiano. Estes aviões lutaram na Sicília, Nápoles, Roma e os que sobreviveram, em Berlim.

Especificações do Reggiane Re.2005 Sagittario

Tipo: caça bombardeiro de assento único
Motor: um motor Fiat RA. 1050 RC 58 Tifone de 12 cilindros em "v" invertidos desenvolvendo 1.475hp
Performance: velocidade máxima: 630km/h a 6.950m; sob até 2.000m em 1,58 minutos; alcance: 1.265km; teto operacional: 12,190m
Pesos: vazio: 2.600kg; máximo na decolagem: 3560kg
Dimensões: envergadura: 11,00m; comprimento: 8,73m; altura: 3,15m; área da asa: 20,40m²
Armamento: três canhões de 20mm, duas metralhadoras de 12,7mm mais provisão para 630kg de bombas quando operado como bombardeiro

sábado, 30 de maio de 2009

Macchi C.202 Folgore


Um dos melhores caças da Itália, o Macchi C.202 Folgore (Raio) foi desenvolvido a partir do C.200 mas utilizava um motor Daimler-Benz DB 601 produzido sob licensa como Alfa Romeo R A 1000 RC 411. A produção do motor era muito lenta e atrasou a entrada no Folgore em serviço. O C.202 voou pela primeira vez em 10 de Agosto de 1940. A primeira série de C.202 entrou em serviço junto do 1º Stormo no verão de 1941. O Folgore era um avião monoplano de asa baixa com trem de pouso retrátil. O Folgore passou por poucas mudanças durante sua existência.


Muitos serviram com a Squadriglia 52 no norte da África, Itália e Rússia. A produção chegou a 1.500 unidades. Em combate o Folgore batia de frente com o Spitfire MK V em performance, mas era mal armado apesar de superior a caças americanos como o Bell P-39 Airacobra. O último desenvolvimento sofrido pelo Folgore foi a utilização de um motor Daimler-Benz. Os aviões que utilizavam este motor chamavam-se C.205V Veltro, eram páreos para qualquer caça aliado, mas no fim da guerra para a Itália, apenas 66 haviam sido produzidos.


Especificações do Macchi C.202 Folgore

Tipo: caça de assento único
Motor: um motor de cilindros em V invertidos Alfa Romeo RA 1000 RC 411 desenvolvendo 1.075hp
Performance: velocidade máxima: 600km/h a 5.600m de altura; sobe até 5.000m em 4,6 minutos; teto de serviço: 11.500m; alcance: 610km
Dimensões: envergadura: 10,58m; comprimento: 8,85m; altura: 3,50m; área da asa: 16,80m²
Armamento: duas metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm localizadas no nariz mais provisão para duas armas de 7,7mm nas asas

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Macchi C.200 Saetta


Prejudicado pela falta de fortes motores, o Fiat C.200 projetado por Mario Castoldi era pouco potente e tão mal armado que assim que entrou em serviço em 1939 não era páreo nem para o Hawker Hurricane que encontravasse em serviço a dois anos. O C.200 Saetta (Relâmpago) voou pela primeira vez no dia 24 de Dezembro de 1937. Cerca de 1.200 aviões deste modelo foram produzidos pela Macchi, Breda e SAI Ambrosini.


Quando a Itália entrou na guerra em 1940, os primeiros esquadrões localizados na Itália e equipados com o C.200 viram combate na ilha de Malta, mas as baixas italianas foram grandes neste período. Foram tantas baixas, que a Luftwaffe teve de enviar o X Fliegerkorps ao Meditarrâneo para ajudar a Regia Aeronautica. O C.200 foi muito utilizado no norte da África mas sua ineficáfia contra os Hawkers Hurricanes e os constantes ataques da RAF aos campos de pouso reduziram muito o seu número.


Cerca de 51 C.200 serviram na zona de Odessa, no front oriental, e saíram-se bem contra os antigos caças soviéticos nos primeiros estágios da campanha. Em Setembro de 1943, data do armistício Italiano, havia apenas 33 C.200 em funcionamento na Regia Aeronautica.

Especificações do Macchi C.200 Saetta

Tipo: caça-bombardeiro de assento único
Motor: um motor radial Fiat A 74 RC 38 desenvolvendo 870hp
Performance: velocidade máxima: 504km/h a 4.500m; sobe até 4.000m em 4 minutos e 55 segundos; teto de serviço: 8.900m; alcance: 570km
Pesos: vazio: 1.960kg; máximo na decolagem: 2.395
Dimensões: envergadura: 10,58m; comprimento: 8,25m; altura: 3,05m; área da asa: 16,80m²
Armamento: duas metalhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm localizadas no nariz mais provisão para duas bombas de 150kg

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fiat G.55 Centauro


O Fiat G.55 Centauro era um caça monoplano de asa baixa feito todo de metal e foi projetado por Giuseppe Gabrielli. Este caça representava um grande avanço em comparação ao G.50. Possuía trem de pouso retrátil e seu cockpit dava ao piloto uma excelente visão. Foi um avião muito popular entre os pilotos.

O primeiro dos três protótipos voou em 30 de Abril de 1942. O terceiro protótipo (MM 493) foi o primeiro a levar armamento que consistia de quatro metralhadoras e um canhão montados na fuselagem. Mas até Setembro de 1943 apenas 16 G.55/0 da linha de pré produção e 15 G.55/I da linha de produção inicial haviam sido entregues a Regia Aeronautica. Ao fim da produção, cerca de 274 haviam sido completados.


Antes do armísticio de Setembro de 1943, os G.55 foram utilizados na defesa de Roma com a 353º Squadriglia da Regia Aeronautica. Após o armistício, eles foram utilizados com a Aeronautica Nazionale Repubblicana e posicionados em Venezia Reale. Também serviram com o 2º Gruppo Caccia Terrestre mas as baixas foram grandes devido aos ataques dos Aliados nos campos de pouso.

Enquanto a guerra seguia, a Fiat testou protótipos do G.56 que foi desenvolvido a partir do G.55 mas que utilizava o motor Daimler-Benz DB 603A muito mais forte. Construídos durante a primavera de 1944, eles sofreram poucas mudanças estruturais e tiveram suas metralhadoras montadas na fuselagem retirada.

Especificações do Fiat G.55/I Centauro

Tipo: caça de assento único
Motor: um motor de 12 cilindros em "v" invertidos Fiat RA 1050 RC-58 Tifone desenvolvendo 1.475hp
Performance: velocidade máxima: 630km/h; sobe até 6.000m em 7 minutos e 12 segundos; teto de serviço: 12.700m; alcance: 1.200km
Pesos: vazio: 2.630kg; máximo na decolagem: 3.718kg
Dimensões: envergadura: 11,85m; comprimento: 9,37m; altura: 3,13m; área da asa: 21,11m²
Armamento: um canhão de 20mm Mauser/MG 151/20 montado próximo ao motor, dois canhões similares montados nas asas, duas metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm mais provisão para duas bombas de 160kg

Fiat G.50 Freccia


O caça Fiat G.50 Freccia foi projetado entre 1935 e 1936 por Giuseppe Gabrielli em conjunto da Fiat e fez seu primeiro voo em 26 de Fevereiro de 1937. Apesar de quebrar com a tradição dos biplanos, ele oferecia um menor potencial do que aviões contemporâneos como o Hawker Hurricane e o Messerschmitt Bf 109. Foi o primeiro avião monoplano feito totalmente de metal com hélice de velocidade constante e trem de pouso retrátil a ser aceito pela Regia Aeronautica.

Chamado de Freccia (Flecha) ele foi posto em produção na CMASA, uma subsidiária da Fiat e 12 das primeiras aeronaves foram enviadas a Espanha para avaliação operacional. Mesmo com a superioridade do Macchi C.200, foi decidido ir adiante e equipar um stormo e um gruppo com o G.50. Uma ordem inicial de 200 aeronaves foi emitida. Em Novembro de 1939 as aeronaves foram entregues ao 51º Stormo e logo em seguida ao 52º Stormo. Quando a Itália entrou na guerra havia 118 Freccias em serviço.


Em Novembro de 1940, 48 aeronaves do 51º Stormo foram enviados a Bélgica para tomar parte na Batalha da Grâ-Bretanha. Mas viram pouca ação, e foram mais utilizados em missões de vigilância. Um novo modelo, o G.SObis, apareceu com um cockpit reforçado e maior capacidade de levar combustível. Este modelo entrou em produção para um eventual serviço no Norte da África.

Com uma velocidade máxima de 460km/h e um armamento de apenas duas metralhadoras, o G.50 não era páreo para os caças da RAF mas manteve-se em serviço até 1943. Cerca de 245 G.50, 421 G.SObis e 108 modelos de treino com dois assentos, o G.50B, foram produzidos. O G.50 foi também fornecido a Finlândia e a Croácia.

Especificações do Fiat G.50 Freccia

Tipo: caça de assento único
Motor: um motor radial Fiat A 74R C38 desenvolvendo 840hp
Performance: velocidade máxima: 640km/h a 4.000m de altura; sobe até 4.000m em 4,6 minutos; teto de serviço: 10.750m; alcance: 580km
Pesos: vazio: 1.965kg; máximo na decolagem: 2.400kg
Dimensões: envergadura: 11,00m; comprimento: 7,80m; altura: 3,28m; área da asa: 18,25m²
Armamento: duas metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm localizadas no nariz

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Fiat CR.42 Falco


Sempre comparado no conceito e no projeto com o Gloster Gladiator, avião contra o qual ele lutou muito em 1940 e 1941, o Fiat CR.42 Falco não voou antes de 1939. Baseado no CR.32, o Celestino Rosatelli CR.42 era equipado com um motor radial Fiat A74 R1C 38 de 840hp e atingia uma velocidade máxima de 441km/h. Quando a Itália entrou na guerra, em 1941, a Regia Aeronautica ja possuia 330 aviões deste modelo.

O Falco viu serviço pela primeira vez na invasão da França. Mais tarde, 50 destes aviões do Corpo Aero Italiano voaram até a Bélgica para participaram de ataques ao sul da Inglaterra no fim da batalha da Grã-Bretanha, mas sofreram muito ao fogo das armas dos Hurricanes da Royal Air Force. Apesar do Falcon ser muito útil contra o Gladiator, quando Hawker Hurricanes apareciam, ele se tornava um alvo fácil.

Havia a versão CR.42AS (caça-bombardeiro) que era adaptado para carregar até 100kg de bombas e seguiu em serviço até 1942. Um total de 1.781 CR.42 foram produzidos (alguns serviram na Suécia e na Hungria). Em Setembro de 1943, data do armistício Italiano, apenas 64 CR.42 encontravam-se em serviço.

Especificações do Fiat CR.42 Falco

Tipo: caça de assento único
Motor: um motor radial Fiat A 74 R1 C38 desenvolvendo 840hp
Performance: velocidade máxima: 441km/h a 6.000m de altura; sobe até 6.000m em 9 minutos; teto de serviço: 10.100m; alcance: 780km
Pesos: vazio: 1.784kg; máximo na decolagem: 2.295kg
Dimensões: envergadura: 9,70m; comprimento: 8,26m; altura: 3,05m; área da asa: 22,40m²
Armamento: duas metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm (alguns modelos tinham duas metralhadoras extras de 12,7mm sob as asas) e provisão para 100kg de bombas

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Panzerkampfwagen VI Tiger II


Assim que o primeiro Tiger entrou em produção, foi decidido desenvolver um tanque ainda mais armado e blindado, especialmente para combater qualquer tanque que os soviéticos pudessem desenvolver no futuro. Mais uma vez, a Henschel e a Porsche foram encarregadas do projeto. A Porsche projetou um tanque baseado no antigo VK 4501 que era equipado com uma arma de 15cm, mas este projeto foi rejeitado em favor de um novo modelo com uma arma de 88mm montada na torre, que também foi logo cancelado porque sua transmissão utilizava muito cobre, que era um material escasso na época. A essa altura, as torres ja haviam sido produzidas e foram utilizadas em tanques da Henschel. O VK 4503 Henschel foi terminado em Outubro de 1943 e utilizava componentes do tanque Panther.


O Tiger II, ou Panzerkampfwagen VI Tiger II Ausf B (SdKfz 182), começou a ser produzido em Kassel, em Dezembro de 1943, sendo que os primeiros a serem construídos utilizavam as torres da Porsche. Todos os tanques subsequentes ja utilizavam a torre da Henschel. Um total de 485 veículos foram produzidos. O Tiger II entrou em ação pela primeira vez em Maio de 1944 no front oriental e no front ocidental na Normandia, em Agosto do mesmo ano. Os Aliados o chamavam de Royal Tiger ou King Tiger enquanto que os alemães o chamavam de Königstiger (King Tiger).


O Tiger utilizava o mesmo motor do tanque Panther, isso tornava-o muito lento e sua blindagem dava proteção contra a maioria das armas dos tanques aliados. Por ser muito grande e pesado, ele tinha dificuldades para se mover e se esconder no campo de batalha. Muitos foram abandonados ou destruídos pela própria tripulação após ficarem sem combustível e sem suprimentos adicionais a serem entregues.


Sua estrutura era toda soldada, com um máximo de 150mm de espessura. O motorista sentava-se na frente á esquerda, com o operador de rádio e de metralhadora a sua direita. A torre tinha uma blindagem de até 100mm e acomodava o comandante e o operador do canhão que ficavam na direita enquanto que o reponsável por recarregar o canhão ficava na esquerda. O motor localizava-se na traseira. Seu armamento principal consistia de uma arma de 88mm KwK 43 e duas metralhadoras MG 34 de 7.92mm. 84 projéteis e 5.850 cartuchos eram carregados para o canhão e a metralhadora respectivamente. O chassi do Tiger II foi utilizado também no Jagdtiger B que era equipado com uma arma de 128mm. Apenas 48 deste poderoso destruidor de tanques foi construído.

Especificações do PzKpfw VI Tiger II Ausf B

Tripulação: 5
Peso: 69.700kg
Dimensões: comprimento (includindo o armamento): 10,26m; comprimento: 7,26m; largura: 3,75m; altura: 3,09m
Motor: um Maybach HL 230 P 30 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 38km/h; alcance máximo: 110km

quinta-feira, 12 de março de 2009

Panzerkampfwagen VI Tiger


Em 1938 ja haviam notado que o PzKpfw IV teria de ser substituído por um tanque mais moderno no futuro. Inúmeros protótipos foram construídos por diversas empresas alemãs, mas nenhuma versão foi construída. Em 1941, uma ordem foi emitida para a Henschel sobre um tanque de 36 toneladas chamado de VK 3601 que deveria ter a velocidade máxima de 40km/h, uma boa blindagem e um poderoso canhão. Um protótipo deste tanque foi construído, mas um futuro desenvolvimento foi abandonado devido a uma nova requisição emitida em Maio de 1941, em que o novo protótipo, VK 4501, deveria pesar em torno de 45 toneladas. Esta nova versão deveria estar equipada com o temido canhão de 88mm. Foi decidido que o protótipo estivesse concluído no proximo aniversário de Hitler, dia 20 de Abril de 1942.


Como o tempo era curto, a Henschel incorporou idéias do VK 3601 e outro tanque chamado VK 3001(Henschel). O resultado foi o VK 4501(H). A Porsche também entrou com seu próprio projeto, o VK 4501(Porsche). Ambos protótipos estavam prontos no aniversário de Hitler e o projeto da Henschel foi escolhido para entrar em produção em Agosto de 1942 sob a designação de PzKpfw VI Tiger Ausf E (SdKfz 181).

O Tiger esteve em produção de Agosto de 1942 até Agosto de 1944 e um total de 1.350 foram construídos. Foi então substituído em produção pelo Tiger II. Cerca de 90 VK 4501(P) foram construídos e transformados em destruidores de tanques com sua arma de 88mm sob a designação de Panzerjäger Tiger Ferdinand (SdKfz 184) em homenagem a seu criador, Ferdinand Porsche.


Havia três variantes do Tiger, sendo elas o Tiger tanque de comando (Befehlspanzer Tiger) e o Sturmtiger, cuja estrutura era equipada com um lançador de foguetes. Apenas 10 Sturmtiger foram construídos. O Tiger tinha uma poderosa arma e uma boa blindagem, mas era muito difícil de produzí-lo. Sua suspensão podia ficar obstruída por pedras e lama, que congelava durante o inverno e imobilizava o tanque. Quando o Tiger viajava por estradas, uma esteira de 51,5cm era utilizada, e fora da estrada, uma esteira de 71,5cm era usada.

Seu armamento principal consistia de uma arma KwK 36 de 88mm e três metralhadoras MG 34. Cerca de 84 cartuchos de 88mm eram levados para a arma principal e 5.850 cartuchos eram levados para as metralhadoras. O Tiger foi visto pela primeira vez pelos britânicos na Tunísia e depois foi utilizado pelas alemães em todas as frentes de batalha.

Especificações do PzKpfw VI Tiger Ausf E

Tripulação:5
Peso: 55.000kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 8,24m; comprimento: 6,40m; largura: 3,73m; altura: 2,86m
Motor: um Maybach HL 230 P 45 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 38km/h; alcance máximo: 100km/h

quarta-feira, 11 de março de 2009

Panzerkampfwagen V Panther


Em 1941, o tanque alemão mais poderoso encontrado em serviço era o PzKpfw IV. O trabalho para o desenvoldimento de um tanque novo teve inicio em 1937, mas o progresso foi devagar devido a mudanças no seu requerimento. Em 1941, a Henschel e a Porsche haviam completado, cada uma, os protótipos de um novo tanque entre 30 e 35 toneladas designados de VK 3001(H) e VK 3001(P) respectivamente. Estas versões não foram produzidas. Mais desenvolvimento foi feito e resultou no Tiger (VK 4501). Mas em 1941, um novo requerimento pedia uma arma de 75mm, melhor blindagem e maiores rodas para uma melhor mobilidade. Para este novo requerimento, a Daimler-Benz criou o VK3002(DB) e a MAN o VK 3002(MAN). O primeiro projeto era uma cópia do T-34, e o projeto da MAN foi aceito.


Os primeiros protótipos do tanque chamado Panzerkampfwagen V Panther (SdKfz 171) ficaram prontos em Setembro de 1942, com os primeiros modelos de linha de produção ficando prontos apenas dois meses depois. Ao mesmo tempo, a Daimler-Benz preparava-se para iniciar a produção do Panther, e, em 1943, a Henschel e a Niedersachen também foram trazidas ao programa. Foi planejado construir 600 tanques Panther por mês, mas os bombardeiros aliados mantiveram a produção em no máximo 330 veículos por mês. Em 1945, apenas 4.800 tanques Panther haviam sido fabricados.

Um comandante de tanque em seu Panther.

O Panther foi colocado em produção apressadamente, sem que os devidos testes tivessem sido feitos, e inúmeros problemas começaram a aparecer, consequentemente a confiança da tripulação no tanque foi afetada. Os primeiros Panthers foram mais perdidos por falhas mecânicas do que por ação inimiga. O Panther viu serviço primeiramente no Front Oriental em Julho de 1943 durante as batalhas de Kursk, e desde então, foi utilizado em todas as frentes de batalha. Assim que os problemas mecânicos foram superados, a confiança da tripulação do tanque voltou. Muitos dizem que o Panther foi o melhor tanque alemão da guerra. Após a guerra, inúmeros tanques Panther froam utilizados pelo Exército Francês.


O primeiro modelo foi o PzKpfw V Ausf A, que era realmente um modelo de pré-produção. O PzKpfw Ausf B e Aus C nunca entraram em produção. Outros modelos foram o Ausf D e outro modelo que por alguma razão, também chamado de PzKpfw V Ausf A, que foi muito utilizado na Normandia. E finalmente o PzKpfw Ausf G. Variações do Panther incluíam um modelo para observação (Beobachtungspanzer Panther), o destruidor de tanques Jagdpanther e outra versão de veículo de comando (Befehlspanzer Panther). O armamento principal do Panther consistia de uma arma de 75mm, cujo 79 cartuchos eram levados e três metralhadoras MG 34 de 7,92mm.

Especificações do PzKpfw Panther Ausf A

Tripulação: 4
Peso: 45.500kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 8,86m; comprimento: 6,88mm; largura: 3,43m; altura: 3,10m
Motor: um Maybach HL 230 P 30 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 46km/h; alcance máximo: 177km

Um video sobre o Panther logo em seguida. Em inglês.

terça-feira, 10 de março de 2009

Panzerkampfwagen IV


O Panzerkampfwagen IV permaneceu em produção durante toda a Segunda Guerra Mundial e foi a espinha dorsal das divisões blindadas alemãs. Em 1934, o Departamento de Armas do Exército Alemão emitiu um requerimento de um tanque médio que deveria ocupar a quarta companhia de tanques de cada batalhão de blindados. A Rheinmetall-Borsig construiu o VK 2001(Rh), a MAN propôs o VK 2002(MAN) e a Krupp veio com o VK 2001(K). No final, a Krupp tornou-se responsável por todo o veículo, que também era conhecido como Bataillons Führerwagen (veículo do comandante de batalhão). Este blindado entrou em produção na fábrica da Krupp-Grusonwerke em Magdeburg como PzKpfw IV Ausf A, ou SdKfz 161. Este modelo era equipado com uma arma de 75mm e duas metralhadora de 7,92mm. 122 cartuchos de 75mm e 3.000 cartuchos de 7,92mm eram levados. A blindagem variava entre 20mm e 14,5mm. Poucos modelos Ausf A foram produzidos entre 1936 e 1937.


O modelo seguinte foi o PzKpfw IV Ausf B, que tinha uma melhor blindagem, um melhor motor e outras pequenas melhorias. Este modelo esteve em produção durante um longo período, mas, ameaçado pelas armas antitanque inimigas, mais blindagem foi adicionada e melhores armas equipadas. O último modelo a ser produzido foi o PzKpfw IV Ausf J que apareceu em Março de 1944. Um total de 9.000 Panzers IV foram produzidos. O chassi do PzKpfw IV era também utilizado em outros veículos como o destruidor de tanques Jagdpanzer IV.


Um típico PzKpfw IV era o Ausf F2, que tinha uma blindagem de aço soldado de 50mm e de 60mm no modelo anterior. O motorista sentava-se na frente ao lado esquerdo com o operador da metraladora e do rádio a seu lado. O comandante e mais dois tripulantes ficavam no centro do veículo. Havia duas entradas na torre, uma de cada lado. O motor localizava-se na parte traseira, a transmissão era manual, sendo que havia 6 marchas mais a marcha ré. O armamento principal consistia de uma arma KwK de 75mm que podia disparar diversos tipos de projéteis e duas metralhadoras de 7,92mm. Cerca de 87 cartuchos de 75mm e 3.192 cartuchos de 7,92mm eram carregados. Havia controles manuais para a torre em caso de emergência. A blindagem adicional e o armamento pesado aumentaram o peso do veículo até que no último modelo de produção ele pesava 25 toneladas.

Especificações do Panzerkampfwagen IV Ausf H

Tripulação: 5
Peso: 25.000kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 7,02m; comprimento: 5,89m; largura: 3,29m; altura: 2,68m
Motor: um motor Maybach HL 120 TRM de 12 cilindros desenvolvendo 300hp
Performance: velocidade máxima: 38km/h; alcance máximo: 200km

domingo, 8 de março de 2009

Panzerkampfwagen III


Na metade da década de 30 foi decidido que cada batalhão de tanques deveria ter três companhias de tanques leves/médios e outra companhia de tanques médios melhores equipados. O primeiro veio a ser o Panzerkampfwagen III (Pzkpfw III) ou SdKfz 141, e o outro o Panzerkampfwagen IV (PzKpfw IV) que deveria permanecer em produção durante toda a Segunda Guerra Mundial.

Panzer III na Rússia.

Em 1935, o Departamento de Armas emitiu contratos para a construção de um protótipo para as empresas Daimler-Benz, Krupp, MAN e Rheinmetall-Borsig. Logo no início foi decidido que o tanque deveria ter uma arma de 37mm que utilizasse o mesmo tipo de munição das armas antitanque utilizadas pela infantaria. Provisões foram feitas para que uma arma de 50mm fosse utilizada caso necessário. Seguindo os testes com os protótipos, o modelo da Daimler-Benz foi escolhido.


Os primeiros modelos, PzKpfw III Ausf A, Ausf B e Ausf C foram produzidos em pequenos números, e diferenciavam-se apenas na suspensão. Em 1939, ele ja estava em serviço, e sua produção ja estava em andamento. O PzKpfw III foi utilizado pela primeira vez em combates na invasão da Polônia. Os próximos modelos foram o PzKpfw III Ausf D que tinha uma blindagem mais leve e o Pzkpfw III Ausf F que tinha um melhor motor e um melhor armamento.

Panzer III no norte da África.

Em 1939, foi decidido levar adiante o modelo com a arma de 50mm, e ele entrou em produção em 1940 sob a designação PzKpfw III Ausf F. Este modelo foi seguido pelo PzKpfw III Ausf G, que tinha um armamento similar e um motor melhor. Para as operações no norte da África ele foi equipado com um kit tropical. Para a invasão da Inglaterra foi feita uma versão especial para adaptar-se melhor na água, mas como a invasão não ocorreu ele foi utilizado na invasão da União Soviética com sucesso.


A arma de 50mm L/42 era inadequada contra os T-34 soviéticos, então a arma L/60 foi instalada. O projétil desta arma tinha uma velocidade superior e os veículos equipados com esta arma eram designados de Pzkpfw III Ausf J. Em 1942, a maioria dos veículos ja não utilizava a arma de 37mm. O próximo modelo foi o Pzkpfw Ausf L, que tinha uma blindagem ainda mais aprimorada que aumentava o seu peso para 22 toneladas, o dobro do peso do projeto original.


O PzKpfw III Ausf M e Ausf N eram equipados com a arma L/24 de 75mm que foi instalada no Pzkpfw IV. Em torno de 64 cartuchos eram carregados para esta arma. A produção do Pzkpfw III foi finalmente completada em Agosto de 1943. Muitas armas autopropulsadas utilizavam o chassi do Pzkpfw III.



Outras variações incluíam um modelo de recuperação de veículos blindados, um modelo de observação (Panzerbeobachtungswagen) e um de comando (Panzerbefehlswagen III). Em torno de 15.000 chassis foram produzidos para os tanques e armas autopropulsadas. O motorista localizava-se na frente á esquerda com o operador da metralhadora e do rádio ao lado direito e os outros três no meio do veículo para operar a torre. O motor localizava-se na parte traseira do veículo.

Especificações do PzKpfw III Ausf M

Tripulação: 5
Peso: 22.300kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 6,41m; comprimento: 5,52m; largura: 2,95m; altura: 2,50m
Motor: um motor Maybach Hl 120 TRM de 12 cilindros desenvolvendo 300hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 40km/h; alcance máximo: 175km

segunda-feira, 2 de março de 2009

Panzerkampfwagen II


Em 1934, os contratos para o desenvolvimento do Panzerkampfwagen II foram ganhos pelas empresas Henschel, Krupp e MAN. Após a avaliação dos projetos, o modelo da MAN foi escolhido para desenvolvimento, sendo a MAN responsável pelo chassi e a Daimler-Benz responsável pela estrutura. O Panzerkampfwagen II foi também produzido pela Famo, MIAO e Wegmann. Este tanque foi a espinha dorsal das divisões blindadas alemãs durante a invasão da França e também viu serviço na invasão da União Soviética, mas nesse período foi considerado obsoleto por conta de sua pouca blindagem e seu baixo poder de fogo. Foi planejado mais como um veículo de treinamento do que de combate.


Os primeiros PzKpfw II Ausf A foram entregues em 1935, e eram equipados com um canhão de 20mm e uma metralhadora de 7,92mm. Era feito para três tripulantes e pesava 7,2 toneladas. Testes mostraram que o seu motor de 130hp não era suficiente, e foi então introduzido um motor de 140hp nos PzKpfw II Ausf B. O PzKpfw II Ausf C foi introduzido em 1937, e tinha uma melhor blindagem. Em 1938, o PzKpfw II Ausf D e Ausf E foram introduzidos, e tinham novas barras de torção que permitiam uma maior velocidade na estrada, apesar que a velocidade fora da estrada era inferior aos modelos anteriores. O último modelo a ser produzido foi o PzKpfw II Ausf F, que apareceu em 1940, ele tinha uma blindagem de 35mm na frente e de 20mm nos lados, isso aumentou o peso para 10 toneladas, que, consequentemente, diminuiu sua velocidade.

A torre e a estrutura eram feitas de aço soldado. O motorista ficava á direita na frente e os outros dois operadoras ficavam no centro do veículo. O motor localizava-se na parte traseira do veículo. 180 projéteis eram levados para o canhão de 20mm e a metralhadora de 7,92mm (cujo 1.425 cartuchos eram levados) localizava-se na direita da torre.


O Pzkpfw II também foi muito utilizado em unidades rápidas de reconhecimento. Uma interessante variante deste veículo era uma versão anfíbio deste tanque que foi produzido para a invasão da Inglaterra em 1940. Este modelo tinha uma hélice que fornecia uma velocidade de 10km/h na água. Havia outra versão, que utilizava um lança-chamas, o Flammpanzer II. 100 destes modelos encontravam-se em serviço em 1942.

Quando o tanque básico tornou-se obsoleto, o chassi foi rapidamente alterado para outras tarefas. Uma destas versões utilizava uma arma soviética de 7,6 cm que ficou conhecida como Marder I. Esta versão foi seguida pelo Marder II que era equipado com uma arma alemã antitanque de 7,5 cm. Cerca de 1.200 destes veículos foram produzidos ou convertidos. Havia também o Wespe, com uma arma de 10,5 cm que foi produzida na Polônia até 1944.

Especificações do Pzkpfw II Ausf F

Tripulação: 3
Peso: 10.000kg
Dimensões: comprimento: 4,64m; largura: 2,30m; altura: 2,02m
Motor: um Maybach de seis cilindros desenvolvendo 140hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 55km/h; alcance máximo: 200km

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Panzerkampfwagen I


Em 1933, o Departamento de Armas do Exército Alemão lançou um requerimento para um veículo de blindagem leve que pesasse em torno de 5.000kg e que pudesse ser utilizado para treinamento. Cinco companhias apresentaram seus protótipos. Após os testes, o projeto da Krupp foi aceito para desenvolvimento, sendo a Krupp responsável pelo chassi e a Daimler-Benz responsável pelo resto da estrutura. A produção do primeiro lote de 150 veículos iniciou-se em Julho de 1934 sob a designação Pzkpfw I Ausf A com um motor M 305, Krupp, que desenvolvia apenas 57 cavalos de força. Mas, no próximo lote, Ausf B, tinham um motor mais forte, e isso significava que o veículo teria de ser mais comprido. Este modelo era um pocuo mais pesado, mas seu motor mais forte, dava-o uma velocida de 40km/h na estrada. Em 1935, 800 destes já encontravam-se em serviço.


O Panzerkampfwagen I foi primeiramente utilizado na Guerra Civil Espanhola. No início da invasão da Polônia, em 1939, 1.445 estavam em serviço. Os Alemães ja haviam notado era mal adaptado para o serviço nas linhas de frente por causa de seu baixo poder de fogo e de sua leve blindagem. Na invasão da França, em 1940, apenas 523 PzKpfw foram utilizados, ainda que muitos ainda estevissem em serviço na Alemanha e na Polônia. Em 1941, o PzKpfw I ja havia sido retirado das linhas de frente, apesar que o modelo de comando Panzerbefehlwagen I continuou em serviço.


Uma vez que o tanque leve tornou-se obsoleto, o seu chassi passou por conversões para executar outros tipos de serviços. Carregar munições e outras tipos de cargas era um de seus serviços. Uma arma tcheca de 47-mm foi instalada em alguns destes tanques e foram utilizados no Norte da África. Mas logo esta arma tornou-se obsoleta conforme os tanques tornavam-se mais blindados. Outro modelo era um que tinha uma arma de 15cm instalada em uma nova estrutura, mas por ser muito pesada, apenas 40 foram feitas.

A torre localizava-se no centro do veículo, equipada com duas metralhadoras de 7,92mm, 525 cartuchos eram carregados para cada uma. O motorista sentava-se a esquerda da torre.

Especificações do Pzkpfw I Ausf B

Tripulação: 2
Peso: 6.000kg
Dimensões: comprimento: 4,42m; largura: 2,06m; altura: 1,72m
Motor: um motor Maybach NL38TR de seis cilindros desenvolvendo 100hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 40km/h; alcance máximo: 140km

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

94 Shiki Kenju


Na década de 30, as Forças Armadas Japonesas tinham em serviço uma pistola de 8mm conhecida como Nambu. Mas após a invasão japonesa na China, a demanda por pistolas para o crescente Exército Japonês não era correspondida. Uma fácil solução veio com uma pistola automática de 8mm que foi produzida comercialmente em 1934, mas esta pistola vendeu pouco por causa de sua estranha aparência. As Forças Armadas compraram estoques destas pistolas e aumentaram sua produção. Quando a produção acabou, em 1945, mais de 70.000 já haviam sido fabricadas.

Esta pistola conhecida como 94 Shiki Kenju, ou Pistol Type 94, foi uma das piores pistolas já produzidas. Seu desenho fazia com que fosse de ruim manuseio e também não era uma arma segura. Junto de uma má fabricação e de ruins materiais a arma era realmente muito insegura. Uma parte do mecanismo do gatilho sobressaía-se para a esquerda e caso fosse puxado, se a pistola estivesse carregada, ela dispararia. Sua produção era tão apressada que tornava-a mal feita. As tropas tinham de utilizar a 94 simplesmente porque a indústria japonesa não conseguia produzir nada melhor na época.

Especificações da Pistol Type 94

Cartucho: 8mm
Comprimento: 183mm
Comprimento do cano: 96mm
Peso: 0,688kg
Velocidade inicial do projétil: 305m/s
Pente: 6 projéteis

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Walther P38


A Walther P 38 foi desenvolvida para substituir a P 08, que era uma arma excelente mas cara de produzir. Após os Nacionais Socialistas subirem ao poder em 1933 eles escolheram um programa de expansão militar onde a P 08 não tinha lugar. Eles queriam uma pistola de produção fácil e rápida. Walther recebeu o contrato para a nova pistola em 1938 após um longo programa de desenvolvimento.

Walther Waffenfabrik produziu a sua primeira pistola automática em 1908 e então seguiu-se uma série de projetos que culminaram na PP de 1929. A PP foi desenvolvida como uma pistola de uso policial. Walther desenvolveu a pistola conhecida como Armee Pistole (ou AP) de 9mm. Desta pistola veio a Heeres Pistole (ou HP) que era muito parecida com a P 38. Mas o exército requisitou algumas pequenas mudanças para facilitar a produção. A P 38 foi colocada em serviço no exército alemão enquanto que a HP foi mantida em produção para o comércio.

Walther nunca conseguiu responder a demanda do exército e a produção da HP foi direcionada ao uso militar.
A P 38 era uma excelente pistola, precisa e robusta. A P 38 foi também produzida pela Mauser e Spreewerke. Sempre muito bem feitas e equipada com mecanismos de segurança, tornou-se um grande troféu de guerra, menor apenas que a Luger P 08. Em 1957, a P 38 foi colocada novamente em fabricação sob o nome de Pistole 1. A P 38 ainda encontra-se em produção e em serviço.

Especificações da Walther P 38


Cartucho
: Parabellum 9mm

Comprimento: 219mm
Comprimento do cano
: 124mm

Peso
: 0,960kg

Velocidade inicial do projétil
: 350m/s

Pente: 8 projéteis

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Heinkel He 280


O primeiro avião turbojato do mundo, o Heinkel He 280 voou pela primeira vez em 2 de Agosto de 1941 (19 meses antes do Gloster Meteor). O projeto do He 280, que começou no fim de 1939, incluía uma asa baixa com turbinas sob as asas, trem de pouso triciclo, dois lemes de direção e dois estabilizadores verticais. Apesar da necessidade de motores de pequeno diâmetro, o Dr, von Ohain resolveu o problema com o HeS 8 que produzia 700kg de empuxo. Um par destes motores propulsavam o 280 VI no seu primeiro voo.


Um total de nove 280 foram produzidos, incluindo o He 280 V2 e He 280 V3 com motores HeS 8, o He 280 V4 com dois motores BMW 190-003 e mais tarde com seis Argus 109-014, o He 280 V5 com motores HeS 8, o He 280 V6 (também como o V5) com três canhões de 20mm MG 151, o He 280 V7 quef oi testado como um planador de alta velocidade para pesquisas aerodinâmicas, o He 280 V8 com motores 109-004 e o He 280 V9 propulsado por motores 109-003.


Apesar da produção do He 280 ter sido planejada, queixas sobre sua fraqueza estrutural na cauda,tremulação também na cauda e armamentos e combustível inadequados, fizeram com que o projeto do 280 fosse abandonado em favor do Messerschmitt Me 262. Foi no 280 que houve o primeiro uso de um assento ejetor, quando o piloto de teste abandonou a aeronave após os comandos travarem.

Especificações do Heinkel He 280 V5

Tipo: protótipo interceptador/caça de assento único
Propulsão: dois turbojatos HeS 8A de 750kg de empuxo
Performance: velocidade máxima: 900km/h a 6.000m de altura; razão de subida inicial de 1.145 metros por minuto; teto de serviço estimado: 11.500m; alcance: 650km
Pesos: vazio: 3.215kg; máximo na decolagem: 4.310kg
Dimensões: envergadura: 12,20m; comprimento: 10,40m; altura: 3,06m; área da asa: 21,50m²
Armamento: três canhões de 20mm MG 151 montadas no nariz

Nakajima B5N


Projetado após um requerimento de 1935, e já em serviço durante quatro anos quando o Japão entrou na guerra, o Nakajima B5N era, sem dúvida, o melhor bombardeiro torpedeiro no mundo. Equipado com um motor radial Nakajima Hikan, o monoplano de asa baixa e de três tripulantes voou pela primeira vez em Janeiro de 1937. Entrou em produção no ano seguinte, já ocupando espaço nos porta-aviões japoneses e em unidades localizadas na China. Em 1939, o melhorado B5N2 apareceu com um motor Sakae 11 mais forte e com a capota do motor reduzida, apesar que o armamento e a carga total de bombas manteve-se. O B5N2 foi mantido em produção até 1943.


Quando o Japão atacou os Estados Unidos, o B5N2 havia substituído todos os B5N1. 144 B5N2 participaram do ataque em Pearl Harbor. Nos doze meses seguintes, este modelo de avião afundou o USS Hornet, Lexington e Yorktown. Conhecido entre os Aliados como "Kate", o B5N participou em todas as grandes batalhas envolvendo porta-aviões, e recebia uma atenção especial dos caças aliados responsáveis pela defesa. Com seu armamento defensivo de apenas uma metralhadora, o B5N começou a sofrer grandes baixas. Apesar da maioria ter sido destruída nas Ilhas Salomão, os sobreviventes foram retirados do combate e utilizados em missões contra submarinos e missões de reconhecimento marítimo por conta de seu excelente alcance. Cerca de 1.149 foram produzidos.

Especificações do B5N2

Tipo: bombardeiro torpedeiro de três tripulantes
Motor: um motor radial Nakajima NK1B Sakae 11 desenvolvendo 1.000hp
Performance: velocidade máxima: 378km/h a 3.600 metros de altitude; sobe até 3.000 metros em 7,7 minutos; teto de serviço: 8,260 metros; alcance: 1.990km
Pesos: vazio: 2.279; peso máximo na decolagem: 4.100kg
Dimensões: envergadura: 15,52m; comprimento: 10,30m; altura: 3,70m, área da asa: 37,70m²
Armamento: uma metralhadora Type 92 de 7,7mm localizada na parte traseira do cockpit e um torpedo de 800kg ou o equivalente em bombas

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

SdKfz 9 Schwerer Zugkraftwagen


De longe, o maior halftrack da Segunda Guerra Mundial, o grande SdKfz 9 Schwerer Zugkraftwagen 18T teve sua origem num requerimento de 1936 para um veículo pesado de recuperação que apoiasse as formações dos tanques Panzers e rebocasse os tanques com problemas. O contrato para o desenvolvimento do veículo foi ganho á empresa Famo Fahrzeugwerke und Motorwerke AG, localizada em Breslau, e tornou-se a única empresa a produzí-lo. O primeiro deles apareceu em 1936, o FM gr 1, logo, mais dois ficaram prontos, o FM gr 2 e o FM gr 3, que utilizavam motores maiores e mais fortes.

No fim, a versão rebocadora e a versão de apoio foram produzidas. A versão rebocadora era o SdKfz básico, que era utilizado para rebocar peças de artilharia extremamente pesadas e peças para construção de pontes. Entre as armas rebocadas pelo SdKfz 9 estavam o K3 de 24cm, o K38 de 21cm da Krupp e muitos outros Skoda. A Luftwaffe utilizava alguns destes veículos para rebocar o Flak 40 de 12,8cm. Havia uma única versão que carregava um Flak 37 de 8,8cm, este veículo tinha a cabine reforçada. As laterais da plataforma traseira podiam ser dobradas para servirem de plataforma para a equipe trabalhar.


As versões de recuperação apareceram em duas formas, o SdKfz 9/1 e oSdKfz 9/2. O SdKfz 9/1 tinha um guindaste capaz de erguer até 6.000kg, mas algumas vezes essa capacidade era insuficiente para algumas tarefas. O SdKfz 9/2 foi produzido com a capacidade de erguer 10.000kg. Apesar destes veículos serem capazes de lidar até com PzKpfw IV eles não podiam lidar com os tanques mais pesados como o Panther e o Tiger. Ao menos dois SdKfz destes eram necessários para recuperar um tanque Tiger em algumas situações. A única saída era desenvolver um novo veículo para estas tarefas. O Bergerpanther foi a resposta.

A produção do SdKfz cessou em 1944, que, em suas últimas versões utilizava o mesmo motor Maybach utilizados nos tanques PzKpfw IV. Um SdKfz 9 custava 60.000 Reichsmarks, enquanto que um tanque Panther custava 117.000 Reichsmarks.

Especificações do SdKfz 9

Peso: 18.000kg
Motor: um motor Maybach HL V-12 desenvolvendo 250hp
Dimensões: comprimento: 8,25m; largura: 1,60m; altura: 2,76m
Performance: velocidade máxima na estrada: 50km/h
Armamento: nenhum

Um vídeo sobre o SdKfz 9 em inglês.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Séries Karl


As armas conhecidas como Karl foram originalmente concebidas como armas para destruir fortificações de concreto, como a Linha Maginot. Foram produzidas na década de 30 seguindo grandes estudos de matemática e outras teorias realizados na década de 20. A séria Karl é o maior tipo de artilharia autopropulsada já construída. Havia duas versões, uma de 60cm conhecida como Mörser Gerät 040 e o Mörser Gerät 041 de 54cm. Ambas as armas disparavam projéteis especiais perfurantes de concreto. O alcance do Gerät 040 era de 4.500 metros e o do Gerät 041 era de 6.240 metros. Ambas armas tinham a capacidade de perfurar entre 2,5 e 3,5 metros de concreto antes de detonarem. Os projéteis eram massivos, o projétil de 60cm pesava 2.170kg enquanto que o projétil de 54cm pesava 1.250kg.

Mörser Gerät 040.

Por ser uma arma extremamente pesada, seu deslocamento era lento e difícil. Sua razão de tiros também era lenta, no mais rápido, um tiro a cada 10 minutos. Os Karls atrasaram-se para verem serviço contra a Linha Maginot. Em Sebastopol (Sevastopool), foi onde ocorreu seu primeiro grande uso. Seguindo a queda de Sebastopol, os Karls foram utilizados na Varsóvia, em 1944, contra os rebeldes. Eram utilizados para destruírem o centro da cidade e acabar com os rebeldes nos subterrâneos de Varsóvia.

Mörser Gerät 041.

Em 1944, a maioria dos Gerät 040 haviam sido substituídos pelo Gerät 041. Foi em Varsóvia que viram ação pela última vez. A maioria acabou destruido pelos seus operadores.

Especificações do Gerät 041

Tipo: obus autopropulsado de cerco
Peso: 124.000kg
Motor: um motor V-12 desenvolvendo 1.200hp
Dimensões: comprimento do cano: 6,24m; comprimento: 11,15m; largura: 2,65m