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quinta-feira, 1 de março de 2012

Matilda Mk I e Mk II


Uma ordem para um tanque de infantaria foi emitida pela primeira vez em 1934 e o resultado foi o All Infantry Tank Mk I, que mais tarde foi apelidado de Matilda. Era um tanque simples e pequeno para dois tripulantes com blindagem suficiente para enfrentar qualquer arma antitanque do período. A torre era equipada com uma metralhadora Vickers de 7,7mm enquanto que a propulsão era fornecida por um motor V8 fabricado pela Ford. Em Abril de 1937 foi emitido um pedido de 140 unidades. Quando posto em combate na França em 1940 ele mostrou todos os seus defeitos: era lento demais e estava pouco armado para qualquer tipo de combate entre blindados. As unidades que sobreviveram após Dunquerque foram utilizadas apenas para treino.

Em 1936 se iniciou o projeto para o Matilda Mk II. Terminado em 1938, o Matilda Mk II era um tanque maior que o Matilda Mk I, com espaço para quatro tripulantes, blindagem capaz de suportar qualquer arma antitanque da época e equipado com uma arma principal de 40mm. Era um tanque lento, mas isso não era um problema já que foi projetado para fornecer suporte para infantaria, onde a velocidade não era o essencial. Apesar de ser levemente armado, era um bom veículo em combate. Outra versão do Matilda Mk II, o Mk IIA era equipado com metralhadoras Besa de 7,92mm ao invés das metralhadoras Vicker.

Apesar de encontrar seus primeiros combates na camapanha francesa em 1940, o período principal do Matilda foi na campanha norte africana, onde era efetivo contra os tanques alemães e italianos com exceção do famoso canhão de 88mm. Até a Batalha de El Alamein o Matilda foi o blindado principal utilizado pelos britânicos, até começar ser ultrapassado por novos blindados melhores armados e mais rápidos. Sua importância não diminuíu pois passou a ser utilizado em operações especiais.

O Matilda Baron e o Matilda Scorpion desempenharam um importante papel ao serem utilizados para limparem campos minados. Outra variação era o Matilda CDL (Canal Defense Light) equipado com um poderoso holofotote. O Matilda Dozer era uma versão equipada com lâminas de trator para uso de engenharia. Outros eram equipados com lança-chamas, conhecidos como Matilda Frog. Não só os britânicos puderam usufruir deste blindado, os australianos também utilizaram esses veículos e suas armas em Nova Guiné e em diversos outros lugares, até 1945. Os alemães também se utilizaram de diversos Matildas capturados. Os soviéticos receberam 1.084 Matildas que serviram desde a Batalha de Moscou até serem dispensados em 1942.

O primeiro Matilda foi produzido em 1937, mas quando a guerra começou apenas dois estavam prontos. 2.987 foram produzidos pela Vulcan Foundry, John Fowler & Co, Ruston & Hornsby, London, Midland and Scottish Railway e North British Locomotive Company. O último foi entregue em Agosto de 1943.


Especificações do Matilda Mk I


Tripulação: dois (comandante/atirador, motorista)
Peso: 11.176,5kg
Motor: Ford V8 de 80 cavalos
Blindagem: 10-60mm
Dimensões: comprimento: 4,85m; largura: 2,28m; altura: 1,86m
Performance: velocidade: 12,87km/h; velocidade off-road: 9km/h; alcance: 130km


Especificações do Matilda Mk II


Tripulação: quatro (comandante/atirador/motorista/carregador)
Peso: 25.000kg
Motor: dois motores Leyland de 6 cilindros desenvolvendo 95bhp cada ou dois motores AEC desenvolvendo 87bhp cada
Blindagem: 20-78mm
Dimensões: comprimento: 6m; largura: 2,6m; altura: 2,5m 
Performance: velocidade: 24km/h; velocidade off-road: 12,9km/h; alcance: 257km

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cruiser Tank Mk VI Crusader


O Cruiser Tank MK VI, que veio a ser conhecido como Crusader, tem suas origens no tanque Covenanter. Apesar de serem parecidos haviam diversas diferenças como as cincos rodas do Crusader contra as quatro rodas que o Covenanter tinha.

O protótipo chamado de A15 possuía duas pequenas torres: uma localizada na frente da cobertura do motorista e outra para um artilheiro sentado na parte frontal do tanque. Cada uma dessas torres era equipada com uma metralhadora de 7,92mm. Logo após alguns testes a torre do motorista foi retirada. Esses primeiros testes também denunciaram problemas no resfriamento do motor e na caixa de marcha. Esses problemas foram difíceis de serem resolvidos e foram encontrados até mesmo em Crusaders que estavam sendo retirados de combate.


O primeiro modelo de produção foi o Crusader I que tinha uma blidagem de 40mm e um canhão de 40mm. Quando o Crusader I entrou em combate em 1941 ele já era inadequado para o combate. As armas de 57mm, que podiam resolver o problema, ainda eram escassas e sua blindagem foi aumentada em torno de uma base de 50mm. Este era o Crusader II mas somente no Crusader III que arma de 57mm foi utilizada. A versão III acabou sendo a versão padrão para os combates no Norte da África antes de ser substituído pelo tanque Sherman M4.

No combate o Crusader era rápido mas sua blindagem não era espessa o suficiente e aqueles equipados com o canhão de 40mm não faziam frente aos seus equivalentes alemães. Após perderem sua função como tanque de combate os Crusaders foram utilizados em diversos propósitos especiais. Alguns foram convertidos para tanques antiaéreos com uma Bofor de 40mm ou dois ou três canhões de 20mm montados sobre eles. Outros Crusaders, sem suas torres, eram utilizados como rebocadores de veículos e de artilharia. Essas versões rebocadoras foram muito utilizadas na Europa em 1944 e 1945.

O Crusader foi um clássico armamento britânico da Segunda Guerra apesar da sua falta de eficiência de combate. Mesmo com uma baixa agressividade foi um tanque que se superou e viu ação em diversos lugares e em diversas versões.


Especificações do Crusader III

Tripulação: 3
Peso: 20.067kg
Motor: um Nuffield Liberty Mk III desenvolvendo 340bhp
Dimensões: comprimento: 5,99m; largura: 2,64m; altura: 2,23m
Performance: velocidade máxima na estrada: 43,4km; velocidade máxima off-road: 24km/h; alcance com tanque de combustível extra: 204km

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Renault R 35


O tanque Renault R 35, originalmente conhecido como Renault ZM, foi produzido em 1934 em resposta ao requerimento de um novo tanque de suporte para a infantaria do Exército Francês. Esse tanque deveria substituir os antigos Renault 17 que datavam da Primeira Guerra Mundial. Os testes se iniciaram em 1935 e antes que mais testes fossem efetuados o R 35 foi posto em produção já que a Alemanha se mostrava disposta a uma guerra. Antes do início da produção foi efetuada uma pequena mudança: a blindagem do tanque deveria passar de 30mm para 40mm.

O R 35 nunca substituiu totalmente o R 17 mas em torno de 1940 cerca de 1.600 já haviam sido produzidos. Era o tanque mais numeroso no Exército Francês. O R 35 era um tanque pequeno para dois tripulantes. Sua blindagem utilizava muito de fundição. O motorista ficava posicionado a frente enquanto que o comandante tinha de trabalhador como carregador da arma principal, além de mirá-la e dispará-la. A torre do tanque não dispunha de dispositivos de observação eficazes mas até então o tanque era suficiente.


Uma nova versão introduzida em 1940, que dispunha de um novo sistema de suspensão, foi chamada de AMX R 40. Poucas destas versões haviam sido produzidas quando a Invasão da França começou. O R 35 não era oponente para os Panzers. Seu canhão não era capaz de perfurar nem a blindagem dos menores tanques alemães e o modo como ele era empregado em combate, utilizados em poucos números em apoio a infantaria, fazia com que fosse presa fácil para o grande número de Panzers utilizados pelos Alemães. A blindagem de 40mm do R 35 era capaz de suportar a maioria das armas antitanques alemãs mas pouco o tanque podia fazer para mudar o curso da campanha. A maioria dos R 35 era destruída ou abandonada pelas suas tripulações frente ao desastre que varria o Exército Francês.

Muitos R 35 caíram intactos em mãos alemãs. Esses foram utilizados em missões na França ou em escolas de treinamento alemãs. Com o início da Operação Barbarossa, a invasão da União Soviética, muitos R 35 foram privados de suas torres e eram utilizados como tratores para artilharia ou utilizados para carregar munição. Mais tarde, o restante dos R 35 que ainda se encontravam na França tiveram suas torres retiradas para serviram como artilharia auto-propulsada ou armas anti-tanque. As torres retiradas foram colocadas como defesa na Muralha do Atlântico.

O R35 mostrou ser de maior utilidade aos Alemães do que aos Franceses. Foi um tanque de tradição de combate da Primeira Guerra construído sob o pensamento de que a guerra com tanques havia mudado pouco desde 1918.

Especificações do R 35

Tripulação: 2
Peso: 10.000kg
Motor: um Renault de 4 cilindros desenvolvendo 82bhp
Dimensões: comprimento: 4,20m; largura: 1,85m; altura: 2,37m
Performance: velocidade máxima: 20km/h; alcance: 140km
Armamento: um canhão de 37mm e uma metralhadora de 7,5mm

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Type 3 Chi-Nu


O Type 3 Chi-Nu foi outro desenvolvimento sobre o Type 97 Chi-Ha da linha de tanques médios do Exército Imperial Japonês. O Type 3 foi feito para bater de frente ao tanque americano M4 Sherman depois do projeto Type 1 Chi-He se mostrar inadequado. O Exército trabalhava no Type 4 Chi-To para combater o M4 mas houve problemas e atrasos no programa e um tanque de substituição temporária foi preciso. O desenvolvimento do Type 3 começou em Maio de 1943 e acabou em Outubro do mesmo ano. A produção começou somente em 1944 quando materiais já estavam escassos e boa parte da indústria japonesa tinha sido afetada pelos bombardeiros americanos. Um total de 166 foram produzidos.

Ele utilizava o mesmo chassi do Type 97 mas com uma torre hexagonal maior. A arma principal podia ser elevada entre -10° e +25°. O projétil da arma de 75mm tinha uma velocidade inicial de 680m/s e uma capacidade de penetração de 90mm á 100 metros de distância e 65mm á 1.000 metros de distância. A blindagem variava entre 12mm e 80mm.


O Type 3 foi utlizado nas ilhas do Império para defender contra a suposta invasão Aliada do Japão. Cerca de seis regimentos estavam equipados com o Type 3. Com a rendição do Japão, ocorrida antes da planejada invasão, o Type 3 acabou nunca sendo utilizado em combate.

Especificações do Type 3 Chi-Nu

Tripulação: 5
Peso: 18,2 toneladas
Dimensões: comprimento: 5,64m; altura: 2,68m; largura: 2,41m
Motor: Mitsubishi Type 100 V-12 desenvolvendo 240hp
Performance: alcance: 210km; velocidade: 39km/h
Armamento: arma principal de 75mm e uma metralhadora Type 97 de 7,7mm

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Antonov A-40


O Antonov A-40 Krylya Tanka foi uma tentativa soviética para permitir que um tanque fosse capaz de planar até o campo de batalha após ter sido rebocado por um avião e auxiliar forças aerotransportadas ou partisans. Um protótipo foi construído e testado em 1942 mas provou ser impraticável.

Os Soviéticos já haviam colocado tanques T-27 sob bombardeiros pesados para transportá-los e durante a década de 30 foram feitos testes para lançar tanques de pára-quedas. Durante a ocupação da Bessarabia em 1940, tanques leves foram jogados de bombardeiros TB-3. Mas o problema de se lançar veículos é que suas tripulações são lançadas separadamentes e isso causa atraso ou pode os previnir de entrar em ação. Planadores permitiam que tanto os tanques como a sua tripulação se encontrassem no mesmo local e por isso foi ordenado que Oleg Antonov projetasse um planador para tanques.

Oleg foi mais ambicioso, ao invés de construir um planador para o tanque ele adicionou componentes como asas e uma cauda a um tanque T-60. O tanque poderia planar até o campo de batalha, largar suas asas e em poucos minutos estar pronto para o combate. Um T-60 foi convertido para esse propósito em 1942 e deveria ser rebocado por um Petlyakov Pe-8 ou um Tupolev TB-3. Muitos ítens eram removidos e a quantidade de combustível diminuída para deixar o tanque mais leve. Mesmo com modificações o TB-3 teve de largar o tanque devido ao grande arrasto causado por ele no seu único voo em 2 de Setembro de 1942 para evitar queda. O A-60 planou bem e aterrisou em segurança mas o projeto foi abandonado devido a falta de um avião forte o suficiente para rebocá-lo.

Especificações do A-40

Tripulação: 2
Dimensões: comprimento: 12,06m; envergadura: 18m; área da asa: 85,8m²
Pesos: vazio: 2.004kg; peso bruto: 7.804kg

domingo, 20 de setembro de 2009

Tanque SMK


O SMK (Sergius Mironovitch Kirov) foi desenvolvido pela União Soviética antes da Segunda Guerra Mundial e era conhecido pela inteligência alemã como T-35C. Era produzido na fábrica de Kirov localizada em Leningrado. O SMK estava entre os projetos que competiam para substituir o caro e não confiável T-35. Os testes do SMK e seus concorrentes, entre eles o KV-1, ocorreram na Guerra de Inverno. O KV-1 acabou sendo escolhido por causa de sua maior resistência contra os armamentos antitanque finlandeses. A blindagem do SMK variava entre 20mm e 60mm. Cerca de 150 projéteis eram carregados para a arma da torre superior e 300 projéteis para a arma da torre inferior.

Especificações do SMK

Tripulação: 7
Peso: 55 toneladas
Dimensões: comprimento: 8,75m; largura: 3,36m; altura: 3,35m
Performance: velocidade máxima: 35km/h; alcance: 220km
Motor: um motor GAM-34BT desenvolvendo 850hp
Transmissão: 6 marchas
Armamento: primário: uma arma de 76,6mm L-11 localizada na torre superior e outra arma de 45mm M1935 localizada na torre inferior; secundário: 3 metralhadoras de 7,62mm

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

T-34


O tanque médio T-34 tornou-se uma lenda e foi uma das armas que ganhou a Segunda Guerra Mundial. Ele teve sua origem no tanque BT-7 e seus antepassados. Os primeiros resultados das séries BT conhecidos como A-20 e A-30, produzidos em 1938 como desenvolvimentos do BT-IS, acabaram para favorecer um tanque pesado mais blindado com uma arma mais forte conhecido como T-32. No T-32 podem ser observadas muitas características que iriam fazer parte do T-34.

Com o requerimento de mais blindagem nos tanques nasceu o T-34. A produção iniciou em 1940 e o modelo T-34/76A logo encontrava-se nas linhas de produção em massa. Quando os Alemães invadiram a União Soviética em 1941, tiveram uma surpresa, pois a blindagem do T-34 (mínima de 18mm e máxima de 60mm) aguentava quase todas as armas antitanques alemãs e seu poderosos canhão IV30 de 76,2mm, que logo seria substituído pelo ainda mais poderoso IV40, era efetivo contra a maioria dos Panzers. Seu armamento secundário consistia de duas metralhadoras de 7,62mm.

De 1941 em diante, o T-34 foi produzido em inúmeros modelos, a maioria deles com poucas diferenças externas. As demandas de produção requeriam bastante atividade e mesmo com muitas linhas industriais desativadas após 1941, o T-34 era entregue aos milhares. Métodos para salvar tempo, como deixar superfícies sem pintura, eram utilizados na sua produção. O próximo modelo foi o T-34/76B.


Em serviço, o T-34 era utilizado em todas as missões como combates, reconhecimento, engenharia e veículos de recuperação. Ele podia ser transformado em um blindado de trasnporte ao simplesmente carregar soldados em sua carenagem por longas distâncias. Estas tropas transportadas pelos T-34 tornaram-se o flagelo das tropas Alemãs quando estes ja encontravam-se na defensiva.

Sucessivos desenvolvimentos acarretaram no T-34/76C que tinha uma maior torre, T-34/76D que tinha uma torre hexagonal e provisão para tanques de combustível ejetáveis, T-34/76E com uma cúpula na torre que era feita toda de construção soldada, T-34/76F que era igual ao modelo 76E mas o método empregado na construção de sua torre era diferente. A arma de 76,2mm foi substituída pela arma de 85mm do tanque pesado KV-85 e essa versão passou a ser denominada de T-34/85. Versões com armas de 85mm, 100mm e 122mm também foram produzidas. Havia até versões equipados com lança-chamas.

Foi como tanque de batalha que o T-34 teve seu maior êxito. Disponível em grandes números ele teve a supremacia nos campos de batalha forçando os Alemães para a defensiva e ganhando para a União Soviética a Grande Guerra Patriótica.


Especificações do T-34/76A

Tripulação
: 4

Peso
: 26 toneladas

Motor
: um V-2-34 V12 movido a diesel desenvolvendo 500hp

Dimensões
: comprimento: 5,92m; largura: 3m; altura: 2,44m

Performance
: velocidade máxima na estrada: 55km/h; alcance máximo: 186km

Armamento: uma arma de 76,2mm e duas metrlhadoras de 7,62mm

T-34 Modelo 1941/42, Front de Leningrado, 1942.

T-34 Modelo 1943, Guards Tank Brigade, Front de Leningrado, 1943.

T-34 Modelo 1943, Regimento de Tanque da Engenharia, 1944. Equipado com o destruidor de minas.

T-34 Modelo 1943, Guards Tank Brigade, Front de Leningrado, 1943.

T-34 modelo 1943, SS Panzer Division "Das Reich", Kursk.

T-34-85, Front Ucraniano, 1944.

T-34

domingo, 9 de agosto de 2009

M24 Chaffee


Em 1942 os tanques com armas de 37mm ja estavam ultrapassados. Requerimentos para um tanque com uma arma de 75mm vinham do exército e tentativas de colocar uma arma de 75mm no tanque leve M5 não tiveram sucesso e um novo projeto foi desenvolvido pela Cadillac. O primeiro tanque ficou pronto em 1943.

O primeiro canhão a ser utilizado era uma arma francesa de 75mm adaptada para os tanques. Diversas tentativas foram feitas para diminuir a arma para que esta pudesse ser instalada no avião B-25 como uma arma contra navios e desta forma ela foi facilmente adaptada para os tanques.


Inicialmente conhecido como T24, ele foi logo renomeado como Light Tank (Tanque Leve) M24 e mais tarde recebeu o nome de Chaffee. Até 1944 ainda não estava em total serviço e somente em 1945 que viu alguma ação na Europa. A maior contribuição do M24 não pode ser sentida até o fim da guerra pois seu chassi serviu de base para toda uma família de blindados que incluíam artilharia autopropulsadas, tanques com armas antiaéreas, etc.. A efetividade do M24 só pode ser vista em larga escala na Guerra da Coréia.


O M24 era um tanque pequeno e bem armado para o seu tamanho e seu peso mas sua blindagem que variava entre 12mm e 38mm tinha de ser mais leve do que em outros tanques para dar ao tanque sua agilidade. O M24 tinha uma tripulação de cinco homens que incluía um operador de rádio, um motorista, um comandante, um oficial do canhão e um carregador.

Especificações do M24

Tripulação: 5
Peso: 18,37 toneladas
Motor: dois motores Cadillac Modelo 44T24 V-8
Dimensões: comprimento: 4,99m; comprimento, com a arma principal: 5,49; largura: 2,95m; altura: 2,48m
Performance: velocidade máxima na estrada: 56km/h; alcance máximo: 161km
Armamento: uma arma principal de 75mm, duas metralhadoras de 7,62mm, uma arma de 12,7mm montada na torre e um morteiro de 51mm

sábado, 8 de agosto de 2009

T-35


O tanque T-35 foi um dos maiores fracassos dos projetistas soviéticos. Teve sua origem em estudos iniciados no ano de 1930 e seu primeiro protótipo ficou pronto em 1932. Em aparência e em outros muitos aspectos ele era bastante influênciado por um tanque da British Vickers Independent.

Apesar de haver mudanças entre as diversas linhas de produção, os tanques da principal linha de produção entre 1935 e 1938 eram mais longos que os originais. Era bastante difícil coordenar, mirar e disparar as cinco torres e a efetividade do armamento era limitada devido ao baixo calibre da arma principal. As torres e a arma principal eram as mesmas utilizadas no tanque T-28. A blindagem variava entre 10mm e 30mm.


A produção do T-35 era lenta se comparada com a produção de outros tanques soviéticos da época. Apenas 61 unidades foram produzidas entre 1933 e 1939 e todos estes tanques serviam em uma única brigada localizada próxima de Moscou. Serviam mais como uma propaganda política, pois regularmente participavam de paradas militares na Praça Vermelha e davam uma falsa impressão da força dos tanques soviéticos. Os massivos veículos davam uma incrível impressão mas eram bem diferentes em serviço.

Quando o T-35 teve de ir para a Guerra em 1941, apenas alguns viram serviço, porque a maioria ficou retido em Moscou para defesa. Parece não haver registros de algum T-35 em ação nos arredores de Moscou mas os poucos outros que tentaram barrar o avanço Alemão não se saíram bem. Por serem poucos blindados e lentos, eram presa fácil para os Panzers.

Especificações do T-35

Tripulação: 11
Peso: 45 toneladas
Motor: um motor M-17M V-12 desenvolvendo 500hp
Dimensões: comprimento: 9,72m; largura: 3,2m; altura: 3,43m
Performance: velocidade máxima: 30km/h; alcance máximo: 150km
Armamento: uma arma de 72,6mm, duas armas de 42mm e cinco ou seis metralhadoras de 7,62mm

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Panzerkampfwagen VI Tiger II


Assim que o primeiro Tiger entrou em produção, foi decidido desenvolver um tanque ainda mais armado e blindado, especialmente para combater qualquer tanque que os soviéticos pudessem desenvolver no futuro. Mais uma vez, a Henschel e a Porsche foram encarregadas do projeto. A Porsche projetou um tanque baseado no antigo VK 4501 que era equipado com uma arma de 15cm, mas este projeto foi rejeitado em favor de um novo modelo com uma arma de 88mm montada na torre, que também foi logo cancelado porque sua transmissão utilizava muito cobre, que era um material escasso na época. A essa altura, as torres ja haviam sido produzidas e foram utilizadas em tanques da Henschel. O VK 4503 Henschel foi terminado em Outubro de 1943 e utilizava componentes do tanque Panther.


O Tiger II, ou Panzerkampfwagen VI Tiger II Ausf B (SdKfz 182), começou a ser produzido em Kassel, em Dezembro de 1943, sendo que os primeiros a serem construídos utilizavam as torres da Porsche. Todos os tanques subsequentes ja utilizavam a torre da Henschel. Um total de 485 veículos foram produzidos. O Tiger II entrou em ação pela primeira vez em Maio de 1944 no front oriental e no front ocidental na Normandia, em Agosto do mesmo ano. Os Aliados o chamavam de Royal Tiger ou King Tiger enquanto que os alemães o chamavam de Königstiger (King Tiger).


O Tiger utilizava o mesmo motor do tanque Panther, isso tornava-o muito lento e sua blindagem dava proteção contra a maioria das armas dos tanques aliados. Por ser muito grande e pesado, ele tinha dificuldades para se mover e se esconder no campo de batalha. Muitos foram abandonados ou destruídos pela própria tripulação após ficarem sem combustível e sem suprimentos adicionais a serem entregues.


Sua estrutura era toda soldada, com um máximo de 150mm de espessura. O motorista sentava-se na frente á esquerda, com o operador de rádio e de metralhadora a sua direita. A torre tinha uma blindagem de até 100mm e acomodava o comandante e o operador do canhão que ficavam na direita enquanto que o reponsável por recarregar o canhão ficava na esquerda. O motor localizava-se na traseira. Seu armamento principal consistia de uma arma de 88mm KwK 43 e duas metralhadoras MG 34 de 7.92mm. 84 projéteis e 5.850 cartuchos eram carregados para o canhão e a metralhadora respectivamente. O chassi do Tiger II foi utilizado também no Jagdtiger B que era equipado com uma arma de 128mm. Apenas 48 deste poderoso destruidor de tanques foi construído.

Especificações do PzKpfw VI Tiger II Ausf B

Tripulação: 5
Peso: 69.700kg
Dimensões: comprimento (includindo o armamento): 10,26m; comprimento: 7,26m; largura: 3,75m; altura: 3,09m
Motor: um Maybach HL 230 P 30 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 38km/h; alcance máximo: 110km

quinta-feira, 12 de março de 2009

Panzerkampfwagen VI Tiger


Em 1938 ja haviam notado que o PzKpfw IV teria de ser substituído por um tanque mais moderno no futuro. Inúmeros protótipos foram construídos por diversas empresas alemãs, mas nenhuma versão foi construída. Em 1941, uma ordem foi emitida para a Henschel sobre um tanque de 36 toneladas chamado de VK 3601 que deveria ter a velocidade máxima de 40km/h, uma boa blindagem e um poderoso canhão. Um protótipo deste tanque foi construído, mas um futuro desenvolvimento foi abandonado devido a uma nova requisição emitida em Maio de 1941, em que o novo protótipo, VK 4501, deveria pesar em torno de 45 toneladas. Esta nova versão deveria estar equipada com o temido canhão de 88mm. Foi decidido que o protótipo estivesse concluído no proximo aniversário de Hitler, dia 20 de Abril de 1942.


Como o tempo era curto, a Henschel incorporou idéias do VK 3601 e outro tanque chamado VK 3001(Henschel). O resultado foi o VK 4501(H). A Porsche também entrou com seu próprio projeto, o VK 4501(Porsche). Ambos protótipos estavam prontos no aniversário de Hitler e o projeto da Henschel foi escolhido para entrar em produção em Agosto de 1942 sob a designação de PzKpfw VI Tiger Ausf E (SdKfz 181).

O Tiger esteve em produção de Agosto de 1942 até Agosto de 1944 e um total de 1.350 foram construídos. Foi então substituído em produção pelo Tiger II. Cerca de 90 VK 4501(P) foram construídos e transformados em destruidores de tanques com sua arma de 88mm sob a designação de Panzerjäger Tiger Ferdinand (SdKfz 184) em homenagem a seu criador, Ferdinand Porsche.


Havia três variantes do Tiger, sendo elas o Tiger tanque de comando (Befehlspanzer Tiger) e o Sturmtiger, cuja estrutura era equipada com um lançador de foguetes. Apenas 10 Sturmtiger foram construídos. O Tiger tinha uma poderosa arma e uma boa blindagem, mas era muito difícil de produzí-lo. Sua suspensão podia ficar obstruída por pedras e lama, que congelava durante o inverno e imobilizava o tanque. Quando o Tiger viajava por estradas, uma esteira de 51,5cm era utilizada, e fora da estrada, uma esteira de 71,5cm era usada.

Seu armamento principal consistia de uma arma KwK 36 de 88mm e três metralhadoras MG 34. Cerca de 84 cartuchos de 88mm eram levados para a arma principal e 5.850 cartuchos eram levados para as metralhadoras. O Tiger foi visto pela primeira vez pelos britânicos na Tunísia e depois foi utilizado pelas alemães em todas as frentes de batalha.

Especificações do PzKpfw VI Tiger Ausf E

Tripulação:5
Peso: 55.000kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 8,24m; comprimento: 6,40m; largura: 3,73m; altura: 2,86m
Motor: um Maybach HL 230 P 45 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 38km/h; alcance máximo: 100km/h

quarta-feira, 11 de março de 2009

Panzerkampfwagen V Panther


Em 1941, o tanque alemão mais poderoso encontrado em serviço era o PzKpfw IV. O trabalho para o desenvoldimento de um tanque novo teve inicio em 1937, mas o progresso foi devagar devido a mudanças no seu requerimento. Em 1941, a Henschel e a Porsche haviam completado, cada uma, os protótipos de um novo tanque entre 30 e 35 toneladas designados de VK 3001(H) e VK 3001(P) respectivamente. Estas versões não foram produzidas. Mais desenvolvimento foi feito e resultou no Tiger (VK 4501). Mas em 1941, um novo requerimento pedia uma arma de 75mm, melhor blindagem e maiores rodas para uma melhor mobilidade. Para este novo requerimento, a Daimler-Benz criou o VK3002(DB) e a MAN o VK 3002(MAN). O primeiro projeto era uma cópia do T-34, e o projeto da MAN foi aceito.


Os primeiros protótipos do tanque chamado Panzerkampfwagen V Panther (SdKfz 171) ficaram prontos em Setembro de 1942, com os primeiros modelos de linha de produção ficando prontos apenas dois meses depois. Ao mesmo tempo, a Daimler-Benz preparava-se para iniciar a produção do Panther, e, em 1943, a Henschel e a Niedersachen também foram trazidas ao programa. Foi planejado construir 600 tanques Panther por mês, mas os bombardeiros aliados mantiveram a produção em no máximo 330 veículos por mês. Em 1945, apenas 4.800 tanques Panther haviam sido fabricados.

Um comandante de tanque em seu Panther.

O Panther foi colocado em produção apressadamente, sem que os devidos testes tivessem sido feitos, e inúmeros problemas começaram a aparecer, consequentemente a confiança da tripulação no tanque foi afetada. Os primeiros Panthers foram mais perdidos por falhas mecânicas do que por ação inimiga. O Panther viu serviço primeiramente no Front Oriental em Julho de 1943 durante as batalhas de Kursk, e desde então, foi utilizado em todas as frentes de batalha. Assim que os problemas mecânicos foram superados, a confiança da tripulação do tanque voltou. Muitos dizem que o Panther foi o melhor tanque alemão da guerra. Após a guerra, inúmeros tanques Panther froam utilizados pelo Exército Francês.


O primeiro modelo foi o PzKpfw V Ausf A, que era realmente um modelo de pré-produção. O PzKpfw Ausf B e Aus C nunca entraram em produção. Outros modelos foram o Ausf D e outro modelo que por alguma razão, também chamado de PzKpfw V Ausf A, que foi muito utilizado na Normandia. E finalmente o PzKpfw Ausf G. Variações do Panther incluíam um modelo para observação (Beobachtungspanzer Panther), o destruidor de tanques Jagdpanther e outra versão de veículo de comando (Befehlspanzer Panther). O armamento principal do Panther consistia de uma arma de 75mm, cujo 79 cartuchos eram levados e três metralhadoras MG 34 de 7,92mm.

Especificações do PzKpfw Panther Ausf A

Tripulação: 4
Peso: 45.500kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 8,86m; comprimento: 6,88mm; largura: 3,43m; altura: 3,10m
Motor: um Maybach HL 230 P 30 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 46km/h; alcance máximo: 177km

Um video sobre o Panther logo em seguida. Em inglês.

terça-feira, 10 de março de 2009

Panzerkampfwagen IV


O Panzerkampfwagen IV permaneceu em produção durante toda a Segunda Guerra Mundial e foi a espinha dorsal das divisões blindadas alemãs. Em 1934, o Departamento de Armas do Exército Alemão emitiu um requerimento de um tanque médio que deveria ocupar a quarta companhia de tanques de cada batalhão de blindados. A Rheinmetall-Borsig construiu o VK 2001(Rh), a MAN propôs o VK 2002(MAN) e a Krupp veio com o VK 2001(K). No final, a Krupp tornou-se responsável por todo o veículo, que também era conhecido como Bataillons Führerwagen (veículo do comandante de batalhão). Este blindado entrou em produção na fábrica da Krupp-Grusonwerke em Magdeburg como PzKpfw IV Ausf A, ou SdKfz 161. Este modelo era equipado com uma arma de 75mm e duas metralhadora de 7,92mm. 122 cartuchos de 75mm e 3.000 cartuchos de 7,92mm eram levados. A blindagem variava entre 20mm e 14,5mm. Poucos modelos Ausf A foram produzidos entre 1936 e 1937.


O modelo seguinte foi o PzKpfw IV Ausf B, que tinha uma melhor blindagem, um melhor motor e outras pequenas melhorias. Este modelo esteve em produção durante um longo período, mas, ameaçado pelas armas antitanque inimigas, mais blindagem foi adicionada e melhores armas equipadas. O último modelo a ser produzido foi o PzKpfw IV Ausf J que apareceu em Março de 1944. Um total de 9.000 Panzers IV foram produzidos. O chassi do PzKpfw IV era também utilizado em outros veículos como o destruidor de tanques Jagdpanzer IV.


Um típico PzKpfw IV era o Ausf F2, que tinha uma blindagem de aço soldado de 50mm e de 60mm no modelo anterior. O motorista sentava-se na frente ao lado esquerdo com o operador da metraladora e do rádio a seu lado. O comandante e mais dois tripulantes ficavam no centro do veículo. Havia duas entradas na torre, uma de cada lado. O motor localizava-se na parte traseira, a transmissão era manual, sendo que havia 6 marchas mais a marcha ré. O armamento principal consistia de uma arma KwK de 75mm que podia disparar diversos tipos de projéteis e duas metralhadoras de 7,92mm. Cerca de 87 cartuchos de 75mm e 3.192 cartuchos de 7,92mm eram carregados. Havia controles manuais para a torre em caso de emergência. A blindagem adicional e o armamento pesado aumentaram o peso do veículo até que no último modelo de produção ele pesava 25 toneladas.

Especificações do Panzerkampfwagen IV Ausf H

Tripulação: 5
Peso: 25.000kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 7,02m; comprimento: 5,89m; largura: 3,29m; altura: 2,68m
Motor: um motor Maybach HL 120 TRM de 12 cilindros desenvolvendo 300hp
Performance: velocidade máxima: 38km/h; alcance máximo: 200km

domingo, 8 de março de 2009

Panzerkampfwagen III


Na metade da década de 30 foi decidido que cada batalhão de tanques deveria ter três companhias de tanques leves/médios e outra companhia de tanques médios melhores equipados. O primeiro veio a ser o Panzerkampfwagen III (Pzkpfw III) ou SdKfz 141, e o outro o Panzerkampfwagen IV (PzKpfw IV) que deveria permanecer em produção durante toda a Segunda Guerra Mundial.

Panzer III na Rússia.

Em 1935, o Departamento de Armas emitiu contratos para a construção de um protótipo para as empresas Daimler-Benz, Krupp, MAN e Rheinmetall-Borsig. Logo no início foi decidido que o tanque deveria ter uma arma de 37mm que utilizasse o mesmo tipo de munição das armas antitanque utilizadas pela infantaria. Provisões foram feitas para que uma arma de 50mm fosse utilizada caso necessário. Seguindo os testes com os protótipos, o modelo da Daimler-Benz foi escolhido.


Os primeiros modelos, PzKpfw III Ausf A, Ausf B e Ausf C foram produzidos em pequenos números, e diferenciavam-se apenas na suspensão. Em 1939, ele ja estava em serviço, e sua produção ja estava em andamento. O PzKpfw III foi utilizado pela primeira vez em combates na invasão da Polônia. Os próximos modelos foram o PzKpfw III Ausf D que tinha uma blindagem mais leve e o Pzkpfw III Ausf F que tinha um melhor motor e um melhor armamento.

Panzer III no norte da África.

Em 1939, foi decidido levar adiante o modelo com a arma de 50mm, e ele entrou em produção em 1940 sob a designação PzKpfw III Ausf F. Este modelo foi seguido pelo PzKpfw III Ausf G, que tinha um armamento similar e um motor melhor. Para as operações no norte da África ele foi equipado com um kit tropical. Para a invasão da Inglaterra foi feita uma versão especial para adaptar-se melhor na água, mas como a invasão não ocorreu ele foi utilizado na invasão da União Soviética com sucesso.


A arma de 50mm L/42 era inadequada contra os T-34 soviéticos, então a arma L/60 foi instalada. O projétil desta arma tinha uma velocidade superior e os veículos equipados com esta arma eram designados de Pzkpfw III Ausf J. Em 1942, a maioria dos veículos ja não utilizava a arma de 37mm. O próximo modelo foi o Pzkpfw Ausf L, que tinha uma blindagem ainda mais aprimorada que aumentava o seu peso para 22 toneladas, o dobro do peso do projeto original.


O PzKpfw III Ausf M e Ausf N eram equipados com a arma L/24 de 75mm que foi instalada no Pzkpfw IV. Em torno de 64 cartuchos eram carregados para esta arma. A produção do Pzkpfw III foi finalmente completada em Agosto de 1943. Muitas armas autopropulsadas utilizavam o chassi do Pzkpfw III.



Outras variações incluíam um modelo de recuperação de veículos blindados, um modelo de observação (Panzerbeobachtungswagen) e um de comando (Panzerbefehlswagen III). Em torno de 15.000 chassis foram produzidos para os tanques e armas autopropulsadas. O motorista localizava-se na frente á esquerda com o operador da metralhadora e do rádio ao lado direito e os outros três no meio do veículo para operar a torre. O motor localizava-se na parte traseira do veículo.

Especificações do PzKpfw III Ausf M

Tripulação: 5
Peso: 22.300kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 6,41m; comprimento: 5,52m; largura: 2,95m; altura: 2,50m
Motor: um motor Maybach Hl 120 TRM de 12 cilindros desenvolvendo 300hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 40km/h; alcance máximo: 175km

segunda-feira, 2 de março de 2009

Panzerkampfwagen II


Em 1934, os contratos para o desenvolvimento do Panzerkampfwagen II foram ganhos pelas empresas Henschel, Krupp e MAN. Após a avaliação dos projetos, o modelo da MAN foi escolhido para desenvolvimento, sendo a MAN responsável pelo chassi e a Daimler-Benz responsável pela estrutura. O Panzerkampfwagen II foi também produzido pela Famo, MIAO e Wegmann. Este tanque foi a espinha dorsal das divisões blindadas alemãs durante a invasão da França e também viu serviço na invasão da União Soviética, mas nesse período foi considerado obsoleto por conta de sua pouca blindagem e seu baixo poder de fogo. Foi planejado mais como um veículo de treinamento do que de combate.


Os primeiros PzKpfw II Ausf A foram entregues em 1935, e eram equipados com um canhão de 20mm e uma metralhadora de 7,92mm. Era feito para três tripulantes e pesava 7,2 toneladas. Testes mostraram que o seu motor de 130hp não era suficiente, e foi então introduzido um motor de 140hp nos PzKpfw II Ausf B. O PzKpfw II Ausf C foi introduzido em 1937, e tinha uma melhor blindagem. Em 1938, o PzKpfw II Ausf D e Ausf E foram introduzidos, e tinham novas barras de torção que permitiam uma maior velocidade na estrada, apesar que a velocidade fora da estrada era inferior aos modelos anteriores. O último modelo a ser produzido foi o PzKpfw II Ausf F, que apareceu em 1940, ele tinha uma blindagem de 35mm na frente e de 20mm nos lados, isso aumentou o peso para 10 toneladas, que, consequentemente, diminuiu sua velocidade.

A torre e a estrutura eram feitas de aço soldado. O motorista ficava á direita na frente e os outros dois operadoras ficavam no centro do veículo. O motor localizava-se na parte traseira do veículo. 180 projéteis eram levados para o canhão de 20mm e a metralhadora de 7,92mm (cujo 1.425 cartuchos eram levados) localizava-se na direita da torre.


O Pzkpfw II também foi muito utilizado em unidades rápidas de reconhecimento. Uma interessante variante deste veículo era uma versão anfíbio deste tanque que foi produzido para a invasão da Inglaterra em 1940. Este modelo tinha uma hélice que fornecia uma velocidade de 10km/h na água. Havia outra versão, que utilizava um lança-chamas, o Flammpanzer II. 100 destes modelos encontravam-se em serviço em 1942.

Quando o tanque básico tornou-se obsoleto, o chassi foi rapidamente alterado para outras tarefas. Uma destas versões utilizava uma arma soviética de 7,6 cm que ficou conhecida como Marder I. Esta versão foi seguida pelo Marder II que era equipado com uma arma alemã antitanque de 7,5 cm. Cerca de 1.200 destes veículos foram produzidos ou convertidos. Havia também o Wespe, com uma arma de 10,5 cm que foi produzida na Polônia até 1944.

Especificações do Pzkpfw II Ausf F

Tripulação: 3
Peso: 10.000kg
Dimensões: comprimento: 4,64m; largura: 2,30m; altura: 2,02m
Motor: um Maybach de seis cilindros desenvolvendo 140hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 55km/h; alcance máximo: 200km

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Panzerkampfwagen I


Em 1933, o Departamento de Armas do Exército Alemão lançou um requerimento para um veículo de blindagem leve que pesasse em torno de 5.000kg e que pudesse ser utilizado para treinamento. Cinco companhias apresentaram seus protótipos. Após os testes, o projeto da Krupp foi aceito para desenvolvimento, sendo a Krupp responsável pelo chassi e a Daimler-Benz responsável pelo resto da estrutura. A produção do primeiro lote de 150 veículos iniciou-se em Julho de 1934 sob a designação Pzkpfw I Ausf A com um motor M 305, Krupp, que desenvolvia apenas 57 cavalos de força. Mas, no próximo lote, Ausf B, tinham um motor mais forte, e isso significava que o veículo teria de ser mais comprido. Este modelo era um pocuo mais pesado, mas seu motor mais forte, dava-o uma velocida de 40km/h na estrada. Em 1935, 800 destes já encontravam-se em serviço.


O Panzerkampfwagen I foi primeiramente utilizado na Guerra Civil Espanhola. No início da invasão da Polônia, em 1939, 1.445 estavam em serviço. Os Alemães ja haviam notado era mal adaptado para o serviço nas linhas de frente por causa de seu baixo poder de fogo e de sua leve blindagem. Na invasão da França, em 1940, apenas 523 PzKpfw foram utilizados, ainda que muitos ainda estevissem em serviço na Alemanha e na Polônia. Em 1941, o PzKpfw I ja havia sido retirado das linhas de frente, apesar que o modelo de comando Panzerbefehlwagen I continuou em serviço.


Uma vez que o tanque leve tornou-se obsoleto, o seu chassi passou por conversões para executar outros tipos de serviços. Carregar munições e outras tipos de cargas era um de seus serviços. Uma arma tcheca de 47-mm foi instalada em alguns destes tanques e foram utilizados no Norte da África. Mas logo esta arma tornou-se obsoleta conforme os tanques tornavam-se mais blindados. Outro modelo era um que tinha uma arma de 15cm instalada em uma nova estrutura, mas por ser muito pesada, apenas 40 foram feitas.

A torre localizava-se no centro do veículo, equipada com duas metralhadoras de 7,92mm, 525 cartuchos eram carregados para cada uma. O motorista sentava-se a esquerda da torre.

Especificações do Pzkpfw I Ausf B

Tripulação: 2
Peso: 6.000kg
Dimensões: comprimento: 4,42m; largura: 2,06m; altura: 1,72m
Motor: um motor Maybach NL38TR de seis cilindros desenvolvendo 100hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 40km/h; alcance máximo: 140km