O Kfz 15 era utilizado como um veículo de comunicações e tinha lugar para quatro pessoas. Os chassis utilizados eram: em 1933/1938 o Horch 830 e 830B1, em 1937/1939 o Wanderer W23S e em 1939/1940 o Mercedes-Bens 340. O Mercedes-Benz 340 era uma versão maior do 320 e tinha uma longa distância entre eixos que prejudicava sua performance. Teve sua produção interrompida para favorecer a produção de outro veículo cross-country.
Especificações do Mercedes-Benz 340
Dimensões: comprimento: 4,44m; largura: 1,68m; altura: 1,73; entre eixos: 3,12m Peso: 2405kg Motor: um Mercedes-Benz de 6 cilindros desenvolvendo 60hp
O Exército Alemão fez extensivo uso de carros comerciais, o Auto-Union/Horch Typ 830 foi um dos muitos carros que esteve em serviço durante a guerra. Ele teve participação em quase todos os cenários da guerra, carregando armas leves para a infantaria ou servindo como um veículo de comunicação via rádio. A sua produção cessou em 1937.
No período seguinte a Primeira Guerra Mundial, o Exército Francês decidiu adotar um novo cartucho padrão, de 7,5mm. O novo cartucho foi adotado em 1924, mas alguns testes demonstraram que o este novo cartucho nãe era seguro, e em 1929, ele foi modificado. Neste mesmo ano, a França decidiu adotar um novo rifle para a nova munição, mas só em 1932 o protótipo ficou pronto. Após muitos testes o rifle foi aceito, em 1936.
O novo rifle era o Fusil MAS 36 (Manufacture d'Armes de Saint-Etienne). A produção deste novo rifle foi tão lenta, que um programa para converter antigos rifles foi adotado. Até 1939 apenas algumas unidades francesas estavam equipadas com o MAS 36, a maioria eram tropas da linha de frente. Esta arma tornou-se, durante um certo tempo, a preferida das forças em exílio da França Livre. Os Alemães tomaram diversos Rifles MAS 36 e os utilizaram sob o nome de Gewehr 242 em suas missões contra revoltosos no território francês ocupado.
Havia algumas variantes do MAS 36 como o MAS 36 CR39, cuja intenção era ser utilizada por pára-quedistas, mas somente alguns foram produzidos e poucos aparecem em serviço. Quando a guerra acabou, o Exército Francês utilizou o MAS 36 durante muitos anos na África e na Indochina. Muitos ainda encontram-se em uso cerimonial.
Especificações do MAS 36
Calibre: 7,5mm Comprimento: 1.019mm Comprimento do cano: 574mm Peso: 3,67kg Velocidade do projétil: 823m/s Pente: 5
Em Maio de 1936, o Exército Imperial do Japão emitiu a especificação para um bombardeiro leve requerido para substiruir o Mitisubishi Mi-2 e o Kawasaki Ki-3 que encontravam-se em serviço. O protótipo do Mitisubishi Ki-30 era um avião monoplano de asa média com um motor radial Mitisubishi Ha-6 de 815hp e, voou pela primeira vez em 28 de Fevereiro de 1937. Está aeronave se saiu bem, mas foi decidido que outra aeronave seria construída e testada com um motor radial Nakajima Ha-5 KAI. Está aeronave demonstrou uma melhor performance. As primeiras aeronaves foram entregues em Janeiro de 1938. Dois meses mais tarde, o Ki-39 foi colocado em produção.
Foi utilizado primeiramente em 1938 na China e o Ki-30 teve um bom desenpenho neste teatro de guerra, eles tinham um caça de escolta. Mas assim que os Aliados estavam prontos para combater com caças os Ki-30, que encontravam-se sem escoltas, eles imediatamente começaram a sofrer grandes perdas e foram colocados para uso de segunda linha. Os Aliados chamavam o Ki-30 de "Ann". Poucos foram vistos no inicio da guerra. Uns 704 foram construídos até a produção cessar em 1941. Muitas destas aeronaves acabaram como kamikazes no fim da guerra.
Especificações do Mitisubishi Ki-30
Tipo: bombardeiro leve de dois assentos Motor: um motor radial Nakajima Ha-5 AI de 950hp Performance: velocidade máxima: 423km/h á 4.000 metros de altura; velocidade de cruzeiro: 380km/h; teto de serviço: 8.570 metros; alcance: 1.700km Peso: vazio: 2.230kg; máximo na decolagem: 3220kg Dimensões: envergadura: 14,55 metros; comprimento: 10,35 metros; altura: 3,65 metros; área da asa: 30,58m²
Entre os muitos experimentos da Alemanha ao fim da guerra, está o Bachem BA 349 Natter, era um míssil pilotado, semi-dispensável e lançado verticalmente. Projetado sob a liderança de Erich Bachern, a maioria dos seus componentes eram feitos de madeira, era propulsado por um foguete Walter 109-509A-2 (o mesmo do Messerschmitt 163). Para a decolagem, quatro foguetes de combustível sólido Schmidding forneciam 4.800kg força de impulso por dez segundos antes de serem ejetados. O BA 349 Natter deveria ser lançado na aproximação de bombardeiros aliados, o piloto escolheria seu alvo e dispararia seus 24 foguetes Föhn de 7,3cm . Ele então ejetaria o nariz da aeronave e abriria seu próprio paraquedas. A aeronave podia ser reutilizada.
Os testes começaram em Outubro de 1944. Em Fevereiro de 1945, foi feito o primeiro lançamento vertical não tripulado. Mas, no primeiro voo de teste tripulado o canopy falhou e o piloto, Lothar Siebert, morreu. Uns vinte BA 349 foram construídos, e uns dez designados á Kirchheim, mas antes que qualquer bombardeiro aliado pudesse ter sido interceptado, as instalações foram tomadas pelas tropas aliadas que avançavam.
Especificações do Bachem BA 349 Natter
Tipo: interceptador de assento único dispensável Motor: um foguete Walter 109-509A-2 de combustpivel líquido desenvolvendo 1.700kg força de impulso (70 segundos de duração) e quatro foguetes Schmidding 109-553 de 1.200kg força de impulso de combustível sólido e ejetáveis (10 segundos de duração) Performance: velocidade máxima: 800km/h ao nível do mar; taxa de subida inicial: 11.140m por minuto; teto de serviço: 14.000m; raio de ação: 40km Peso: carregado no lançamento: 2.200kg Dimensões: envergadura: 3,60m; comprimento: 6,10m; área da asa: 2,75m² Armamento: 24 foguetes Föhn de 7,3cm
Os Soviéticos desenvolveram através dos anos, um considerável talento para inovações em pequenas armas. O primeiro foi o Avtomaticheskaia Vintovka Simonova (AVS36), introduzido em 1936. Apesar de muitos terem sido fabricados, o AVS não fez muito sucesso, ele produzia um enorme recuo, além de que a sujeira e a poeira entravam facilmente nos seus mecanismos. O AVS viu pouco serviço.
SVT40 sendo utilizado por alemães.
O SVT 38 (Samozariadnya Vintovka Tokareva) que substituiu o AVS em 1938 foi projetado por V.F. Tokarev. Era operada a gás, como o AVS, e para reduzir seu peso, seus mecanismos eram muito fracos para aguentarem um uso prolongado, além de frequentes problemas como partes quebradas. A produção do SVT38 encerrou em 1940 para ser subistitído pelo SVT40 que tinha o quase o mesmo tipo de mecanismo, porém era feito muito mais robusto, que resultou em uma arma muito melhor. Mas ainda tinha o problema de um forte recuo. Em ordem de obter o melhor do SVT40, a arma era normalmente utilizada por soldados bem treinados que poderiam utilizar de todo o potencial de fogo rápido da arma. Algumas tinham miras telecópicas para snipers.
SVT40.
Quando os Alemães invadiram a União Soviética em 1941, eles logo se depararam com o SVT38 e o SVT40 e os utilizavam sob os nomes de Selbstladegewehr 258 e Selbstladegewehr 259 respectivamente. Uma vez que o mecanismo a gás foi examinado, ele foi copiado e utilizado no rifle Gewehr 43.
A produção do SVT40 na União Soviética continuou quase até o fim da guerra. O SVT40 teve grande influência nas futuras armas soviéticas, desde rifles automáticos até culminar no AK-47. Também causou um grande impacto nas táticas da infantaria soviética.
Especificações do SVT40
Calibre: 7.62mm Comprimento: 1,22m Comprimento do cano: 625mm Peso: 3,89kg Velocidade do projétil: 830m/s Pente: 10
Quando o grupo de trabalho de tanques do Exército Vermelho decidiu modernizar seus tanques durante a década de 20, foi autorizado ao seu departamento de projetos utilizar qualquer fonte que eles gostassem para obter as melhores idéias disponíveis. Muitos conceitos de projetos prometedores foram pesquisados, entre eles, havia idéias do americano J. Walter Christie. Seus projetos de suspensões avançadas não tiverem nenhum efeito em seu país. Mas os soviéticos abraçaram seu conceitos com vontade e os levaram para desenvolvimento. As suspensões de Christie foram integradas aos tanques da série BT (bystrochodya tank, ou tanque rápido).
Os primeiros da série BT eram cópias exatas de um protótipo de Christie que fora entregue a União Soviética em 1930, e designado de BT-1. O primeiro modelo soviético foi o BT-2. Á paritr de 1931, a série BT progrediu através de uma série de desenvolvimentos até chegar ao BT-7. O BT-7 era um tanque ágil e rápido que era destinado as divisões de cavalaria da União Soviética. Seu motor era um motor de aeronave convertido. A suspensão utilizada eram as barras de torção de Christie, que permitiam uma grande flexibilidade em altas velocidades.
Era um tanque muito popular entre seus operadores, e era um tanque muito confiável. Na época em que apareceu já havia muitas variantes, como tanques lança-chamas e outras versões com uma arma principal de 76,2mm. Algumas versões experimentais incluiam tanques anfíbios.
O BT-7 tinha uma grande desvantagem que era sua pouca blindagem. Em toda a série BT a blindagem foi sacrificada pela velocidade e mobilidade e, em 1939, ele provou ser muito vulnerável contra armas anti-tanque. O BT-5 demonstrou esse problema na Guerra Civil Espanhola e mesmo que o BT-7 tivesse uma blindagem extra, ainda não era suficiente como foi revelado na Guerra de Inverno.
BT-5.
Apesar do BT-7 ter servido antes da invasão alemã, alguns ainda encontravam-se em serviço em 1941. Mas eles saíram-se mal contra os panzers por causa de suas formações ruins e muitos foram perdidos simplesmente por causa de má manutenção e mal treinamento de seus tripulantes. Ao final de 1941, os tanques BT-7 haviam sido praticamente eliminados.
Especificações do BT-7
Tripulação: 3 Peso: 14 toneladas Motor: um motor M-17T V-12, desenvolvendo 500hp Dimensões: comprimento: 5,66m; largura: 2,29m; altura: 2,42m Performance: velocidade máxima na estrada: 86km/h; alcance máximo: 250km Armamento: arma principal de 44mm e duas metralhadoras de 7,62mm Blindagem: variava entre 10mm e 22mm
Abaixo, uma cena do filme soviético "Tractoristy", de 1938, que contém cenas dos tanques BT-7, BT-5 e T-35 sendo utilizados.
Em Outubro de 1940, a Repulogpégyar testou o protótipo de um avião de asa parasol para dois tripulantes utilizado para treino de pilotos chamado Repulogpégyàr Levente. Em 1943 foi feita uma versão modificada chamada de Levente II. Estes aviões foram utilizados pela Força Aérea da Hungria para comunicações até o fim da guerra.
Especificações do Repulogpégyàr Levente
Tipo: avião de dois assentos/avião de treino Motor: um motor Hirth HM 504 A-2 desenvolvendo 105hp Performance: velocidade máxima: 180km/h; velocidade de cruzeiro: 160km/h; teto de serviço: 4.500m; alcance: 650km Peso: 470kg; máximo na decolagem: 750kg Dimensões: envergadura: 9,45m; comprimento: 6,08m; altura: 2,53m; área da asa: 13,50m² Armamento: nenhum
O rifle Gewehr 98 de 7,92mm foi o rifle com que a Alemanha lutou durante a Primeira Guerra Mundial. Era um rifle Mauser que foi produzido pela primeira vez em 1898 mas seu projeto era baseado em um rifle datado de 1888. Em serviço, ele era um rifle resistente e confiável, mas nos anos seguintes a 1918 o Exército Alemão fez uma análise operacional que demonstrou que o rifle era muito longo e grande para ser utilizado nas frentes de batalha. Logo, os rifles Gewehr 98 entrarem em fase de modificação e ficaram conhecidos como Karabiner (Carabina) 98b, mas seu comprimento continuou o mesmo, poucas mudanças foram feitas.
O Karabiner98b ainda se encontrava em serviço em 1939, mas ja encontrava-se outra versão de um rifle Mauser mais curto conhecido como Karabiner 98k, porém, este rifle continuava sendo um longo rifle. O sufixo "k" signicava "kurz", curto em português. Este rifle era baseado numa versão comercial de um rifle Mauser, e foi amplamente produzido no período entre-guerra em países como a Bélgica, Tchecoslováquia e até China. A produção da versão alemã começou em 1935 e foi produzido em grande número. No início a produção era excelente, mas logo que a guerra começou o acabamento foi piorando até que ao fim da guerra a madeira utilizada era de péssima qualidade. Todo tipo de dispositivo foi criado para o Karabiner 98k, incluindo lançadores de granada e miras telescópicas. Havia variantes até para snipers.
Mesmo após a guerra o rifle continuou em produção. Sempre haverá discussão se o Karabiner 98k era melhor que o Lee-Enfield, M1903 Springfield ou o M1 Garand, mas apesar das suas desvantagens, o Karabiner 98k foi um rifle confiável e resistente. Poucos continuam em uso e outros são peças para colecionadores. Especificações do Gewehr 98
Calibre: 7,92mm Comprimento: 1,25m Comprimento do cano: 740mm Peso: 4,2kg Velocidade do projétil: 640m/s Pente: 5
Especificações do Karabiner 98k
Calibre: 7,92mm Comprimento: 1,10m Comprimento do cano: 600mm Peso: 3,9kg Velocidade do projétil: 755m/s Pente: 5
O Sonderkraftwagen (veículo especial) 2 kleines Kettenrad (half-track) foi desenvolvido inicialmente para o Exército Alemão e para unidades aerotransportadas e paraquedistas da Luftwaffe. Foi originalmente designado para ser um veículo rebocador de armas anti-tanque para unidades aerotransportadas. O primeiro destes veículos entrou em serviço em 1941. O modelo inicial de serviço era o NSU-101, um pequeno mas complexo veículo que podia levar até três pessoas, incluindo o motorista. O motor localizava-se embaixo e atrás do motorista. Além de peças de artilharia o veículo também podia rebocar um trailer projetado especialmente para ele que era capaz de levar combustível e munição.
Após a invasão de ilha de Creta por paraquedistas alemães, seu uso para rebocar peças de artilharia ja não era muito necessário e passou a ser utilizado como um veículo de transporte de suprimentos. O Kettenrad podia atravessar terrenos aparentementes instransponíveis, mas levava poucos suprimentos e rebocava até 450kg. Como poucos Kettenrads foram construídos, seu uso era reservado para missões de extrema dificuldade.
Soldados britânicos em um Kettenrad capturado.
A esta altura, havia uma proposta de se construir uma versão maior conhecida por HK102. Esta versão teria um motor maior e seria capaz de levar até cinco pessoas e levar mais carga. Mas em 1944 foi decidido que o Kettenrad era um caro luxo e que Exército Alemão não mais arcaria com as despesas de sua produção, o Kettenred então parou de ser produzido. O Kettenrad serviu até o fim da guerra. Havia duas versões, uma de alta velocidade que levava os cabos de telefones entre postos de comando e as frentes de batalha conhecida como SdKfz 2/1 e o SdKfz 2/2 que levava cabos pesados para quadros de distribuição.
Especificações do SdKfz 2
Tripulação: 3 Peso: 1.200kg Dimensões: comprimento: 2,74m; largura: 1m; altura: 1,01m Performance: velocidade máxima em estrada: 80km/h Armamento: nenhum