quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fiat G.50 Freccia


O caça Fiat G.50 Freccia foi projetado entre 1935 e 1936 por Giuseppe Gabrielli em conjunto da Fiat e fez seu primeiro voo em 26 de Fevereiro de 1937. Apesar de quebrar com a tradição dos biplanos, ele oferecia um menor potencial do que aviões contemporâneos como o Hawker Hurricane e o Messerschmitt Bf 109. Foi o primeiro avião monoplano feito totalmente de metal com hélice de velocidade constante e trem de pouso retrátil a ser aceito pela Regia Aeronautica.

Chamado de Freccia (Flecha) ele foi posto em produção na CMASA, uma subsidiária da Fiat e 12 das primeiras aeronaves foram enviadas a Espanha para avaliação operacional. Mesmo com a superioridade do Macchi C.200, foi decidido ir adiante e equipar um stormo e um gruppo com o G.50. Uma ordem inicial de 200 aeronaves foi emitida. Em Novembro de 1939 as aeronaves foram entregues ao 51º Stormo e logo em seguida ao 52º Stormo. Quando a Itália entrou na guerra havia 118 Freccias em serviço.


Em Novembro de 1940, 48 aeronaves do 51º Stormo foram enviados a Bélgica para tomar parte na Batalha da Grâ-Bretanha. Mas viram pouca ação, e foram mais utilizados em missões de vigilância. Um novo modelo, o G.SObis, apareceu com um cockpit reforçado e maior capacidade de levar combustível. Este modelo entrou em produção para um eventual serviço no Norte da África.

Com uma velocidade máxima de 460km/h e um armamento de apenas duas metralhadoras, o G.50 não era páreo para os caças da RAF mas manteve-se em serviço até 1943. Cerca de 245 G.50, 421 G.SObis e 108 modelos de treino com dois assentos, o G.50B, foram produzidos. O G.50 foi também fornecido a Finlândia e a Croácia.

Especificações do Fiat G.50 Freccia

Tipo: caça de assento único
Motor: um motor radial Fiat A 74R C38 desenvolvendo 840hp
Performance: velocidade máxima: 640km/h a 4.000m de altura; sobe até 4.000m em 4,6 minutos; teto de serviço: 10.750m; alcance: 580km
Pesos: vazio: 1.965kg; máximo na decolagem: 2.400kg
Dimensões: envergadura: 11,00m; comprimento: 7,80m; altura: 3,28m; área da asa: 18,25m²
Armamento: duas metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm localizadas no nariz

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Fiat CR.42 Falco


Sempre comparado no conceito e no projeto com o Gloster Gladiator, avião contra o qual ele lutou muito em 1940 e 1941, o Fiat CR.42 Falco não voou antes de 1939. Baseado no CR.32, o Celestino Rosatelli CR.42 era equipado com um motor radial Fiat A74 R1C 38 de 840hp e atingia uma velocidade máxima de 441km/h. Quando a Itália entrou na guerra, em 1941, a Regia Aeronautica ja possuia 330 aviões deste modelo.

O Falco viu serviço pela primeira vez na invasão da França. Mais tarde, 50 destes aviões do Corpo Aero Italiano voaram até a Bélgica para participaram de ataques ao sul da Inglaterra no fim da batalha da Grã-Bretanha, mas sofreram muito ao fogo das armas dos Hurricanes da Royal Air Force. Apesar do Falcon ser muito útil contra o Gladiator, quando Hawker Hurricanes apareciam, ele se tornava um alvo fácil.

Havia a versão CR.42AS (caça-bombardeiro) que era adaptado para carregar até 100kg de bombas e seguiu em serviço até 1942. Um total de 1.781 CR.42 foram produzidos (alguns serviram na Suécia e na Hungria). Em Setembro de 1943, data do armistício Italiano, apenas 64 CR.42 encontravam-se em serviço.

Especificações do Fiat CR.42 Falco

Tipo: caça de assento único
Motor: um motor radial Fiat A 74 R1 C38 desenvolvendo 840hp
Performance: velocidade máxima: 441km/h a 6.000m de altura; sobe até 6.000m em 9 minutos; teto de serviço: 10.100m; alcance: 780km
Pesos: vazio: 1.784kg; máximo na decolagem: 2.295kg
Dimensões: envergadura: 9,70m; comprimento: 8,26m; altura: 3,05m; área da asa: 22,40m²
Armamento: duas metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm (alguns modelos tinham duas metralhadoras extras de 12,7mm sob as asas) e provisão para 100kg de bombas

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Panzerkampfwagen VI Tiger II


Assim que o primeiro Tiger entrou em produção, foi decidido desenvolver um tanque ainda mais armado e blindado, especialmente para combater qualquer tanque que os soviéticos pudessem desenvolver no futuro. Mais uma vez, a Henschel e a Porsche foram encarregadas do projeto. A Porsche projetou um tanque baseado no antigo VK 4501 que era equipado com uma arma de 15cm, mas este projeto foi rejeitado em favor de um novo modelo com uma arma de 88mm montada na torre, que também foi logo cancelado porque sua transmissão utilizava muito cobre, que era um material escasso na época. A essa altura, as torres ja haviam sido produzidas e foram utilizadas em tanques da Henschel. O VK 4503 Henschel foi terminado em Outubro de 1943 e utilizava componentes do tanque Panther.


O Tiger II, ou Panzerkampfwagen VI Tiger II Ausf B (SdKfz 182), começou a ser produzido em Kassel, em Dezembro de 1943, sendo que os primeiros a serem construídos utilizavam as torres da Porsche. Todos os tanques subsequentes ja utilizavam a torre da Henschel. Um total de 485 veículos foram produzidos. O Tiger II entrou em ação pela primeira vez em Maio de 1944 no front oriental e no front ocidental na Normandia, em Agosto do mesmo ano. Os Aliados o chamavam de Royal Tiger ou King Tiger enquanto que os alemães o chamavam de Königstiger (King Tiger).


O Tiger utilizava o mesmo motor do tanque Panther, isso tornava-o muito lento e sua blindagem dava proteção contra a maioria das armas dos tanques aliados. Por ser muito grande e pesado, ele tinha dificuldades para se mover e se esconder no campo de batalha. Muitos foram abandonados ou destruídos pela própria tripulação após ficarem sem combustível e sem suprimentos adicionais a serem entregues.


Sua estrutura era toda soldada, com um máximo de 150mm de espessura. O motorista sentava-se na frente á esquerda, com o operador de rádio e de metralhadora a sua direita. A torre tinha uma blindagem de até 100mm e acomodava o comandante e o operador do canhão que ficavam na direita enquanto que o reponsável por recarregar o canhão ficava na esquerda. O motor localizava-se na traseira. Seu armamento principal consistia de uma arma de 88mm KwK 43 e duas metralhadoras MG 34 de 7.92mm. 84 projéteis e 5.850 cartuchos eram carregados para o canhão e a metralhadora respectivamente. O chassi do Tiger II foi utilizado também no Jagdtiger B que era equipado com uma arma de 128mm. Apenas 48 deste poderoso destruidor de tanques foi construído.

Especificações do PzKpfw VI Tiger II Ausf B

Tripulação: 5
Peso: 69.700kg
Dimensões: comprimento (includindo o armamento): 10,26m; comprimento: 7,26m; largura: 3,75m; altura: 3,09m
Motor: um Maybach HL 230 P 30 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 38km/h; alcance máximo: 110km

quinta-feira, 12 de março de 2009

Panzerkampfwagen VI Tiger


Em 1938 ja haviam notado que o PzKpfw IV teria de ser substituído por um tanque mais moderno no futuro. Inúmeros protótipos foram construídos por diversas empresas alemãs, mas nenhuma versão foi construída. Em 1941, uma ordem foi emitida para a Henschel sobre um tanque de 36 toneladas chamado de VK 3601 que deveria ter a velocidade máxima de 40km/h, uma boa blindagem e um poderoso canhão. Um protótipo deste tanque foi construído, mas um futuro desenvolvimento foi abandonado devido a uma nova requisição emitida em Maio de 1941, em que o novo protótipo, VK 4501, deveria pesar em torno de 45 toneladas. Esta nova versão deveria estar equipada com o temido canhão de 88mm. Foi decidido que o protótipo estivesse concluído no proximo aniversário de Hitler, dia 20 de Abril de 1942.


Como o tempo era curto, a Henschel incorporou idéias do VK 3601 e outro tanque chamado VK 3001(Henschel). O resultado foi o VK 4501(H). A Porsche também entrou com seu próprio projeto, o VK 4501(Porsche). Ambos protótipos estavam prontos no aniversário de Hitler e o projeto da Henschel foi escolhido para entrar em produção em Agosto de 1942 sob a designação de PzKpfw VI Tiger Ausf E (SdKfz 181).

O Tiger esteve em produção de Agosto de 1942 até Agosto de 1944 e um total de 1.350 foram construídos. Foi então substituído em produção pelo Tiger II. Cerca de 90 VK 4501(P) foram construídos e transformados em destruidores de tanques com sua arma de 88mm sob a designação de Panzerjäger Tiger Ferdinand (SdKfz 184) em homenagem a seu criador, Ferdinand Porsche.


Havia três variantes do Tiger, sendo elas o Tiger tanque de comando (Befehlspanzer Tiger) e o Sturmtiger, cuja estrutura era equipada com um lançador de foguetes. Apenas 10 Sturmtiger foram construídos. O Tiger tinha uma poderosa arma e uma boa blindagem, mas era muito difícil de produzí-lo. Sua suspensão podia ficar obstruída por pedras e lama, que congelava durante o inverno e imobilizava o tanque. Quando o Tiger viajava por estradas, uma esteira de 51,5cm era utilizada, e fora da estrada, uma esteira de 71,5cm era usada.

Seu armamento principal consistia de uma arma KwK 36 de 88mm e três metralhadoras MG 34. Cerca de 84 cartuchos de 88mm eram levados para a arma principal e 5.850 cartuchos eram levados para as metralhadoras. O Tiger foi visto pela primeira vez pelos britânicos na Tunísia e depois foi utilizado pelas alemães em todas as frentes de batalha.

Especificações do PzKpfw VI Tiger Ausf E

Tripulação:5
Peso: 55.000kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 8,24m; comprimento: 6,40m; largura: 3,73m; altura: 2,86m
Motor: um Maybach HL 230 P 45 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 38km/h; alcance máximo: 100km/h

quarta-feira, 11 de março de 2009

Panzerkampfwagen V Panther


Em 1941, o tanque alemão mais poderoso encontrado em serviço era o PzKpfw IV. O trabalho para o desenvoldimento de um tanque novo teve inicio em 1937, mas o progresso foi devagar devido a mudanças no seu requerimento. Em 1941, a Henschel e a Porsche haviam completado, cada uma, os protótipos de um novo tanque entre 30 e 35 toneladas designados de VK 3001(H) e VK 3001(P) respectivamente. Estas versões não foram produzidas. Mais desenvolvimento foi feito e resultou no Tiger (VK 4501). Mas em 1941, um novo requerimento pedia uma arma de 75mm, melhor blindagem e maiores rodas para uma melhor mobilidade. Para este novo requerimento, a Daimler-Benz criou o VK3002(DB) e a MAN o VK 3002(MAN). O primeiro projeto era uma cópia do T-34, e o projeto da MAN foi aceito.


Os primeiros protótipos do tanque chamado Panzerkampfwagen V Panther (SdKfz 171) ficaram prontos em Setembro de 1942, com os primeiros modelos de linha de produção ficando prontos apenas dois meses depois. Ao mesmo tempo, a Daimler-Benz preparava-se para iniciar a produção do Panther, e, em 1943, a Henschel e a Niedersachen também foram trazidas ao programa. Foi planejado construir 600 tanques Panther por mês, mas os bombardeiros aliados mantiveram a produção em no máximo 330 veículos por mês. Em 1945, apenas 4.800 tanques Panther haviam sido fabricados.

Um comandante de tanque em seu Panther.

O Panther foi colocado em produção apressadamente, sem que os devidos testes tivessem sido feitos, e inúmeros problemas começaram a aparecer, consequentemente a confiança da tripulação no tanque foi afetada. Os primeiros Panthers foram mais perdidos por falhas mecânicas do que por ação inimiga. O Panther viu serviço primeiramente no Front Oriental em Julho de 1943 durante as batalhas de Kursk, e desde então, foi utilizado em todas as frentes de batalha. Assim que os problemas mecânicos foram superados, a confiança da tripulação do tanque voltou. Muitos dizem que o Panther foi o melhor tanque alemão da guerra. Após a guerra, inúmeros tanques Panther froam utilizados pelo Exército Francês.


O primeiro modelo foi o PzKpfw V Ausf A, que era realmente um modelo de pré-produção. O PzKpfw Ausf B e Aus C nunca entraram em produção. Outros modelos foram o Ausf D e outro modelo que por alguma razão, também chamado de PzKpfw V Ausf A, que foi muito utilizado na Normandia. E finalmente o PzKpfw Ausf G. Variações do Panther incluíam um modelo para observação (Beobachtungspanzer Panther), o destruidor de tanques Jagdpanther e outra versão de veículo de comando (Befehlspanzer Panther). O armamento principal do Panther consistia de uma arma de 75mm, cujo 79 cartuchos eram levados e três metralhadoras MG 34 de 7,92mm.

Especificações do PzKpfw Panther Ausf A

Tripulação: 4
Peso: 45.500kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 8,86m; comprimento: 6,88mm; largura: 3,43m; altura: 3,10m
Motor: um Maybach HL 230 P 30 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 46km/h; alcance máximo: 177km

Um video sobre o Panther logo em seguida. Em inglês.

terça-feira, 10 de março de 2009

Panzerkampfwagen IV


O Panzerkampfwagen IV permaneceu em produção durante toda a Segunda Guerra Mundial e foi a espinha dorsal das divisões blindadas alemãs. Em 1934, o Departamento de Armas do Exército Alemão emitiu um requerimento de um tanque médio que deveria ocupar a quarta companhia de tanques de cada batalhão de blindados. A Rheinmetall-Borsig construiu o VK 2001(Rh), a MAN propôs o VK 2002(MAN) e a Krupp veio com o VK 2001(K). No final, a Krupp tornou-se responsável por todo o veículo, que também era conhecido como Bataillons Führerwagen (veículo do comandante de batalhão). Este blindado entrou em produção na fábrica da Krupp-Grusonwerke em Magdeburg como PzKpfw IV Ausf A, ou SdKfz 161. Este modelo era equipado com uma arma de 75mm e duas metralhadora de 7,92mm. 122 cartuchos de 75mm e 3.000 cartuchos de 7,92mm eram levados. A blindagem variava entre 20mm e 14,5mm. Poucos modelos Ausf A foram produzidos entre 1936 e 1937.


O modelo seguinte foi o PzKpfw IV Ausf B, que tinha uma melhor blindagem, um melhor motor e outras pequenas melhorias. Este modelo esteve em produção durante um longo período, mas, ameaçado pelas armas antitanque inimigas, mais blindagem foi adicionada e melhores armas equipadas. O último modelo a ser produzido foi o PzKpfw IV Ausf J que apareceu em Março de 1944. Um total de 9.000 Panzers IV foram produzidos. O chassi do PzKpfw IV era também utilizado em outros veículos como o destruidor de tanques Jagdpanzer IV.


Um típico PzKpfw IV era o Ausf F2, que tinha uma blindagem de aço soldado de 50mm e de 60mm no modelo anterior. O motorista sentava-se na frente ao lado esquerdo com o operador da metraladora e do rádio a seu lado. O comandante e mais dois tripulantes ficavam no centro do veículo. Havia duas entradas na torre, uma de cada lado. O motor localizava-se na parte traseira, a transmissão era manual, sendo que havia 6 marchas mais a marcha ré. O armamento principal consistia de uma arma KwK de 75mm que podia disparar diversos tipos de projéteis e duas metralhadoras de 7,92mm. Cerca de 87 cartuchos de 75mm e 3.192 cartuchos de 7,92mm eram carregados. Havia controles manuais para a torre em caso de emergência. A blindagem adicional e o armamento pesado aumentaram o peso do veículo até que no último modelo de produção ele pesava 25 toneladas.

Especificações do Panzerkampfwagen IV Ausf H

Tripulação: 5
Peso: 25.000kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 7,02m; comprimento: 5,89m; largura: 3,29m; altura: 2,68m
Motor: um motor Maybach HL 120 TRM de 12 cilindros desenvolvendo 300hp
Performance: velocidade máxima: 38km/h; alcance máximo: 200km

domingo, 8 de março de 2009

Panzerkampfwagen III


Na metade da década de 30 foi decidido que cada batalhão de tanques deveria ter três companhias de tanques leves/médios e outra companhia de tanques médios melhores equipados. O primeiro veio a ser o Panzerkampfwagen III (Pzkpfw III) ou SdKfz 141, e o outro o Panzerkampfwagen IV (PzKpfw IV) que deveria permanecer em produção durante toda a Segunda Guerra Mundial.

Panzer III na Rússia.

Em 1935, o Departamento de Armas emitiu contratos para a construção de um protótipo para as empresas Daimler-Benz, Krupp, MAN e Rheinmetall-Borsig. Logo no início foi decidido que o tanque deveria ter uma arma de 37mm que utilizasse o mesmo tipo de munição das armas antitanque utilizadas pela infantaria. Provisões foram feitas para que uma arma de 50mm fosse utilizada caso necessário. Seguindo os testes com os protótipos, o modelo da Daimler-Benz foi escolhido.


Os primeiros modelos, PzKpfw III Ausf A, Ausf B e Ausf C foram produzidos em pequenos números, e diferenciavam-se apenas na suspensão. Em 1939, ele ja estava em serviço, e sua produção ja estava em andamento. O PzKpfw III foi utilizado pela primeira vez em combates na invasão da Polônia. Os próximos modelos foram o PzKpfw III Ausf D que tinha uma blindagem mais leve e o Pzkpfw III Ausf F que tinha um melhor motor e um melhor armamento.

Panzer III no norte da África.

Em 1939, foi decidido levar adiante o modelo com a arma de 50mm, e ele entrou em produção em 1940 sob a designação PzKpfw III Ausf F. Este modelo foi seguido pelo PzKpfw III Ausf G, que tinha um armamento similar e um motor melhor. Para as operações no norte da África ele foi equipado com um kit tropical. Para a invasão da Inglaterra foi feita uma versão especial para adaptar-se melhor na água, mas como a invasão não ocorreu ele foi utilizado na invasão da União Soviética com sucesso.


A arma de 50mm L/42 era inadequada contra os T-34 soviéticos, então a arma L/60 foi instalada. O projétil desta arma tinha uma velocidade superior e os veículos equipados com esta arma eram designados de Pzkpfw III Ausf J. Em 1942, a maioria dos veículos ja não utilizava a arma de 37mm. O próximo modelo foi o Pzkpfw Ausf L, que tinha uma blindagem ainda mais aprimorada que aumentava o seu peso para 22 toneladas, o dobro do peso do projeto original.


O PzKpfw III Ausf M e Ausf N eram equipados com a arma L/24 de 75mm que foi instalada no Pzkpfw IV. Em torno de 64 cartuchos eram carregados para esta arma. A produção do Pzkpfw III foi finalmente completada em Agosto de 1943. Muitas armas autopropulsadas utilizavam o chassi do Pzkpfw III.



Outras variações incluíam um modelo de recuperação de veículos blindados, um modelo de observação (Panzerbeobachtungswagen) e um de comando (Panzerbefehlswagen III). Em torno de 15.000 chassis foram produzidos para os tanques e armas autopropulsadas. O motorista localizava-se na frente á esquerda com o operador da metralhadora e do rádio ao lado direito e os outros três no meio do veículo para operar a torre. O motor localizava-se na parte traseira do veículo.

Especificações do PzKpfw III Ausf M

Tripulação: 5
Peso: 22.300kg
Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 6,41m; comprimento: 5,52m; largura: 2,95m; altura: 2,50m
Motor: um motor Maybach Hl 120 TRM de 12 cilindros desenvolvendo 300hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 40km/h; alcance máximo: 175km

segunda-feira, 2 de março de 2009

Panzerkampfwagen II


Em 1934, os contratos para o desenvolvimento do Panzerkampfwagen II foram ganhos pelas empresas Henschel, Krupp e MAN. Após a avaliação dos projetos, o modelo da MAN foi escolhido para desenvolvimento, sendo a MAN responsável pelo chassi e a Daimler-Benz responsável pela estrutura. O Panzerkampfwagen II foi também produzido pela Famo, MIAO e Wegmann. Este tanque foi a espinha dorsal das divisões blindadas alemãs durante a invasão da França e também viu serviço na invasão da União Soviética, mas nesse período foi considerado obsoleto por conta de sua pouca blindagem e seu baixo poder de fogo. Foi planejado mais como um veículo de treinamento do que de combate.


Os primeiros PzKpfw II Ausf A foram entregues em 1935, e eram equipados com um canhão de 20mm e uma metralhadora de 7,92mm. Era feito para três tripulantes e pesava 7,2 toneladas. Testes mostraram que o seu motor de 130hp não era suficiente, e foi então introduzido um motor de 140hp nos PzKpfw II Ausf B. O PzKpfw II Ausf C foi introduzido em 1937, e tinha uma melhor blindagem. Em 1938, o PzKpfw II Ausf D e Ausf E foram introduzidos, e tinham novas barras de torção que permitiam uma maior velocidade na estrada, apesar que a velocidade fora da estrada era inferior aos modelos anteriores. O último modelo a ser produzido foi o PzKpfw II Ausf F, que apareceu em 1940, ele tinha uma blindagem de 35mm na frente e de 20mm nos lados, isso aumentou o peso para 10 toneladas, que, consequentemente, diminuiu sua velocidade.

A torre e a estrutura eram feitas de aço soldado. O motorista ficava á direita na frente e os outros dois operadoras ficavam no centro do veículo. O motor localizava-se na parte traseira do veículo. 180 projéteis eram levados para o canhão de 20mm e a metralhadora de 7,92mm (cujo 1.425 cartuchos eram levados) localizava-se na direita da torre.


O Pzkpfw II também foi muito utilizado em unidades rápidas de reconhecimento. Uma interessante variante deste veículo era uma versão anfíbio deste tanque que foi produzido para a invasão da Inglaterra em 1940. Este modelo tinha uma hélice que fornecia uma velocidade de 10km/h na água. Havia outra versão, que utilizava um lança-chamas, o Flammpanzer II. 100 destes modelos encontravam-se em serviço em 1942.

Quando o tanque básico tornou-se obsoleto, o chassi foi rapidamente alterado para outras tarefas. Uma destas versões utilizava uma arma soviética de 7,6 cm que ficou conhecida como Marder I. Esta versão foi seguida pelo Marder II que era equipado com uma arma alemã antitanque de 7,5 cm. Cerca de 1.200 destes veículos foram produzidos ou convertidos. Havia também o Wespe, com uma arma de 10,5 cm que foi produzida na Polônia até 1944.

Especificações do Pzkpfw II Ausf F

Tripulação: 3
Peso: 10.000kg
Dimensões: comprimento: 4,64m; largura: 2,30m; altura: 2,02m
Motor: um Maybach de seis cilindros desenvolvendo 140hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 55km/h; alcance máximo: 200km

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Panzerkampfwagen I


Em 1933, o Departamento de Armas do Exército Alemão lançou um requerimento para um veículo de blindagem leve que pesasse em torno de 5.000kg e que pudesse ser utilizado para treinamento. Cinco companhias apresentaram seus protótipos. Após os testes, o projeto da Krupp foi aceito para desenvolvimento, sendo a Krupp responsável pelo chassi e a Daimler-Benz responsável pelo resto da estrutura. A produção do primeiro lote de 150 veículos iniciou-se em Julho de 1934 sob a designação Pzkpfw I Ausf A com um motor M 305, Krupp, que desenvolvia apenas 57 cavalos de força. Mas, no próximo lote, Ausf B, tinham um motor mais forte, e isso significava que o veículo teria de ser mais comprido. Este modelo era um pocuo mais pesado, mas seu motor mais forte, dava-o uma velocida de 40km/h na estrada. Em 1935, 800 destes já encontravam-se em serviço.


O Panzerkampfwagen I foi primeiramente utilizado na Guerra Civil Espanhola. No início da invasão da Polônia, em 1939, 1.445 estavam em serviço. Os Alemães ja haviam notado era mal adaptado para o serviço nas linhas de frente por causa de seu baixo poder de fogo e de sua leve blindagem. Na invasão da França, em 1940, apenas 523 PzKpfw foram utilizados, ainda que muitos ainda estevissem em serviço na Alemanha e na Polônia. Em 1941, o PzKpfw I ja havia sido retirado das linhas de frente, apesar que o modelo de comando Panzerbefehlwagen I continuou em serviço.


Uma vez que o tanque leve tornou-se obsoleto, o seu chassi passou por conversões para executar outros tipos de serviços. Carregar munições e outras tipos de cargas era um de seus serviços. Uma arma tcheca de 47-mm foi instalada em alguns destes tanques e foram utilizados no Norte da África. Mas logo esta arma tornou-se obsoleta conforme os tanques tornavam-se mais blindados. Outro modelo era um que tinha uma arma de 15cm instalada em uma nova estrutura, mas por ser muito pesada, apenas 40 foram feitas.

A torre localizava-se no centro do veículo, equipada com duas metralhadoras de 7,92mm, 525 cartuchos eram carregados para cada uma. O motorista sentava-se a esquerda da torre.

Especificações do Pzkpfw I Ausf B

Tripulação: 2
Peso: 6.000kg
Dimensões: comprimento: 4,42m; largura: 2,06m; altura: 1,72m
Motor: um motor Maybach NL38TR de seis cilindros desenvolvendo 100hp
Performance: velocidade máxima na estrada: 40km/h; alcance máximo: 140km

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

94 Shiki Kenju


Na década de 30, as Forças Armadas Japonesas tinham em serviço uma pistola de 8mm conhecida como Nambu. Mas após a invasão japonesa na China, a demanda por pistolas para o crescente Exército Japonês não era correspondida. Uma fácil solução veio com uma pistola automática de 8mm que foi produzida comercialmente em 1934, mas esta pistola vendeu pouco por causa de sua estranha aparência. As Forças Armadas compraram estoques destas pistolas e aumentaram sua produção. Quando a produção acabou, em 1945, mais de 70.000 já haviam sido fabricadas.

Esta pistola conhecida como 94 Shiki Kenju, ou Pistol Type 94, foi uma das piores pistolas já produzidas. Seu desenho fazia com que fosse de ruim manuseio e também não era uma arma segura. Junto de uma má fabricação e de ruins materiais a arma era realmente muito insegura. Uma parte do mecanismo do gatilho sobressaía-se para a esquerda e caso fosse puxado, se a pistola estivesse carregada, ela dispararia. Sua produção era tão apressada que tornava-a mal feita. As tropas tinham de utilizar a 94 simplesmente porque a indústria japonesa não conseguia produzir nada melhor na época.

Especificações da Pistol Type 94

Cartucho: 8mm
Comprimento: 183mm
Comprimento do cano: 96mm
Peso: 0,688kg
Velocidade inicial do projétil: 305m/s
Pente: 6 projéteis