terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Consolidated B-24 Liberator


O Avião mais produzido nos Estados Unidos durante toda a guerra (a aeronave quadrimotor mais produzida no mundo), o B-24 Liberator, teve seu protótipo, XB-24, testado no dia 29 de Dezembro de 1939. Algumas pequenas mudanças foram feitas em 1940, até o primeiro modelo, B-24D, ser colocado em produção em 1941. Uma decisão política concentrou estas aeronaves no Pacífico, onde os modelos de longo alcance eram bastante efetivos. A maioria dos 2.738 B-24D foram utilizados contra o Japão. Alguns destes aviões serviram na oitava e na nona divisão da Força Aérea Americana no norte da África e na Europa.


Um total 791 B-24E tiveram suas hélices alteradas antes da produção ser alterada para o modelo B-24G, dos quais 430 foram construídos. Esta versão tinha uma torre de duas armas localizada no nariz do avião. 3.100 aviões B-24 também tiveram a mesma torre construída. As versões mais construídas foram a B-24J, das quais 6.678 foram construídas. O B-24L (1.667 foram construídos) tinha duas metralhadoras operadas manualmente localizadas na cauda. O B-24M (2.593 foram produzidos) tinha uma torre de duas armas localizada na cauda. Este grande esforço de produção, que produziu 18.313 aviões em 5 anos e meio, envolveu as indústrias Consolidated, Douglas, Ford e North American. Os B-24 também serviram junto da RAF e da Marinha Americana (sob a designação de PB4Y). Havia um versão para passageiros chamada C-87 e 282 foram produzidos.


Especificações do Consolidated B-24J Liberator

Tipo: bombardeiro médio ou pesado para oito ou dez tripulantes
Motor: quatro motores radiais Pratt & Whitney R-1830-65 de 1.200hp
Performance: velocidade máxima: 467km/h á 7.620m; sobe á 6.096 metros em 25 minutos; teto de serviço: 8.535 metros; alcance: 3.220km com uma carga de 3.992kg de bombas
Peso: vazio: 16.556kg; máximo na decolagem: 29.484kg
Dimensões: envergadura: 33,53m; comprimento: 20,47m; altura: 5,49m; área da asa: 97,36m²
Armamento: torres de duas armas no nariz, na cauda e na fuselagem superior, além de uma carga normal de 3.992kg de bombas

B-24 em ação.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Mikoyan-Gurevich Mig-3


Mesmo que o Mikoyn-Gurevich Mig-3 estivesse entre os caças mais rápidos da União Soviética, ele era de difícil manuseio, tinha pouco armamento e não era páreo para os caças BF 109G e Fw 190 alemães. Seu protótipo, 1-61, voou pela primeira vez na primavera de 1940. O projeto inicial incluia um motor V-12 Mikulin AM-35 de 1.200hp, que era o mesmo motor utilizado no Mig-1. Limitada pelo tamanho do motor, a aeronave tinha problemas de estabilidade e equipada com apenas três metralhadoras, o Mig-1 sofreu pesadas baixas nos primeiros meses da Operação Barbarossa.



O Mig-3 foi entregue durante a segunda metade de 1941, e provou ser um pouco melhor com um motor AM-35A de 1.350hp, que dava ao caça um velocida de máxima de 640km/h. Foi introduzido uma hélica de velocidade constante, um diedro aumentado nas asas e um canopy (canopla) deslizante. O manuseio estava não muito melhor, por isso, o Mig-3 foi transferido á aeronave de escolta de bombardeiros. Em 1942, duas metralhadoras de 12,7mm foram introduzidas sob as asas. Gradualmente, o Mig-3 foi sendo substitído por caças de motor radial como o La-5. A produção atingiu o número de 3,442 Mig-3, cujo pelo menos cem aeronaves eram do modelo Mig-1.

Especificações do Mikoyan-Gurevich Mig-3

Tipo: caça de assento único
Motor: um motor V-12 Mikulin AM-35A desenvolvendo 1.350hp
Performance: velocidade máxima: 640km/h á 7.000m de altura; taxa de subida inicial: 1.200 metros por minuto; teto de serviço: 12.000m; alcance: 1.250km
Peso: vazio: 2.595kg; máximo na decolagem: 3.350kg
Dimensões: envergadura: 10,30m; comprimento: 8,15m; altura: 2,67m; área da asa: 17,44m²
Armamento: uma metralhadora Beresin BS de 12,7mm e duas metralhadoras ShKAS de 7,62mm montadas no nariz (mais tarde, com duas metralhadoras de 12,7mm montadas sob as asas), 8 foguetes de 8,2cm ou duas bombas de 100kg

Pistolet Radom wz.35


No início da década de 30, o Exército Polonês tinha diversas pistolas em uso e desejava uma pistola padrão. Todos projetos foram reunidos e colocados em prodrução na Fabryka Radom. Está arma se tornou a pistola padrão dos serviços poloneses pelo nome de Pistolet Radom wz.35 de 9mm. A Radom wz.35 era uma combinação da Browning e da Colt com alguns toques poloneses. Era bastante convencional. A munição utilizada era a Parabellum 9mm. Era uma pistola acima da média de boa fabricação.

Em 1939, os Alemães tomaram a Polônia, e junto dela, todo o arsenal de pistolas Radom wz.35. Os Alemães adotaram a pistola e a mantiveram em produção sob o nome de Pistole P 35. Como a demanda alemã por pistolas era enorme, eles eliminaram algumas características. As Radom wz.35 alemãs podem ser facilmente identificadas das versões polonesas. A produção foi mantida até 1944 quando o Exército Vermelho destruiu a fábrica. Quando o novo Exército Polonês foi reestabelecido, a pistola soviética TT33 tornou-se a pistola padrão, e a Radom wz.35 virou história.

Especificações da Pistolet Radom wz.35

Cartucho: Parabellum 9mm
Comprimento: 197mm
Comprimento do cano: 121mm
Peso: 1,02kg
Velocidade do projétil: 351m/s
Pente: 8

Kraftfahrzeug 15 (Mercedes-Benz 340)


O Kfz 15 era utilizado como um veículo de comunicações e tinha lugar para quatro pessoas. Os chassis utilizados eram: em 1933/1938 o Horch 830 e 830B1, em 1937/1939 o Wanderer W23S e em 1939/1940 o Mercedes-Bens 340. O Mercedes-Benz 340 era uma versão maior do 320 e tinha uma longa distância entre eixos que prejudicava sua performance. Teve sua produção interrompida para favorecer a produção de outro veículo cross-country.

Especificações do Mercedes-Benz 340


Dimensões: comprimento: 4,44m; largura: 1,68m; altura: 1,73; entre eixos: 3,12m

Peso: 2405kg

Motor: um Mercedes-Benz de 6 cilindros desenvolvendo 60hp

Kraftfahrzeug 11 Auto-Union/Horch Typ 830


O Exército Alemão fez extensivo uso de carros comerciais, o Auto-Union/Horch Typ 830 foi um dos muitos carros que esteve em serviço durante a guerra. Ele teve participação em quase todos os cenários da guerra, carregando armas leves para a infantaria ou servindo como um veículo de comunicação via rádio. A sua produção cessou em 1937.


Especificações do Kraftfahrzeug 11

Dimensões: comprimento: 4,80m; largura: 1,80m; altura: 1,85; entre eixo: 3,20m
Peso: 920kg
Motor: um Horch V-8 desenvolvendo 70hp
Transmissão: 5 marchas
Pneus: 6,0x18(métrico)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Fusil MAS 36


No período seguinte a Primeira Guerra Mundial, o Exército Francês decidiu adotar um novo cartucho padrão, de 7,5mm. O novo cartucho foi adotado em 1924, mas alguns testes demonstraram que o este novo cartucho nãe era seguro, e em 1929, ele foi modificado. Neste mesmo ano, a França decidiu adotar um novo rifle para a nova munição, mas só em 1932 o protótipo ficou pronto. Após muitos testes o rifle foi aceito, em 1936.

O novo rifle era o Fusil MAS 36 (Manufacture d'Armes de Saint-Etienne). A produção deste novo rifle foi tão lenta, que um programa para converter antigos rifles foi adotado. Até 1939 apenas algumas unidades francesas estavam equipadas com o MAS 36, a maioria eram tropas da linha de frente. Esta arma tornou-se, durante um certo tempo, a preferida das forças em exílio da França Livre. Os Alemães tomaram diversos Rifles MAS 36 e os utilizaram sob o nome de Gewehr 242 em suas missões contra revoltosos no território francês ocupado.


Havia algumas variantes do MAS 36 como o MAS 36 CR39, cuja intenção era ser utilizada por pára-quedistas, mas somente alguns foram produzidos e poucos aparecem em serviço. Quando a guerra acabou, o Exército Francês utilizou o MAS 36 durante muitos anos na África e na Indochina. Muitos ainda encontram-se em uso cerimonial.

Especificações do MAS 36

Calibre: 7,5mm
Comprimento: 1.019mm
Comprimento do cano: 574mm
Peso: 3,67kg
Velocidade do projétil: 823m/s
Pente: 5

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Mitsubishi Ki-30


Em Maio de 1936, o Exército Imperial do Japão emitiu a especificação para um bombardeiro leve requerido para substiruir o Mitisubishi Mi-2 e o Kawasaki Ki-3 que encontravam-se em serviço. O protótipo do Mitisubishi Ki-30 era um avião monoplano de asa média com um motor radial Mitisubishi Ha-6 de 815hp e, voou pela primeira vez em 28 de Fevereiro de 1937. Está aeronave se saiu bem, mas foi decidido que outra aeronave seria construída e testada com um motor radial Nakajima Ha-5 KAI. Está aeronave demonstrou uma melhor performance. As primeiras aeronaves foram entregues em Janeiro de 1938. Dois meses mais tarde, o Ki-39 foi colocado em produção.


Foi utilizado primeiramente em 1938 na China e o Ki-30 teve um bom desenpenho neste teatro de guerra, eles tinham um caça de escolta. Mas assim que os Aliados estavam prontos para combater com caças os Ki-30, que encontravam-se sem escoltas, eles imediatamente começaram a sofrer grandes perdas e foram colocados para uso de segunda linha. Os Aliados chamavam o Ki-30 de "Ann". Poucos foram vistos no inicio da guerra. Uns 704 foram construídos até a produção cessar em 1941. Muitas destas aeronaves acabaram como kamikazes no fim da guerra.

Especificações do Mitisubishi Ki-30

Tipo: bombardeiro leve de dois assentos
Motor: um motor radial Nakajima Ha-5 AI de 950hp
Performance: velocidade máxima: 423km/h á 4.000 metros de altura; velocidade de cruzeiro: 380km/h; teto de serviço: 8.570 metros; alcance: 1.700km
Peso: vazio: 2.230kg; máximo na decolagem: 3220kg
Dimensões: envergadura: 14,55 metros; comprimento: 10,35 metros; altura: 3,65 metros; área da asa: 30,58m²

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Bachem BA 349 Natter


Entre os muitos experimentos da Alemanha ao fim da guerra, está o Bachem BA 349 Natter, era um míssil pilotado, semi-dispensável e lançado verticalmente. Projetado sob a liderança de Erich Bachern, a maioria dos seus componentes eram feitos de madeira, era propulsado por um foguete Walter 109-509A-2 (o mesmo do Messerschmitt 163). Para a decolagem, quatro foguetes de combustível sólido Schmidding forneciam 4.800kg força de impulso por dez segundos antes de serem ejetados. O BA 349 Natter deveria ser lançado na aproximação de bombardeiros aliados, o piloto escolheria seu alvo e dispararia seus 24 foguetes Föhn de 7,3cm . Ele então ejetaria o nariz da aeronave e abriria seu próprio paraquedas. A aeronave podia ser reutilizada.

Os testes começaram em Outubro de 1944. Em Fevereiro de 1945, foi feito o primeiro lançamento vertical não tripulado. Mas, no primeiro voo de teste tripulado o canopy falhou e o piloto, Lothar Siebert, morreu. Uns vinte BA 349 foram construídos, e uns dez designados á Kirchheim, mas antes que qualquer bombardeiro aliado pudesse ter sido interceptado, as instalações foram tomadas pelas tropas aliadas que avançavam.

Especificações do Bachem BA 349 Natter

Tipo: interceptador de assento único dispensável
Motor: um foguete Walter 109-509A-2 de combustpivel líquido desenvolvendo 1.700kg força de impulso (70 segundos de duração) e quatro foguetes Schmidding 109-553 de 1.200kg força de impulso de combustível sólido e ejetáveis (10 segundos de duração)
Performance: velocidade máxima: 800km/h ao nível do mar; taxa de subida inicial: 11.140m por minuto; teto de serviço: 14.000m; raio de ação: 40km
Peso: carregado no lançamento: 2.200kg
Dimensões: envergadura: 3,60m; comprimento: 6,10m; área da asa: 2,75m²
Armamento: 24 foguetes Föhn de 7,3cm

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Rifles Tokarev

SVT40.

Os Soviéticos desenvolveram através dos anos, um considerável talento para inovações em pequenas armas. O primeiro foi o Avtomaticheskaia Vintovka Simonova (AVS36), introduzido em 1936. Apesar de muitos terem sido fabricados, o AVS não fez muito sucesso, ele produzia um enorme recuo, além de que a sujeira e a poeira entravam facilmente nos seus mecanismos. O AVS viu pouco serviço.


SVT40 sendo utilizado por alemães.

O SVT 38 (Samozariadnya Vintovka Tokareva) que substituiu o AVS em 1938 foi projetado por V.F. Tokarev. Era operada a gás, como o AVS, e para reduzir seu peso, seus mecanismos eram muito fracos para aguentarem um uso prolongado, além de frequentes problemas como partes quebradas. A produção do SVT38 encerrou em 1940 para ser subistitído pelo SVT40 que tinha o quase o mesmo tipo de mecanismo, porém era feito muito mais robusto, que resultou em uma arma muito melhor. Mas ainda tinha o problema de um forte recuo. Em ordem de obter o melhor do SVT40, a arma era normalmente utilizada por soldados bem treinados que poderiam utilizar de todo o potencial de fogo rápido da arma. Algumas tinham miras telecópicas para snipers.


SVT40.

Quando os Alemães invadiram a União Soviética em 1941, eles logo se depararam com o SVT38 e o SVT40 e os utilizavam sob os nomes de Selbstladegewehr 258 e Selbstladegewehr 259 respectivamente. Uma vez que o mecanismo a gás foi examinado, ele foi copiado e utilizado no rifle Gewehr 43.

A produção do SVT40 na União Soviética continuou quase até o fim da guerra. O SVT40 teve grande influência nas futuras armas soviéticas, desde rifles automáticos até culminar no AK-47. Também causou um grande impacto nas táticas da infantaria soviética.

Especificações do SVT40

Calibre: 7.62mm

Comprimento: 1,22m

Comprimento do cano: 625mm

Peso: 3,89kg

Velocidade do projétil: 830m/s

Pente: 10

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

BT-7


Quando o grupo de trabalho de tanques do Exército Vermelho decidiu modernizar seus tanques durante a década de 20, foi autorizado ao seu departamento de projetos utilizar qualquer fonte que eles gostassem para obter as melhores idéias disponíveis. Muitos conceitos de projetos prometedores foram pesquisados, entre eles, havia idéias do americano J. Walter Christie. Seus projetos de suspensões avançadas não tiverem nenhum efeito em seu país. Mas os soviéticos abraçaram seu conceitos com vontade e os levaram para desenvolvimento. As suspensões de Christie foram integradas aos tanques da série BT (bystrochodya tank, ou tanque rápido).


Os primeiros da série BT eram cópias exatas de um protótipo de Christie que fora entregue a União Soviética em 1930, e designado de BT-1. O primeiro modelo soviético foi o BT-2. Á paritr de 1931, a série BT progrediu através de uma série de desenvolvimentos até chegar ao BT-7. O BT-7 era um tanque ágil e rápido que era destinado as divisões de cavalaria da União Soviética. Seu motor era um motor de aeronave convertido. A suspensão utilizada eram as barras de torção de Christie, que permitiam uma grande flexibilidade em altas velocidades.


Era um tanque muito popular entre seus operadores, e era um tanque muito confiável. Na época em que apareceu já havia muitas variantes, como tanques lança-chamas e outras versões com uma arma principal de 76,2mm. Algumas versões experimentais incluiam tanques anfíbios.

O BT-7 tinha uma grande desvantagem que era sua pouca blindagem. Em toda a série BT a blindagem foi sacrificada pela velocidade e mobilidade e, em 1939, ele provou ser muito vulnerável contra armas anti-tanque. O BT-5 demonstrou esse problema na Guerra Civil Espanhola e mesmo que o BT-7 tivesse uma blindagem extra, ainda não era suficiente como foi revelado na Guerra de Inverno.

BT-5.

Apesar do BT-7 ter servido antes da invasão alemã, alguns ainda encontravam-se em serviço em 1941. Mas eles saíram-se mal contra os panzers por causa de suas formações ruins e muitos foram perdidos simplesmente por causa de má manutenção e mal treinamento de seus tripulantes. Ao final de 1941, os tanques BT-7 haviam sido praticamente eliminados.

Especificações do BT-7

Tripulação: 3
Peso: 14 toneladas
Motor: um motor M-17T V-12, desenvolvendo 500hp
Dimensões: comprimento: 5,66m; largura: 2,29m; altura: 2,42m
Performance: velocidade máxima na estrada: 86km/h; alcance máximo: 250km
Armamento: arma principal de 44mm e duas metralhadoras de 7,62mm
Blindagem: variava entre 10mm e 22mm

Abaixo, uma cena do filme soviético "Tractoristy", de 1938, que contém cenas dos tanques BT-7, BT-5 e T-35 sendo utilizados.