O USS Enterprise foi o segundo porta-aviões da classe Yorktown a ser produzido. Em 1938, ele se juntou a Armada do Pacífico. Por sorte, o Enterprise e os outros dois porta-aviões da Armada do Pacífico estavam fora de Peral Harbor quando os Japoneses atacaram no dia 7 de Dezembro de 1941. Após o ataque, eles foram imediatamente colocados na linha de frente, três dias mais tarde, as aeronaves do Enterprise afundaram o submarino 1-170, o primeiro submarino japonês a ser afundado.
Em Abril de 1942, o USS Enterprise escoltou seu irmão, o USS Hornet, no ataque aéreo á Tóquio. O Enterprise não tinha nem um bombardeiro B-25 a bordo, pois suas aeronaves deveriam ser utilizadas para afundar pequenos navios japoneses. Estes dois portas-aviões estavam presente na Batalha de Midway, que ocorreu em Julho. As aeronaves do Enterprise afundaram os porta-aviões Kaga e Akagi. Dois dias mais tarde, os bombardeiros do Enterprise afundaram o cruzador pesado Mogani e dois destróieres.
O Enterprise cobriu os desembarques de Guadalcanal em Agosto de 1942 e suas aeronaves derrubaram 17 aeronaves japonesas. Durante a Batalha de Eastern Salomons, o Enterprise foi atingido por três bombas e retornou á Pearl Harbor para dois meses de reparos. Na Batalha de Santa Cruz no dia 26 de Outubro, ele novamente foi atingido três vezes, mas sem grandes danos, e continuou a operar com suas aeronaves normalmente. No dia 13 de Novembro, um de seus aviões Grumman acabou com o danificado navio de batalha Hiei. No outro dia, o Enterprise foi responsável pela destruição de 11 navios de comboios de tropas.
O Enterprise retornou aos Estados Unidos para reparos e só voltou a ação no Pacífico na metade de 1943. Também participou no massivo ataque a Truk em Fevereiro de 1944 e na Batalha no Mar das Filipinas. O Enterprise continuou em ação até 1945, sobrevivendo a dois ataques kamikazes. O terceiro ataque kamikaze no dia 14 de Maio o tirou de ação para sempre e teve de retornar aos Estados Unidos para reparos. Em 1958, acabou vendido para sucateamento.
Especificações do USS Enterprise
Peso: padrão: 19.800 toneladas; carregado ao máximo: 25.500 toneladas Dimensões: comprimento: 246,74m; calado: 8,84m Velocidade: 33 nós Armamento: 8 armas antiaéreas de 127mm, 4 armas quádruplas de 27,94mm e 16 metralhadoras de 12,7mm Aeronaves: 27 caças, 37 bombardeiros de mergulho e 15 torpedeiros Tripulação: 2.919 tripulantes
Quando o primeiro tanque leve PzKpfw I (Panzerkampfwagen I) foi produzido em 1934, a intenção era utilizá-lo como um veículo de treinamento, mas nos primeiros anos da guerra, como muitos tanques pesados ainda não estavam disponíveis em muitos números, o PzKpfw foi utilizado em combate. O Pzkpfw tinha apenas dois homens na tripulação, uma blindagem muito leve e uma metralhadora, por isso, em 1940, todos já haviam sido retirados de combate, mas eram ainda utilizados para treinamento. Muitos tanques ficaram sem serviço, até que veio a oportunidade de converter estes tanques na primeira arma autopropulsada alemã.
Já havia sido decidido que alguma forma de arma antitanque seria de grande vantagem para unidades antitanque, que, de outra maneira, utilizavam armas rebocadas. O primeiro projeto apresentava uma Pak 35/36 de 37mm montada em um PzKpfw sem torre. Apesar desta versão parecer promissora, ela não foi aceita. Na metade de 1940 foi requerido uma arma de maior calibre, pois consideravam a arma de 37mm fraca contra futuras blindagens. Uma arma tcheca antitanque de 47mm foi montada no tanque, que passou a designar-se de Panzerjäger I für 4,7cm Pak.
A arma tcheca era forte e capaz de atravessar a maioria das blindagens encontradas. A Alkett AG produziu um total de 132 unidades. A arma era montada em um pequeno escudo que era aberto em cima e atrás. A tripulação consistia do motorista, ainda na posição original do PzKpfw I, e dois homens operando a arma. No padrão, um total de 74 projéteis podiam ser carregados.
O destruidor de tanque PanzerJäger I viu serviço no norte da África e nos estágios iniciais da campanha contra a União Soviética. Eles provaram-se fortes o bastantes para derrotar tanques inimigos, mas a sua falta de proteção para a tripulação o tornou um alvo vulnerável. Assim, após o Exército Alemão estar melhor equipado, o Panzerjäger foi retirado das linhas de frente e enviado a missões de policiamento. Muitos serviram nos Bálcãs contra revoltosos. Em 1942, no front Oriental, muitos tiveram suas armas removidas e eram utilizados como veículos de transporte. Alguns utilizavam armas francesas de 47mm capturadas. Poucos Panzerjäger permaneceram em serviço após 1944.
Especificações do Panzerjäger I
Tripulação: 3 Peso: 6.000kg Motor: um motor Maybach NL 38, 6 cilindros, desenvolvendo 100hp Dimensões: comprimento: 4,14m; largura: 2m; altura: 2,1m Performance: velocidade máxima: 40km/h; alcance: 140km
Apesar da falta de sucesso dos tanques T-37 e T-38, as autoridades do Exército Vermelho ainda consideravam a necessidade de um tanque leve e anfíbio para missões de reconhecimento. Em 1938, um grupo de projetistas em Moscou receberam a ordem de crair um tanque para substituir o T-38. Deveria haver duas versões, uma anfíbia, denominada de T-30A e outra versão não anfíbia denominada de T-30B.Em 1939, ficou pronto o T-30, e ao fim do mesmo ano ele foi aceito no Exército Vermelho sob o nome de T-40.
Para acelerar a produção, o T-40 foi projetado para utilizar diversos componentes de caminhões e automóveis, mas a produção foi extremamente lenta, já que na época não havia grande prioridade em produzir tanques leves. Comparado ao T-37 e ao T-38, o T-40 era um tanque completamente novo. Tinha uma metralhadora pesada de 12,7mm (originalmente, foi sugerido um canhão de 20mm). A traseira era um pouco maior para poder suportar as câmaras de flutuação. A propulsão dentro da água era fornecida por uma hélica localizada na traseira e havia apenas um leme.
A principal desvantagem do T-40 era sua pouca blindagem, que no máximo chegava a 14mm, o normal eram 7mm. Em 1940, a blindagem foi considerada muito leve, principalmente após a experiência operacional na Guerra de Inverno. Foi decidido que as propriedades anfíbias do T-40 eram dispensáveis, assim, mais blindagem poderia ser adcionada. O veículo resultante poderia servir junto de unidades mecanizadas.
Um veículo chamado T-40S foi produzido, mas logo viram que este modelo iria precisar de muito mais instalações de produção do que o modelo original, e a linha de desenvolvimento foi cessada. Ao contrário, foi decidido utilizar o T-30B. Este modelo foi aceito para serviço sob o nome de T-60, e logo substituiu o T-40 como o novo tanque leve de reconhecimento.O T-40 não foi fabricado em grandes números e a produção cessou após 225 terem sido construídos (um número pequeno para os padrões soviéticos.), e o tanque leve soviético veio a um rápido fim.
Especificações do T-40
Tripulação: 2 Peso: 5.900kg Dimensões: comprimento: 4,11m; largura: 2,33m; altura: 1,95m Performance: velocidade máxima: 44km/h; alcande máximo: 360km Armamento: uma metralhadora DShK de 12,7mm
Durante a Segunda Guerra, em 1941, apareceu um tanque alemão que era utilizada como um tanque lança-chamas, o PzKpfw I, após um período de testes ele foi convertido para utilizar o lança-chamas Flammpanzer 40 no lugar das metralhadoras da torre. Este era o Flammpanzer 1, que foi utilizado primeiramente com os Afrika Korps no Norte da África. Esta versão foi logo seguida por outra, o Flammpanzer II, que era uma versão convertida do tanque PzKpfw II. Nesta versão, eram utilizados dois lança-chamas, um em cada lado da frente da torre. Cada projetor tinha um alcance de 36,5 metros. Estes tanques não foram muito produzidos, e a maioria foi utilizado no front Oriental.
A maioria das conversões foram feitas com os tanques PzKpfw III. Ao menos 100 destes tanques foram alterados para portarem um lança-chamas no lugar da arma principal. Sua capacidade era de 1.000 litros de combustível para alimentar o lança-chamas. Os Flammpanzer III eram bastantes eficazes, mas não foram muito utilizados, principalmente porque não podiam se defender de tanques inimigos.
Flammpanzer III.
Haviam planos de converter tanques Panther e Tiger II em tanques lança-chamas, mas nenhum foi concluído. Apesar disso, o Flammpanzer 38 foi colocado em produção em 1944 como o principal tanque lança-chamas das forças terrestres alemãs. O lança-chamas localizava-se no lugar das metralhadoras e certo espaço interno era utilizado para o combustível da arma.
Ocupando uma posição única na história da aviação na União Soviética, o Polikarpov U-2 teve um mal início. O protótipo U-2TPK, que apareceu em 1927, foi projetado para ser economicamente barato no reparo e na manutenção. O resultado foi um avião com pobres características de voo e teve de ser redesenhado.
Movido por um motor radial de 100hp, o novo protótipo voou no dia 7 de Janeiro de 1928. Um sucesso imediato, foi colocado em produção e começaram a ser entregues em 1928. Havia 13.000 Polikarpovs na União Soviética quando á Alemanha á invadiu em 1941.
Seu princial uso era como aeronave de treinamento, mas logo começou a ser utilizada como aeronave de transporte leve, ambulância aérea e aeronave agrícola. A produção em escala massiva continuou durante a Segunda Guerra. Passou a ser empregada em missões de ataque e até mesmo de propaganda, com um microfone e um alto-falante.
Após a morte de Polikarpov, no dia 30 de Julho de 1944, o U-2 passou a ser designado Po-2 em sua honra. O avião continuou e produção na União Soviética durante muitos anos. Muitos Po-2 foram produzidos na Polônia entre 1948 e 1953 e também serviu com muitos aliados soviéticos. A produção a 40.000 unidades.
Especificações do Polikarpov U-2
Tipo: aeronave para treino e múltiplos propósitos Motor: um motor radial M-11 desenvolvendo 100hp Performance: velocidade máxima: 156km/h; teto de serviço: 4.000m; alcance máximo: 400km Peso: vazio: 635kg; máximo na decolagem: 890kg Dimensões: envergadura: 11,40m; comprimento: 17m; altura: 3,10m; área da asa: 33,15m² Armamento: nenhum
O Avião mais produzido nos Estados Unidos durante toda a guerra (a aeronave quadrimotor mais produzida no mundo), o B-24 Liberator, teve seu protótipo, XB-24, testado no dia 29 de Dezembro de 1939. Algumas pequenas mudanças foram feitas em 1940, até o primeiro modelo, B-24D, ser colocado em produção em 1941. Uma decisão política concentrou estas aeronaves no Pacífico, onde os modelos de longo alcance eram bastante efetivos. A maioria dos 2.738 B-24D foram utilizados contra o Japão. Alguns destes aviões serviram na oitava e na nona divisão da Força Aérea Americana no norte da África e na Europa.
Um total 791 B-24E tiveram suas hélices alteradas antes da produção ser alterada para o modelo B-24G, dos quais 430 foram construídos. Esta versão tinha uma torre de duas armas localizada no nariz do avião. 3.100 aviões B-24 também tiveram a mesma torre construída. As versões mais construídas foram a B-24J, das quais 6.678 foram construídas. O B-24L (1.667 foram construídos) tinha duas metralhadoras operadas manualmente localizadas na cauda. O B-24M (2.593 foram produzidos) tinha uma torre de duas armas localizada na cauda. Este grande esforço de produção, que produziu 18.313 aviões em 5 anos e meio, envolveu as indústrias Consolidated, Douglas, Ford e North American. Os B-24 também serviram junto da RAF e da Marinha Americana (sob a designação de PB4Y). Havia um versão para passageiros chamada C-87 e 282 foram produzidos.
Especificações do Consolidated B-24J Liberator
Tipo: bombardeiro médio ou pesado para oito ou dez tripulantes Motor: quatro motores radiais Pratt & Whitney R-1830-65 de 1.200hp Performance: velocidade máxima: 467km/h á 7.620m; sobe á 6.096 metros em 25 minutos; teto de serviço: 8.535 metros; alcance: 3.220km com uma carga de 3.992kg de bombas Peso: vazio: 16.556kg; máximo na decolagem: 29.484kg Dimensões: envergadura: 33,53m; comprimento: 20,47m; altura: 5,49m; área da asa: 97,36m² Armamento: torres de duas armas no nariz, na cauda e na fuselagem superior, além de uma carga normal de 3.992kg de bombas
Mesmo que o Mikoyn-Gurevich Mig-3 estivesse entre os caças mais rápidos da União Soviética, ele era de difícil manuseio, tinha pouco armamento e não era páreo para os caças BF 109G e Fw 190 alemães. Seu protótipo, 1-61, voou pela primeira vez na primavera de 1940. O projeto inicial incluia um motor V-12 Mikulin AM-35 de 1.200hp, que era o mesmo motor utilizado no Mig-1. Limitada pelo tamanho do motor, a aeronave tinha problemas de estabilidade e equipada com apenas três metralhadoras, o Mig-1 sofreu pesadas baixas nos primeiros meses da Operação Barbarossa.
O Mig-3 foi entregue durante a segunda metade de 1941, e provou ser um pouco melhor com um motor AM-35A de 1.350hp, que dava ao caça um velocida de máxima de 640km/h. Foi introduzido uma hélica de velocidade constante, um diedro aumentado nas asas e um canopy (canopla) deslizante. O manuseio estava não muito melhor, por isso, o Mig-3 foi transferido á aeronave de escolta de bombardeiros. Em 1942, duas metralhadoras de 12,7mm foram introduzidas sob as asas. Gradualmente, o Mig-3 foi sendo substitído por caças de motor radial como o La-5. A produção atingiu o número de 3,442 Mig-3, cujo pelo menos cem aeronaves eram do modelo Mig-1.
Especificações do Mikoyan-Gurevich Mig-3
Tipo: caça de assento único Motor: um motor V-12 Mikulin AM-35A desenvolvendo 1.350hp Performance: velocidade máxima: 640km/h á 7.000m de altura; taxa de subida inicial: 1.200 metros por minuto; teto de serviço: 12.000m; alcance: 1.250km Peso: vazio: 2.595kg; máximo na decolagem: 3.350kg Dimensões: envergadura: 10,30m; comprimento: 8,15m; altura: 2,67m; área da asa: 17,44m² Armamento: uma metralhadora Beresin BS de 12,7mm e duas metralhadoras ShKAS de 7,62mm montadas no nariz (mais tarde, com duas metralhadoras de 12,7mm montadas sob as asas), 8 foguetes de 8,2cm ou duas bombas de 100kg
No início da década de 30, o Exército Polonês tinha diversas pistolas em uso e desejava uma pistola padrão. Todos projetos foram reunidos e colocados em prodrução na Fabryka Radom. Está arma se tornou a pistola padrão dos serviços poloneses pelo nome de Pistolet Radom wz.35 de 9mm. A Radom wz.35 era uma combinação da Browning e da Colt com alguns toques poloneses. Era bastante convencional. A munição utilizada era a Parabellum 9mm. Era uma pistola acima da média de boa fabricação.
Em 1939, os Alemães tomaram a Polônia, e junto dela, todo o arsenal de pistolas Radom wz.35. Os Alemães adotaram a pistola e a mantiveram em produção sob o nome de Pistole P 35. Como a demanda alemã por pistolas era enorme, eles eliminaram algumas características. As Radom wz.35 alemãs podem ser facilmente identificadas das versões polonesas. A produção foi mantida até 1944 quando o Exército Vermelho destruiu a fábrica. Quando o novo Exército Polonês foi reestabelecido, a pistola soviética TT33 tornou-se a pistola padrão, e a Radom wz.35 virou história.
Especificações da Pistolet Radom wz.35
Cartucho: Parabellum 9mm Comprimento: 197mm Comprimento do cano: 121mm Peso: 1,02kg Velocidade do projétil: 351m/s Pente: 8
O Kfz 15 era utilizado como um veículo de comunicações e tinha lugar para quatro pessoas. Os chassis utilizados eram: em 1933/1938 o Horch 830 e 830B1, em 1937/1939 o Wanderer W23S e em 1939/1940 o Mercedes-Bens 340. O Mercedes-Benz 340 era uma versão maior do 320 e tinha uma longa distância entre eixos que prejudicava sua performance. Teve sua produção interrompida para favorecer a produção de outro veículo cross-country.
Especificações do Mercedes-Benz 340
Dimensões: comprimento: 4,44m; largura: 1,68m; altura: 1,73; entre eixos: 3,12m Peso: 2405kg Motor: um Mercedes-Benz de 6 cilindros desenvolvendo 60hp
O Exército Alemão fez extensivo uso de carros comerciais, o Auto-Union/Horch Typ 830 foi um dos muitos carros que esteve em serviço durante a guerra. Ele teve participação em quase todos os cenários da guerra, carregando armas leves para a infantaria ou servindo como um veículo de comunicação via rádio. A sua produção cessou em 1937.