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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

BT-7


Quando o grupo de trabalho de tanques do Exército Vermelho decidiu modernizar seus tanques durante a década de 20, foi autorizado ao seu departamento de projetos utilizar qualquer fonte que eles gostassem para obter as melhores idéias disponíveis. Muitos conceitos de projetos prometedores foram pesquisados, entre eles, havia idéias do americano J. Walter Christie. Seus projetos de suspensões avançadas não tiverem nenhum efeito em seu país. Mas os soviéticos abraçaram seu conceitos com vontade e os levaram para desenvolvimento. As suspensões de Christie foram integradas aos tanques da série BT (bystrochodya tank, ou tanque rápido).


Os primeiros da série BT eram cópias exatas de um protótipo de Christie que fora entregue a União Soviética em 1930, e designado de BT-1. O primeiro modelo soviético foi o BT-2. Á paritr de 1931, a série BT progrediu através de uma série de desenvolvimentos até chegar ao BT-7. O BT-7 era um tanque ágil e rápido que era destinado as divisões de cavalaria da União Soviética. Seu motor era um motor de aeronave convertido. A suspensão utilizada eram as barras de torção de Christie, que permitiam uma grande flexibilidade em altas velocidades.


Era um tanque muito popular entre seus operadores, e era um tanque muito confiável. Na época em que apareceu já havia muitas variantes, como tanques lança-chamas e outras versões com uma arma principal de 76,2mm. Algumas versões experimentais incluiam tanques anfíbios.

O BT-7 tinha uma grande desvantagem que era sua pouca blindagem. Em toda a série BT a blindagem foi sacrificada pela velocidade e mobilidade e, em 1939, ele provou ser muito vulnerável contra armas anti-tanque. O BT-5 demonstrou esse problema na Guerra Civil Espanhola e mesmo que o BT-7 tivesse uma blindagem extra, ainda não era suficiente como foi revelado na Guerra de Inverno.

BT-5.

Apesar do BT-7 ter servido antes da invasão alemã, alguns ainda encontravam-se em serviço em 1941. Mas eles saíram-se mal contra os panzers por causa de suas formações ruins e muitos foram perdidos simplesmente por causa de má manutenção e mal treinamento de seus tripulantes. Ao final de 1941, os tanques BT-7 haviam sido praticamente eliminados.

Especificações do BT-7

Tripulação: 3
Peso: 14 toneladas
Motor: um motor M-17T V-12, desenvolvendo 500hp
Dimensões: comprimento: 5,66m; largura: 2,29m; altura: 2,42m
Performance: velocidade máxima na estrada: 86km/h; alcance máximo: 250km
Armamento: arma principal de 44mm e duas metralhadoras de 7,62mm
Blindagem: variava entre 10mm e 22mm

Abaixo, uma cena do filme soviético "Tractoristy", de 1938, que contém cenas dos tanques BT-7, BT-5 e T-35 sendo utilizados.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

T-34


O tanque médio T-34 tornou-se uma lenda e foi uma das armas que ganhou a Segunda Guerra Mundial. Ele teve sua origem no tanque BT-7 e seus antepassados. Os primeiros resultados das séries BT conhecidos como A-20 e A-30, produzidos em 1938 como desenvolvimentos do BT-IS, acabaram para favorecer um tanque pesado mais blindado com uma arma mais forte conhecido como T-32. No T-32 podem ser observadas muitas características que iriam fazer parte do T-34.

Com o requerimento de mais blindagem nos tanques nasceu o T-34. A produção iniciou em 1940 e o modelo T-34/76A logo encontrava-se nas linhas de produção em massa. Quando os Alemães invadiram a União Soviética em 1941, tiveram uma surpresa, pois a blindagem do T-34 (mínima de 18mm e máxima de 60mm) aguentava quase todas as armas antitanques alemãs e seu poderosos canhão IV30 de 76,2mm, que logo seria substituído pelo ainda mais poderoso IV40, era efetivo contra a maioria dos Panzers. Seu armamento secundário consistia de duas metralhadoras de 7,62mm.

De 1941 em diante, o T-34 foi produzido em inúmeros modelos, a maioria deles com poucas diferenças externas. As demandas de produção requeriam bastante atividade e mesmo com muitas linhas industriais desativadas após 1941, o T-34 era entregue aos milhares. Métodos para salvar tempo, como deixar superfícies sem pintura, eram utilizados na sua produção. O próximo modelo foi o T-34/76B.


Em serviço, o T-34 era utilizado em todas as missões como combates, reconhecimento, engenharia e veículos de recuperação. Ele podia ser transformado em um blindado de trasnporte ao simplesmente carregar soldados em sua carenagem por longas distâncias. Estas tropas transportadas pelos T-34 tornaram-se o flagelo das tropas Alemãs quando estes ja encontravam-se na defensiva.

Sucessivos desenvolvimentos acarretaram no T-34/76C que tinha uma maior torre, T-34/76D que tinha uma torre hexagonal e provisão para tanques de combustível ejetáveis, T-34/76E com uma cúpula na torre que era feita toda de construção soldada, T-34/76F que era igual ao modelo 76E mas o método empregado na construção de sua torre era diferente. A arma de 76,2mm foi substituída pela arma de 85mm do tanque pesado KV-85 e essa versão passou a ser denominada de T-34/85. Versões com armas de 85mm, 100mm e 122mm também foram produzidas. Havia até versões equipados com lança-chamas.

Foi como tanque de batalha que o T-34 teve seu maior êxito. Disponível em grandes números ele teve a supremacia nos campos de batalha forçando os Alemães para a defensiva e ganhando para a União Soviética a Grande Guerra Patriótica.


Especificações do T-34/76A

Tripulação
: 4

Peso
: 26 toneladas

Motor
: um V-2-34 V12 movido a diesel desenvolvendo 500hp

Dimensões
: comprimento: 5,92m; largura: 3m; altura: 2,44m

Performance
: velocidade máxima na estrada: 55km/h; alcance máximo: 186km

Armamento: uma arma de 76,2mm e duas metrlhadoras de 7,62mm

T-34 Modelo 1941/42, Front de Leningrado, 1942.

T-34 Modelo 1943, Guards Tank Brigade, Front de Leningrado, 1943.

T-34 Modelo 1943, Regimento de Tanque da Engenharia, 1944. Equipado com o destruidor de minas.

T-34 Modelo 1943, Guards Tank Brigade, Front de Leningrado, 1943.

T-34 modelo 1943, SS Panzer Division "Das Reich", Kursk.

T-34-85, Front Ucraniano, 1944.

T-34

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

KV-VI Behemoth


"Ele não precisa fazer curvas, ele irá direto á Berlim"
Disse Stalin quando questionado sobre o projeto do KV-VI Behemoth.

Desde o colapso da União Soviética, muitas infoormações sobre armamentos secretos desenvolvidos pelo Exército Vermelho começaram a aparecer, e um dos mais fascinantes é o tanque KV-VI Behemoth.

Em Julho de 1941, Stalin soube de um tanque KV-II que sozinho segurou a 6º Divisão de Panzers por um dia inteiro. Com o incrível sucesso deste tanque, Stalin ordenou um projeto de um super tanque baseado no KV-II. Ele deveria ter três torres, ser pesadamente armado e blindado e capaz de se defender de qualquer tipo de ataque.

O projeto foi entregue para o grupo Kotin/Barkov. Quando os projetistas reclamaram para o Secretário-Geral do Partido Comunista da União Soviética que a insistência em ter três torres deixaria o tanque muito longo para ter um raio de curvatura aceitável. Ele respondeu: "Ele não precisa fazer curvas, ele irá direto á Berlim."

O KV-VI Behemoth era um tanque de múltiplas torres que utilizava componentes dos tanques KV-I, KV-II, BT-5, T-60 e T-38. O uso de projetos de tanques já existentes foi necessário devido a pressão do Secretário-Geral e as tensões impostas na indústria soviética pelos invasores alemães. Por causa do seu massivo peso, o tanque foi equipado com mecanismos de enchimento que o permitiam atravessar rios de até 2,7 metros de profundidade. O tanque também era equipado com uma torre de observação removível que poderia ser utilizada para direcionar os obuses e os foguetes.

Histórico Operacional

O primeiro KV-VI Behemoth ficou pronto em Dezembro de 1941 e foi enviado para a defesa de Moscou. Na sua primeira ação, durante uma densa neblina de inverno, a torre traseira acidentalmente atirou contra a torre do meio, a explosão resultante destruiu o tanque completamente.

O segundo tanque ficou pronto em Janeiro de 1942 e foi enviado a Leningrado. Este tanque tinha um indicador instalado que mostrava quando outra torre estava na linha de tiro. No seu ataque inicial contra os alemães, o tanque quebrou ao meio quando atravessava uma ravina e uma faísca atingiu o combustível do lança-chamas, que resultou na total destruição do tanque.

O terceiro KV-VI Behemoth (mostrado na foto) era reforçado e também foi enviado a Leningrado, em 1942. Ele derrubou três aviões alemães, mas em seu primeiro ataque contra posições alemãs, o KV-VI Behemoth estava atirando contra os inimigos, quando coincidentemente, todas as torres atiraram na posição 3 horas ao mesmo tempo. O grande recuo causado pela força dos canhões inclinou o tanque para dentro de um trincheira. As munições de 152mm armazenadas dentro do tanque bateram-se fortemente, o que eu causou uma explosão que destruiu o tanque.

Depois de todas estas falhas, Stalin cancelou o projeto, e muitos dos projetistas do KV-VI Behemoth passaram o resto de suas vidas na Sibéria. Entre os poucos alemães que encontraram o KV-VI, eles o apelidaram de "Orquestra de Stalin", devido a variedade de armas encontradas.

Especificações do KV-VI Behemoth

Tripulaçõs: 15 homens e um comissário
Comprimento:
15 metros
Largura: 3 metros
Altura: 4,5 metros
Altura/torre levantada:
11 metros
Peso:
138 toneladas
Motor:
3 motores X V-2 at 600 Hp cada
Velocidade Máxima:
20,9 km/h
Alcance máximo:
157 km na estrada; 69 km off-road
Blindagem:
máxima: 160mm; mínima: 7mm
Armamento:
2 X 152mm; 2 X 76.2mm; 1 X 45mm; 2 X 12.7mm DShK; 2 X 7.62mm Maxim; 14 X 7.62mm DT; 16 Foguetes BM-13 ; 2 Lança-chamas Modelo 1933