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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ilyushin 11-4


O primeiro protótipo desse avião bimotor de asa baixa, TsKB-26, voou pela primeira vez em 1935. A produção se iniciou em 1937 sob o nome DB-3B. Os primeiros eram equipados com os motores M-85 de 765hp que foram trocados mais tarde pelos motores M-86 de 960hp em 1938.


Com um projeto simples a aeronave sofria por falta de armas para sua defesa. Eram presas fáceis e sofreram muito na Guerra de Inverno contra os aviões Bristol Bulldog, Gloster Gladiator e Fokker D.XXI. Em 1940 entrou em serviço um novo modelo, Ilyushin 11-4, com um nariz mais alongado e mais blindado. Com o ataque alemão em 1941 as linhas de produção do Ilyushin 11-4 foram recuadas para a Sibéria. Muitas áreas que utilizavam metal no avião foram substituídas por madeira, que era um material estratégico menos escasso no momento. O 11-4 também serviu com as Forças Navais Soviéticas e foi sob o comando da Marinha Soviética que aviões desse modelo bombardiaram Berlim pela primeira vez em um ataque vindo do leste. Assim o 11-4 manteve missões sobre a capital alemã e outros alvos do leste europeu. Com um total de 5.000 unidades produzidas o 11-4 teve sua produção encerrada em 1944. Desde 1938 até 1944 o Ilyushin 11-4 sofreu quase nenhuma mudança.

Especificações do Ilyuishin 11-4


Tipo: bombardeiro/torpedeiro para quatro tripulantes
Motor: dois motores radiais M-88B desenvolveno 1.100hp
Performance: velocidade máxima: 410km/h a 4.725m de altura; teto operacional: 10.000m com uma carga de 2.600kg de bombas
Pesos: vazio: 6.000kg; máximo na decolagem: 10.000kg
Dimensões: envergadura: 21,44m; comprimento: 14,63m; altura: 4,10m; área da asa: 66,7m²
Armamentos: três metralhadoras ÜBT de 12,7mm localizadas uma no nariz, uma na torre ventral e uma na torre dorsal, mais capacidade para 1.000kg de bombas ou três torpedos de 500kg.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Petlyakov Pe-2


O Petlyakov Pe-2 foi desenvolvido por Vladimir Petlyakov para ser o bombardeiro leve da União Soviética. O protótipo, Petlyakov VI-100, possuía pressurização de cabine, espaço para dois tripulantes e chegava até 623km/h em uma altitude de 10.000 metros e voou pela primeira vez em 7 de Maio de 1939. Diversos pedidos foram feitos para um bombardeiro de mergulho com a aproximação da guerra. Para adaptar o VI-100 as demandas, o turbo-compressor de altitude TK-3 foi removido, freios de mergulho foram adicionados e a estrutura traseira do avião foi alterada para uma melhor estabilidade. Dois protótipos, PB-100,foram produzidos e esse modelo se tornou o Pe-2 bomberdeiro leve e bombardeiro de mergulho. A tripulação era constituída por três homens: piloto, bombardeiro e atirador.

Os dois motores M-105-R de 1.100hp forneciam força para duas hélices tripás modelo VISh-61. A aeronave era rápida e de alta manobrabilidade. A época da Invasão Alemã, 458 Pe-2 estavam prontos mas a entrega para serviço foi lenta. Em Setembro de 1941 poucos eram utilizados na linha de frente. Em Moscou,apenas cinco estavam disponíveis para ajudar a barrar o avanço alemão sobre a cidade. Mesmo em poucos números o Pe-2 foi muito importante para as ofensivas soviéticas e eram cada vez mais presentes nas batalhas de Leningado, Stalingrado, Kharkov e Rostov. Em 1942 foi introduzido um motor M-105PF de 1.260hp. Já as versões Pe-2I e Pe-2M, que eram caças e bombardeiros, utilizavam um motor VK-107A de 1.620hp. O Pe-2 viu serviço em todas as frentes na União Soviética inclusive na Manchúria contra os Japoneses em 1945. Cerca de 11.427 foram produzidos.


Em 1941, com o início da Guerra de Continuação, a Finlândia comprou seis Pe-2 capturados pelos alemães. As aeronaves foram utilizadas em missões de reconhecimento e de espionagem e levavam sempre em torno de 250kg de bombas para ataques com a missão de cobrir o verdadeiro propósito da missão. Essas missões de reconhecimento permitiam que a Força Aérea Finlandesa e a Luftwaffe pudessem atacar as concentrações de tropas soviéticas. Um sétimo Pe-2 foi adquirido em mais um negócio feito com os alemães em 1944. Três Pe-2 foram perdidos por falhas técnicas, outro foi destruído por um bombardeio, um foi derrubado por caças soviéticos e outro foi considerado desaparecido após uma missão. O Pe-2 restante foi continuou voando missões de reconhecimento. 

Especificações do Petlyakov Pe-2

Tipo: bombardeiro médio e bombardeiro de mergulho para três tripulantes
Motor: dois Klimov M-105-R V-12 desenvolvendo 1.100hp
Performance: velocidade máxima: 540km/h a 5.000m de altura; velocidade de cruzeiro: 428km/h; sobe até 5.000m em 7 minutos; teto operacional: 8.800m; alcance: 1.500km
Pesos: vazio: 5.876kg; máximo na decolagem: 8.496kg
Dimensões: envergadura: 17,16m; comprimento: 12,66m; altura: 4m; área da asa: 40,50m²
Armamentos: duas metralhadoras ShKAS de 7,62mm ou uma ShKAS e uma Beresin ÜBT de 12,7mm fixas no nariz, uma ShKAS e uma Beresin ÜBT na estação ventral e na estação dorsal mais capacidade de carregar 1.200kg de bombas

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Morteiros Soviéticos Leves


Durante a década de 1930 os projetistas de armas soviéticos desenvolveram diversos tipos de morteiros leves de 50mm. A série inicial começou com o 50-PM 38 ou 5-cm Granatwerfer 205/l (r) como era conhecido pelos Alemães. Era um modelo bastante convencional que utilizava a saída de gases na base do cano para variar a distância. Esse modelo se mostrou difícil de se produzir e foi substituído pelo 50-PM 39, ou 5-cm Granatwerfer 205/2 (r) para os Alemães. Esse modelo não possuía a saída de gases. Mesmo sendo um modelo efetivo ele ainda era de difícil produção e foi substituído pelo 50-PM 40. Esse modelo foi produzido em massa e o bipé e a base eram feitos de aço prensado. O bipé tinha um novo modo de nivelamento que se mostrou muito útil e confiável mesmo que o alcance fosse um pouco restrito. Diversos 50 PM-40 caíram em mãos alemãs e eram utilizados sob a designação 5-cm Granatwerfer 205/3 (r).


Enquanto os morteiros de 50mm eram utilizados com companhias, os batalhões eram equipados com morteiros de 82mm. Haviam três modelos nessa linha: o 82-PM 36 que era uma cópia direta do Brandtmie 27/31, o 82-PM 37 que era um modelo revisado que possuía molas no bipé para diminuir o impacto do recuo e o 82-PM 41 que utilizava diversas peças em metal prensado para facilitar sua produção. O seu bipé era feito de um modo em que rodas pudessem ser acopladas e assim o morteiro podia ser mais facilmente deslocado pelo soldado. 


Havia também o 107-PBHM 38 que era um versão aumentada do 82-PM 37 e podia ser transportado por um cavalo ou ser desmontado em diversas peças para facilitar o transporte. O fogo podia ser feito do modo tradicional ou através de um gatilho. Esse modelo foi extensivamente utilizado na Segunda Guerra Mundial.


Especificações do 50-PM 40


Calibre: 50mm
Comprimento: cano: 0,63m
Peso: em ação: 9,3kg
Elevação: 45°-75°
Transversal:  9º-16º
Alcance máximo: 800m
Peso da bomba: 0,85kg


Especificações do 82-PM 41

Calibre: 82mm
Comprimento: cano: 1,32m
Peso: em ação: 45kg
Elevação: 45º-85º
Transversal: 5º-10º
Alcance máximo:  3.100m
Peso da bomba: 3,4kg

Especificações 107-PBHM 38

Calibre: 107mm
Comprimento: cano: 1,57m
Peso: em ação: 170,7kg
Elevação: 45º-80º
Transversal: 6º
Alcance máximo:  6314m
Peso da bomba: 8kg

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

203mm Howitzer Model 1931 (B-4)


Um dos armamentos mais pesados utilizados pelos Soviéticos entre 1941 e 1945 foi o obus de 205mm Modelo 1931, também conhecido como B-4. Era uma pesada e poderosa arma que foi uma das poucas peças de artilharia que se movia sobre esteiras devido ao grande investimento soviético em fábricas de trator nas décadas de 20 e 30. Era assim uma medida óbvia e econômica para os projetistas soviéticos. Cerca de 871 foram produzidos. O uso de esteiras permitia que o B-4 cruzasse terrenos intransponíveis para outros armamentos.

Devido ao seu grande peso o B-4 tinha que ser transportado, quando a distância era muito grande, em seis partes. Algumas versões do B-4 eram transportados em cinco partes separadas. Existiram seis variações do B-4 que variavam mais no modo em que eram transportados. O B-4 permaneceu com poucas mudanças durante sua existência.

A razão de fogo ficava em torno de um tiro por minuto. Além de ser utilizado em fogo de barragem o B-4 podia ser utilizado para a demolição de pontos fortificados. Era uma arma essencialmente de uso estático devido a sua velocidade de transporte de não mais do que 15km/h. A sua pouca mobilidade foi uma grande desavantagem e muitos caíram em mãos alemães. Como os alemães tinham pouca quantidade de artilharia pesada eles utilizavam quantos B-4 conseguissem. A maioria foi utilizado na União Soviética mas também viram serviço na Itália e no noroeste da Europa em 1944 sob o nome 20,3cm H 503(r).


Especificações do Model 1931

Calibre: 203mm
Comprimento: 5.087m
Peso: em ação: 17.700kg; em viagem: 19.000kg
Elevação: 0º até 60º
Transversal: 8º
Velocidade inicial do projétil: 607m/s
Alcance máximo: 18.025m
Peso do cartucho: 100kg

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Metralhadora Degtyaryov


A Ruchnoy Pulemyot Degtyaryov Pekhotny ou DP era uma metralhadora leve de fácil fabricação (as primeiras não tinham mais que 80 peças) e podia ser produzida até por trabalhadores amadores. Era uma metralhadora muito resistente a sujeira. Em seus testes ela era enterrada na lama e na areia e mesmo assim ela era capaz de continuar funcionando. A desvantagem da DP era seu bipé que não era forte e quebrava facilmente. Outro problema era recarregar a arma, o que levava muito tempo. Por outro lado, a baixa razão de fogo da DP reduzia o risco do superaquecimento do cano da arma.


Apelidada de "Record Player", a DP tinha fama de ser uma efetiva arma leve de suporte. A DP foi substituída na década de 50 pela RDP e na década de 60 ela ja havia perdido todo seu espaço na União Soviética para a PK.

Na Guerra de Inverno e na Guerra da Continuação ele foi capturada e utilizada pelos finlandeses que a apelidaram de Emma. No verão de 1944 o Exército Finlandês tinha cerca de 9.000 DP capturadas em uso nas suas linhas de frente. Cerca de 795.000 DP foram produzidas.


Especificações da DP

Calibre: 7,62x54mm
Peso
: 9,12kg

Comprimento
: 1.270mm

Comprimento do cano: 604mm
Razão de fogo
: entre 500 e 600 tiros por minuto

Velocidade inicial do projétil: 840m/s
Alcance efetivo: 800m
Ação: operada a gás
Alimentação: tambor de 47 cartuchos

quinta-feira, 8 de abril de 2010

ZiS-30


O ZiS-30 era uma arma antitanque autopropulsada construída para o Exército Soviético em 1941. Eles eram ótimos veículos, eram conversões do T-20 Komsomolets, mas sua produção foi limitada devido ao número de Komsomolets que ainda estavam em uso. O ZiS-30 foi um dos poucos projetos desenvolvidos na União Soviética logo após a Operação Barbarossa, em 1941. Cerca de cem foram produzidos pois faltavam chassis e canhões ZiS-2. O canhão ZiS-2 era montado no chassi de um T-20.

Especificações do ZiS-30

Dimensões: comprimento: 3,45m; largura: 1,86m
Blindagem: entre 7mm e 10mm
Motor: GAZ-M de 4 cilindros desenvolvendo 50hp
Performance: velocidade máxima: 40km/h; alcance: 250km
Armamento: uma arma de 57mm ZiS-2 e uma metralhadora DT de 7,62mm

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

AVS-36


O rifle Avitomaticheskaya Vintovka Simonova 1936, ou AVS-36, estava estre os primeiros rifles com seleção de fogo formalmente adotado por uma força militar. O projetista Sergei Simonov começou seu serviço com rifles auto recarregáveis operados a gás em 1930. O primeiro protótipo ficou pronto em 1931 e demonstrou ser uma arma promissora. Três anos depois testes para melhorar a arma foram feitos. No ano seguinte uma competição entre o rifle de Simonov e um de Fedor Tokarev foi realizado. O rifle de Simonov foi o ganhador e foi aceito para o serviço sob o nome de AVS-36.

O AVS-36 era um rifle operado a gás que tinha seleção de fogo entre automático e semi automático. O cano era equipado com um grande freio de boca para diminuir o recuo. O pente era carregado com 15 cartuchos e uma baioneta era emitida com o rifle. Poucas versões para franco-atiradores foram produzidas. O AVS-36 foi primeiramente visto em público em 1938 na parada de Moscou.


Assim que entrou em serviço, a arma mostrou ter um projeto desagradável; o mecanisno de operação era complicado, problema que piorou com a construção do rifle que deixava mais sujeira entrar na arma. O freio de boca se mostrou um fracasso por que o rifle era praticamente incontrolável quando em fogo automático. A produção do AVS-36 cessou em 1938.

Uma nova competição foi feita, onde Simonov e Tokarev enviaram seus projetos. Desta vez o projeto da Tokarev foi aceito. Apesar do rifle de Simonov conter menos peças e ser mais leve o projeto da Tokarev foi aceito por causa da interferência de Stalin em favor da Tokarev. Este rifle virou o SVT-38.

Cerca de 65.000 AVS-36 foram fabricados e por volta de 1941 foram marginalizados e aparentemente retirados de serviço e por isso viram pouca ação na Segunda Guerra. Muitos foram capturados pelos finlandeses durante a Guerra de Inverno e é na Finlândia onde hoje em dia se encontram muitos AVS-36.

Especificações do AVS-36

Cartucho: 7,62x54mmR
Peso: 4,3kg
Comprimento: 1,23m
Comprimento do cano: 612mm
Razão de fogo: 800 tiros por minuto
Velocidade inicial do projétil: 840m/s
Alimentação: pente de 15 cartuchos
Ação: operado a gás

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Antonov A-40


O Antonov A-40 Krylya Tanka foi uma tentativa soviética para permitir que um tanque fosse capaz de planar até o campo de batalha após ter sido rebocado por um avião e auxiliar forças aerotransportadas ou partisans. Um protótipo foi construído e testado em 1942 mas provou ser impraticável.

Os Soviéticos já haviam colocado tanques T-27 sob bombardeiros pesados para transportá-los e durante a década de 30 foram feitos testes para lançar tanques de pára-quedas. Durante a ocupação da Bessarabia em 1940, tanques leves foram jogados de bombardeiros TB-3. Mas o problema de se lançar veículos é que suas tripulações são lançadas separadamentes e isso causa atraso ou pode os previnir de entrar em ação. Planadores permitiam que tanto os tanques como a sua tripulação se encontrassem no mesmo local e por isso foi ordenado que Oleg Antonov projetasse um planador para tanques.

Oleg foi mais ambicioso, ao invés de construir um planador para o tanque ele adicionou componentes como asas e uma cauda a um tanque T-60. O tanque poderia planar até o campo de batalha, largar suas asas e em poucos minutos estar pronto para o combate. Um T-60 foi convertido para esse propósito em 1942 e deveria ser rebocado por um Petlyakov Pe-8 ou um Tupolev TB-3. Muitos ítens eram removidos e a quantidade de combustível diminuída para deixar o tanque mais leve. Mesmo com modificações o TB-3 teve de largar o tanque devido ao grande arrasto causado por ele no seu único voo em 2 de Setembro de 1942 para evitar queda. O A-60 planou bem e aterrisou em segurança mas o projeto foi abandonado devido a falta de um avião forte o suficiente para rebocá-lo.

Especificações do A-40

Tripulação: 2
Dimensões: comprimento: 12,06m; envergadura: 18m; área da asa: 85,8m²
Pesos: vazio: 2.004kg; peso bruto: 7.804kg

sábado, 24 de outubro de 2009

PPSh-41


A PPSh-41 era para o Exército Vermelho o mesmo que a Sten era para os Ingleses ou a MP 40 para os Alemães. Era a equivalente soviética na produção em massa de submetralhadoras, utilizando simples métodos e simples sistemas de operação. A PPSh-41 foi projetada em 1940 mas só em 1942 que ela começou a ser fornecida aos soldados soviéticos em grandes quantidades. Por ter sido projetada baseada na produção rápida e fácil, ela era entregue aos milhares vinda desde indústrias até oficinas em áreas rurais. Em 1945 cerca de cinco milhões de unidades haviam sido produzidas.

Apesar de ser uma arma de linha de produção em massa ela era bem feita. O corpo era feito de madeira sólida e tinha uma ótima razão de fogo. Folhas de metal também eram empregadas na sua produção. O tambor da metralhadora era o mesmo utilizado em metralhadoras soviéticas antigas. O fogo, automático ou tiro único, era facilmente selecionado por uma alavanca próxima do gatilho.


A PPSh tinha de ser uma arma forte e resistente, pois assim que o Exército Vermelho já havia recebido um número considerável, ele adotou a arma de um modo que nenhum outro exército poderia nem ao menos considerar. A PPSh era entregue a batalhões e regimentos inteiros com a exclusão de qualquer outro tipo de arma além de granadas de mão. Essas unidades formavam a vanguarda das unidades de assalto que eram carregadas pelos tanques T-34, dos quais eles só desciam para atacar, comer e descansar. Eles carregavam apenas a munição suficiente, suas condições de vida eram baixas e sua expectativa de vida em combate eram bastante curtas. Mesmo assim, esses milhares de soldados cruzaram a Europa e suas PPSh-41 tornaram-se um símbolo de combate no Exército Vermelho.

Sob estas circunstâncias a PPSh (conhecida por seus operadores como Pah-Pah-Shah) quase não recebia manutenção ou até mesmo limpeza. O melhor modo de manter a arma funcionando era manter ela seca para não emperrar ou congelar.


Tantes PPSh foram produzidas que era bastante utilizada até pelos Alemães que recalibravam algumas capturadas para 9mm. Partisans descobriram que a arma era ótima para seus propósitos e após a Segunda Guerra a PPSh tornou-se bastante comum nos países de influência soviética.

Especificações da PPSh-41

Calibre: 7,62
Comprimento: 828mm
Comprimento do cano: 265mm
Peso: 5,4kg
Pente: tambor de 35 ou 71 cartuchos
Velocidade inicial do projétil: 488m/s

domingo, 20 de setembro de 2009

Aerosan

NKL-26.

Os aerosans são tipos de snowmobiles ou motos de neve propulsionados por uma hélice que foram produzidos na União Soviética primeiramente por Igor Sikorsky entre 1909 e 1910. Eram utilizados em comunicações, auxílio médico, patrulhamento de fronteiras e serviram na Guerra de Inverno e na Segunda Guerra Mundial. Os variados modelos podiam levar desde dois até cinco homens e alguns eram equipados com uma metralhadora.

RF-8.

Durante a Segunda Guerra foram muito utilizados em missões de reconhecimento graças a sua alta mobilidade em neve profunda. Sua velocidade ficava entre 25km/h e 35km/h na neve profunda, onde a maioria dos veículos não conseguia nem ao menos se mover. Eram também utilizados em combate em cooperação com unidades equipadas com esquis. Feitos de madeira compensada e revestidos por uma fina blindagem de metal eles não eram utilizados em missões de assalto por serem muito vulneráveis.


Especificações do RF-8

Tripulação: 2
Peso: 0,82 toneladas
Dimensões: largura: 2,5m; comprimento: 5,1m; altura: 2,7m
Performance: velocidade máxima: 50km/h
Motor: GAZ-M-1 desenvolvendo 50hp
Armamento: uma metralhadora de 7,62mm

Tanque SMK


O SMK (Sergius Mironovitch Kirov) foi desenvolvido pela União Soviética antes da Segunda Guerra Mundial e era conhecido pela inteligência alemã como T-35C. Era produzido na fábrica de Kirov localizada em Leningrado. O SMK estava entre os projetos que competiam para substituir o caro e não confiável T-35. Os testes do SMK e seus concorrentes, entre eles o KV-1, ocorreram na Guerra de Inverno. O KV-1 acabou sendo escolhido por causa de sua maior resistência contra os armamentos antitanque finlandeses. A blindagem do SMK variava entre 20mm e 60mm. Cerca de 150 projéteis eram carregados para a arma da torre superior e 300 projéteis para a arma da torre inferior.

Especificações do SMK

Tripulação: 7
Peso: 55 toneladas
Dimensões: comprimento: 8,75m; largura: 3,36m; altura: 3,35m
Performance: velocidade máxima: 35km/h; alcance: 220km
Motor: um motor GAM-34BT desenvolvendo 850hp
Transmissão: 6 marchas
Armamento: primário: uma arma de 76,6mm L-11 localizada na torre superior e outra arma de 45mm M1935 localizada na torre inferior; secundário: 3 metralhadoras de 7,62mm

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

T-34


O tanque médio T-34 tornou-se uma lenda e foi uma das armas que ganhou a Segunda Guerra Mundial. Ele teve sua origem no tanque BT-7 e seus antepassados. Os primeiros resultados das séries BT conhecidos como A-20 e A-30, produzidos em 1938 como desenvolvimentos do BT-IS, acabaram para favorecer um tanque pesado mais blindado com uma arma mais forte conhecido como T-32. No T-32 podem ser observadas muitas características que iriam fazer parte do T-34.

Com o requerimento de mais blindagem nos tanques nasceu o T-34. A produção iniciou em 1940 e o modelo T-34/76A logo encontrava-se nas linhas de produção em massa. Quando os Alemães invadiram a União Soviética em 1941, tiveram uma surpresa, pois a blindagem do T-34 (mínima de 18mm e máxima de 60mm) aguentava quase todas as armas antitanques alemãs e seu poderosos canhão IV30 de 76,2mm, que logo seria substituído pelo ainda mais poderoso IV40, era efetivo contra a maioria dos Panzers. Seu armamento secundário consistia de duas metralhadoras de 7,62mm.

De 1941 em diante, o T-34 foi produzido em inúmeros modelos, a maioria deles com poucas diferenças externas. As demandas de produção requeriam bastante atividade e mesmo com muitas linhas industriais desativadas após 1941, o T-34 era entregue aos milhares. Métodos para salvar tempo, como deixar superfícies sem pintura, eram utilizados na sua produção. O próximo modelo foi o T-34/76B.


Em serviço, o T-34 era utilizado em todas as missões como combates, reconhecimento, engenharia e veículos de recuperação. Ele podia ser transformado em um blindado de trasnporte ao simplesmente carregar soldados em sua carenagem por longas distâncias. Estas tropas transportadas pelos T-34 tornaram-se o flagelo das tropas Alemãs quando estes ja encontravam-se na defensiva.

Sucessivos desenvolvimentos acarretaram no T-34/76C que tinha uma maior torre, T-34/76D que tinha uma torre hexagonal e provisão para tanques de combustível ejetáveis, T-34/76E com uma cúpula na torre que era feita toda de construção soldada, T-34/76F que era igual ao modelo 76E mas o método empregado na construção de sua torre era diferente. A arma de 76,2mm foi substituída pela arma de 85mm do tanque pesado KV-85 e essa versão passou a ser denominada de T-34/85. Versões com armas de 85mm, 100mm e 122mm também foram produzidas. Havia até versões equipados com lança-chamas.

Foi como tanque de batalha que o T-34 teve seu maior êxito. Disponível em grandes números ele teve a supremacia nos campos de batalha forçando os Alemães para a defensiva e ganhando para a União Soviética a Grande Guerra Patriótica.


Especificações do T-34/76A

Tripulação
: 4

Peso
: 26 toneladas

Motor
: um V-2-34 V12 movido a diesel desenvolvendo 500hp

Dimensões
: comprimento: 5,92m; largura: 3m; altura: 2,44m

Performance
: velocidade máxima na estrada: 55km/h; alcance máximo: 186km

Armamento: uma arma de 76,2mm e duas metrlhadoras de 7,62mm

T-34 Modelo 1941/42, Front de Leningrado, 1942.

T-34 Modelo 1943, Guards Tank Brigade, Front de Leningrado, 1943.

T-34 Modelo 1943, Regimento de Tanque da Engenharia, 1944. Equipado com o destruidor de minas.

T-34 Modelo 1943, Guards Tank Brigade, Front de Leningrado, 1943.

T-34 modelo 1943, SS Panzer Division "Das Reich", Kursk.

T-34-85, Front Ucraniano, 1944.

T-34

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

PPD 1934/38 e PPD 1940


A União Soviética teve problemas suficientes na década de 20 para se preocupar com projetos de novos armamentos. Quando as coisas se ajeitaram para que o Exército Vermelho pudesse ser reequipado, as submetralhadoras não eram uma prioridade e ao invés de alguma inovação, a primeira submetralhadora soviética era uma combinação de projetos antigos. Essa era a PPD-1934.

Em 1934, quando foi produzida pela primeira vez, essa arma era uma combinação da finlandesa Suomi m/1931 e das alemãs MP18 e MP38. Esse modelo foi produzido até 1940 quando algumas modificações foram introduzidas para justificar o nome PPD 1934/38. Não havia nada de novo na PPD 1934/38. O mecanismo de operação era quase o mesmo usado em submetralhadoras alemãs e após tentativas de projetar componentes soviéticos, o pente acabou sendo copiado da Suomi. Este pente comportava 71 cartuchos mas havia outro modelo de pente, curvado, que carregava até 25 cartuchos.

Havia uma variação da PPD 1934/38 que foi posta em produção em 1940 sob o nome de PPD 1940. Tinha uma peculiaridade pouco comum em outras submetralhadoras que era o modo em que seu pente encaixava-se na arma.

Quando os Alemães invadiram a União Soviética em 1941, a PPD 1934/38 e a PPD 1940 encontravam-se em poucos números no Exército Vermelho e tiveram pouco impacto nos eventos seguintes. As armas deste modelo que eram capturadas pelos Alemães eram entregues as suas unidades de segunda linha. Ao fim de 1941 a PPD 1940 ja estava fora de produção simplesmente porque os Alemães ja haviam tomado as indústrias envolvidas em sua produção e o Exército Vermelho necessitava de uma nova submetralhadora de fabricação mais fácil.

Especificações da PPD 1934/38

Calibre: 7,62mm
Comprimento: 780mm
Comprimento do cano: 269mm
Peso: carregada: 5,69kg
Pente: 71 cartuchos no tambor e 25 cartuchos no pente curvo
Razão de fogo: 800 tpm
Velocidade inicial do projétil: 488m/s

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Obuses Soviéticos de 152mm


Em 1941 os Soviéticos ainda tinham grandes números de obuses curtos de 152mm como o Obus de Campo Modelo1909/30 e o Obus de Campo Modelo 1910/30 e apesar de um programa de atualização na década de 30 eles ainda não tinham um alcance eficiente e estes obuses teriam de ser substituídos. Em 1938 apareceu uma nova arma de 152mm que entrou em produção nas fábricas de artilharia número 172 em Perm e número 235 em Volkinsk. O Obus de Campo Modelo 1938, que mais tarde viria a ser chamado de M-10, se tornou uma ótima arma e mais tarde veio a ser uma das principais do Exército Vermelho.

Além de um longo alcance, nos primeiros meses da invasão Alemã, os Soviéticos descobriram que o cartucho pesado de 51,1kg era excelente contra tanques. Isto derivou-se da prática soviética de usar toda artilharia de campo disponível contra tanques até que em 1938 um especial projétil sólido foi introduzido para o Modelo 1938. Este projétil pesava 40kg e era capaz de destruir qualquer tanque conhecido até então. Os Alemães utilizavam o máximo possível de M-10 capturados, sob o nome de 15,2cm sFH 443(r), não só na União Soviética mas também na Muralha do Atlântico e outros locais da Europa.

No projeto seguinte, chamado de Obus de Campo de 152mm Modelo 1943, havia um sistema que diminuía sua força no recuo. Logo o Modelo 43 substituiu o Modelo 38 mas tinha o mesmo alcance e utilizava a mesma munição. Em 1945 ja encontrava-se em grandes números no Exército Vermelho sob o nome de D-1. O Modelo 43 ja viu serviço na China, Iraque, Cuba, Romênia e até mesmo na Etiópia e Moçambique.

Especificações do Modelo 1943

Calibre: 152,5mm
Comprimento: 4,2m
Peso: viajando: 3.640kg; em ação: 3.600kg
Elevação: -3º até +63,5º
Transversal: 35º
Velocidade inicial do projétil: 508m/s
Alcande máximo: 12.400m
Peso do projétil: HE: 51,1kg

sábado, 8 de agosto de 2009

T-35


O tanque T-35 foi um dos maiores fracassos dos projetistas soviéticos. Teve sua origem em estudos iniciados no ano de 1930 e seu primeiro protótipo ficou pronto em 1932. Em aparência e em outros muitos aspectos ele era bastante influênciado por um tanque da British Vickers Independent.

Apesar de haver mudanças entre as diversas linhas de produção, os tanques da principal linha de produção entre 1935 e 1938 eram mais longos que os originais. Era bastante difícil coordenar, mirar e disparar as cinco torres e a efetividade do armamento era limitada devido ao baixo calibre da arma principal. As torres e a arma principal eram as mesmas utilizadas no tanque T-28. A blindagem variava entre 10mm e 30mm.


A produção do T-35 era lenta se comparada com a produção de outros tanques soviéticos da época. Apenas 61 unidades foram produzidas entre 1933 e 1939 e todos estes tanques serviam em uma única brigada localizada próxima de Moscou. Serviam mais como uma propaganda política, pois regularmente participavam de paradas militares na Praça Vermelha e davam uma falsa impressão da força dos tanques soviéticos. Os massivos veículos davam uma incrível impressão mas eram bem diferentes em serviço.

Quando o T-35 teve de ir para a Guerra em 1941, apenas alguns viram serviço, porque a maioria ficou retido em Moscou para defesa. Parece não haver registros de algum T-35 em ação nos arredores de Moscou mas os poucos outros que tentaram barrar o avanço Alemão não se saíram bem. Por serem poucos blindados e lentos, eram presa fácil para os Panzers.

Especificações do T-35

Tripulação: 11
Peso: 45 toneladas
Motor: um motor M-17M V-12 desenvolvendo 500hp
Dimensões: comprimento: 9,72m; largura: 3,2m; altura: 3,43m
Performance: velocidade máxima: 30km/h; alcance máximo: 150km
Armamento: uma arma de 72,6mm, duas armas de 42mm e cinco ou seis metralhadoras de 7,62mm

quarta-feira, 29 de julho de 2009

SU-76


Durante os dias de desespero de 1941 o Exército Ve
rmelho perdeu tanto material que os projetistas soviéticos foram forçados em ter como prioridade a produção em massa e tiveram de acabar com diversas linhas de produção de certos equipamentos e selecionar apenas alguns tipos para seguirem em produção. Um desses que continuou em produção foi o ZIS-3 de 76,2mm que além de uma excelente peça de artilharia era um ótimo destruidor de tanques.


Os eventos de 1941 mostraram aos Soviéticos
que seus tanques leves eram inúteis e foram retirados de serviço e de produção. No momento havia em andamento a produção do tanque leve T-70 mas foi decidido convertê-lo na arma ZIS-76 e utiliza-lo como uma arma antitanque. Assim nasceu o SU-76 (Samokhodnaya Ustanovka). A conversão para receber a arma de 76,2mm e os 62 cartuchos de munição era bastante simples mas o chassi do T-70 teve de ser aumentado e rodas extras foram adicionadas para sustentar o peso. Os primeiros modelos tinham a arma montada no centro do veículo mas os modelos seguintes tinham a arma localizada na esquerda. A blindagem chegava a 25mm.


Foi em 1942 que os primeiros SU-76 ficaram prontos mas só em 1943 eles encontravam-se no Exército Vermelho em grandes números. Por volta dessa época o ZIS-3 ja era inútil contra as blindagens cada vez mais espessas dos Alemães e o SU-76 foi gradualmente direcionado ás formações de infantaria do Exército Vermelho. Um novo tipo de munição o transformou em uma excelente arma antitanque mas ao fim da guerra sua produção estava chegando ao fim em favor de armas com maiores calibres. Muitos SU-76 tinham as armas removidas e eram utilizados como rebocadores de artilharia, em transportes de munição e em recuperação de veículos. Alguns eram equipados com armas anti-aéreas.


Após 1945 os SU-76 foram utilizados por nações como a China e Coréia do Norte e viu serviço na Guerra da Coréia. Outros foram parar nas forças armadas dos países do Pacto de Varsóvia. No Exército Soviético o SU-76 era conhecido como Sukami (vagabunda).

Especificaçõ0es do SU-76

Tipo
: arma autopropulsada

Tripulação
: 4

Peso
: 10.800kg

Motor
: dois motores GAZ de seis cilindros cada um e desenvolvendo 70hp por motor

Dimensões
: comprimento: 4,88m; largura: 2,73m; altura: 2,17m

Performance
: velocidade máxima na estrada: 45km/h; alcance: 450km

Armamento
: uma arma de 76,2mm e uma metralhadora de 7,62mm

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Caças Yakovlev

Yak-1 e Yak-3, respectivamente. "Morte aos Fascistas" é a frase no Yak-1.

Cerca de 37.000 Yaks foram produzidos durante a Segunda Guerra , dentre eles o mais produzido foi o Yak-9 que era superior ao Bf109G. O desenvolvimento seguiu a partir do Yak-1 que voou pela primeira vez em Janeiro de 1940. O Yak-9 voou pela primeira vez no verão de 1942 e chegava a uma velocidade de 600km/h.

Yak-9.

Inúmeras versões deste caça foram produzidas, como o antitanque Yak-9T, o caça-bombardeiro Yak-9B com provisão para 400kg de bombas, o Yak-9D de longo alcance e o Yak-9DD com capacidade de um maior alcance e utilizado para escoltar bombardeiros. o Yak-9U chegava a uma velocidade de 700km/h. O Yak-3 era talvez o avião de maior manobrabilidade da Segunda Guerra e entrou em serviço em 1944 como uma derivação do Yak-1.

Yak de Sergei Lugansky que derrotou 32 inimigos.

Especificações do Yakovlev Yak-9U

Tipo: caça de assento único
Motor: um motor VK-107A V-12 de 1.650hp
Performance: velocidade máxima: 700km/h a 5.000 metros de altura; sobe até 5.000 metros em 3,8 minutos; teto operacional: 11.900 metros; alcance: 870km
Peso: vazio: 2.575kg; normal na decolagem: 3.098kg
Dimensões: envergadura: 9,77m; comprimento: 8,55m; altura: 2,44m; área da asa: 17,25m²
Armamento: um canhão de 23mm VY a-23V e duas metralhadoras UBS de 12,7mm mais provisão para 100kg de bombas

domingo, 5 de julho de 2009

Lavochkin La-5 e La-7

La-5FN.

Enquanto os exércitos soviéticos recuavam ao avanço das tropas alemãs, a demanda por equipamentos modernos para a força aérea soviética era frenética. Em Outubro de 1941, Semyon Lavochkin começou a trabalhar no caça Lavochkin LaG-5 que era equipado com um motor radial M-82 de 1.600hp. O protótipo passou pelos testes em Maio de 1942 e dois meses depois foi posto em produção. Ao fim do ano, 1.182 ja haviam sido entregues.

La-7 de Ivan Kozhedub.

Em Março de 1943 entrou em serviço sua versão principal, o La-5FN. O La-5FN tinha um motor ASh-82FN de 1.650hp, dois canhões de 20mm e lugar para quatro foguetes de 8,2cm ou duas armas antitanque PTAB. Foi também produzida uma versão de dois assentos utilizada para treinamento sob o nome de La-5UTI. As aeronaves produzidas mais tarde eram equipadas com armas de 23mm ao invés das armas de 20mm.

Em 1944 apareceu o La-7 com armamentos de 20mm ou 23mm e um motor ASh-82FN com uma velocidade máxima de 680km/h. O La-5 foi extensivamente utilizado em grandes números pela primeira vez em Stalingrado como um caça de baixa/média altitude. Durante a batalha de Kursk em 1943 os La-5 eram empregados em missões de destruir tanques e após descarregarem seus foguetes contra os alvos terrestres eles subiam para dar cobertura aos lentos Ilyushin 11-2. Ivan Kozhedub, o maior ás da aviação dos aliados, atingiu suas 62 vitórias utilizando os aviões La-5, La-5FN e La-7 entre 1943 e 1945.

Especificações do La-5FN

Tipo: caça/bombardeiro de assento único
Motor: um motor radial ASh-82FN de 1.650hp
Performance: velocidade máxima: 647km/h a 5.000m; sobe até 5.000m em 5 minutos; teto operacional: 11.000m; alcance: 765km
Pesos: vazio: 2.605kg; máximo na decolagem: 3.360kg
Dimensões: envergadura: 9,80m; comprimento: 8,67m; altura: 2,54m; área da asa: 17,59m²
Armamento: dois canhões de 20mm ShVAK montados no nariz (canhão NS de 23mm nas futuras aeronaves), mais provisão para quatro foguetes de 8,2cm RS-82 ou 150kg de bombas

terça-feira, 16 de junho de 2009

Rifles Mosin-Nagant

Modelo 1938.

Quando o exército Russo decidiu adotar um novo rifle para substituir os rifles Berdan em meados de 1880, foi decidido combinar o projeto de duas armas, um dos irmãos Nagant e outro do Capitão Mosin. O resultado foi o rifle Mosin-Nagant Modelo 1891 com o qual o exército do Tzar lutou suas últimas batalhas. O Modelo 1891 disparava um projétil de 7,62mm.

Em 1930 iniciou-se um programa de modernização dos velhos rifles. O Modelo 1891/30 era mais curto que o original e teve algumas mudanças para facilitar a produção. Foi o principal rifle soviético durante a Segunda Guerra. Alguns eram utilizados por snipers enquanto que outros tinham silenciador e um lançador de granada. Alguns rifles Mosin-Nagant também foram fabricados na forma de carabina para serem utilizados em cavalarias. O primeiro foi o Modelo 1910, seguido pelo Modelo 1938 e em 1944 foi introduzido o Modelo 1944 mas este era apenas o Modelo 1938 com uma baioneta dobrável e fixa.


Os rifles Mosin-Nagant foram também utilizados pelos finlandeses, poloneses e milhares destes rifles caíram em mãos alemãs e serviram em suas mílicias e unidades de guarnição. A maioria eram rifles Modelo 1891/30 designados pelos alemães de Gewerh 254(r). Mas em 1945 eles ja eram distribuídos aos soldados da Volkssturm sob o nome de Gewerh 252(r) e muitas unidades que serviram na Muralha do Atlântico utilizaram o Modelo 1891/30.

Com a introdução dos rifles automáticos após o fim da guerra o Mosin-Nagant perdeu espaço e foi pouco a pouco sendo retirado de serviço do Exército Soviético.

Especificações do Modelo 1891/30

Calibre: 7,62mm
Comprimento: 1.232mm
Comprimento do cano: 729mm
Peso: 4kg
Velocidade inicial do projétil: 811m/s
Pente: 5 cartuchos

Especificações do Modelo 1938

Calibre: 7,62mm
Comprimento: 1.016mm
Comprimento do cano: 508mm
Peso: 3,47kg
Velocidade inicial do projétil: 766m/s
Pente: 5 cartuchos

sábado, 17 de janeiro de 2009

Armas Soviéticas de 152mm


As primeiras armas soviéticas deste tipo tiveram suas origens em 1910. As armas Pushka de 152mm foram atualizadas em 1930 e passaram a designar-se de Field Gun Model 1910/30 e encontrava-se em serviço quando a Operação Barbarossa começou. Era uma arma muito pesada e de difícil transporte e por isso era considerada inadequada aos padrões modernos da época. Em 1941 este modelo ja estava sendo retirado de produção. As que foram capturadas pelos Alemães eram designadas de K 438 15,2cm.

Em 1937 os projetitas soviéticos vieram com uma arma substituinte a estas outras armas encontradas em serviço, a Gaubitsa-Pushka de 152mm. Esta arma provou ser muito versátil e forte. Era conhecida entre os Alemães como K 433 15,2cm. Os Soviéticos queriam vastos números deste modelo 1937, mas a fábrica de artilharia número 172, em Perm, não conseguia produzir o suficiente e por isso outra fonte para se produzir armas de 152mm foi procurada. Esta nova arma utilizava o cano do modelo 1937 mas era montada na carreta de canhão de um modelo de 122mm chamado de Modelo 1931. Esta combinação ficou conhecida como Modelo 1910/34 e entre os Alemães como k 433/2.

Arma Soviética de 152mm sendo utilizada por Alemães.

Os modelos 1937 e 1910/34 foram as principais armas de artilharia pesada do Exército Vermelho contra os Alemães durante toda a segunda guerra mundial e mostraram-se bastante úteis. As capturadas pelos Alemães além de utilizadas contra os próprios Soviéticos, foram também utilizadas na Muralha do Atlântico. A melhor prova de que estas eram armas excelentes, é que elas ainda continuam em serviço sob a designação de ML-20 entre muitos países influenciados pela União Soviética, desde Cuba até a China.

Especificações do Modelo 1937

Calibre: 152,4mm
Comprimento: 4,9m
Peso: viajando: 7.930kg; em ação: 7.128kg
Elevação: -2º até +65º
Transversal: 58º
Velocidade inicial do projétil: 655m/s
Alcance máximo: 17.265m
Peso do projétil: 43,5kg