Um dos melhores caças da Itália, o Macchi C.202 Folgore (Raio) foi desenvolvido a partir do C.200 mas utilizava um motor Daimler-Benz DB 601 produzido sob licensa como Alfa Romeo R A 1000 RC 411. A produção do motor era muito lenta e atrasou a entrada no Folgore em serviço. O C.202 voou pela primeira vez em 10 de Agosto de 1940. A primeira série de C.202 entrou em serviço junto do 1º Stormo no verão de 1941. O Folgore era um avião monoplano de asa baixa com trem de pouso retrátil. O Folgore passou por poucas mudanças durante sua existência.
Muitos serviram com a Squadriglia 52 no norte da África, Itália e Rússia. A produção chegou a 1.500 unidades. Em combate o Folgore batia de frente com o Spitfire MK V em performance, mas era mal armado apesar de superior a caças americanos como o Bell P-39 Airacobra. O último desenvolvimento sofrido pelo Folgore foi a utilização de um motor Daimler-Benz. Os aviões que utilizavam este motor chamavam-se C.205V Veltro, eram páreos para qualquer caça aliado, mas no fim da guerra para a Itália, apenas 66 haviam sido produzidos.
Especificações do Macchi C.202 Folgore
Tipo: caça de assento único Motor: um motor de cilindros em V invertidos Alfa Romeo RA 1000 RC 411 desenvolvendo 1.075hp Performance: velocidade máxima: 600km/h a 5.600m de altura; sobe até 5.000m em 4,6 minutos; teto de serviço: 11.500m; alcance: 610km Dimensões: envergadura: 10,58m; comprimento: 8,85m; altura: 3,50m; área da asa: 16,80m² Armamento: duas metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm localizadas no nariz mais provisão para duas armas de 7,7mm nas asas
Prejudicado pela falta de fortes motores, o Fiat C.200 projetado por Mario Castoldi era pouco potente e tão mal armado que assim que entrou em serviço em 1939 não era páreo nem para o Hawker Hurricane que encontravasse em serviço a dois anos. O C.200 Saetta (Relâmpago) voou pela primeira vez no dia 24 de Dezembro de 1937. Cerca de 1.200 aviões deste modelo foram produzidos pela Macchi, Breda e SAI Ambrosini.
Quando a Itália entrou na guerra em 1940, os primeiros esquadrões localizados na Itália e equipados com o C.200 viram combate na ilha de Malta, mas as baixas italianas foram grandes neste período. Foram tantas baixas, que a Luftwaffe teve de enviar o X Fliegerkorps ao Meditarrâneo para ajudar a Regia Aeronautica. O C.200 foi muito utilizado no norte da África mas sua ineficáfia contra os Hawkers Hurricanes e os constantes ataques da RAF aos campos de pouso reduziram muito o seu número.
Cerca de 51 C.200 serviram na zona de Odessa, no front oriental, e saíram-se bem contra os antigos caças soviéticos nos primeiros estágios da campanha. Em Setembro de 1943, data do armistício Italiano, havia apenas 33 C.200 em funcionamento na Regia Aeronautica.
Especificações do Macchi C.200 Saetta
Tipo: caça-bombardeiro de assento único Motor: um motor radial Fiat A 74 RC 38 desenvolvendo 870hp Performance: velocidade máxima: 504km/h a 4.500m; sobe até 4.000m em 4 minutos e 55 segundos; teto de serviço: 8.900m; alcance: 570km Pesos: vazio: 1.960kg; máximo na decolagem: 2.395 Dimensões: envergadura: 10,58m; comprimento: 8,25m; altura: 3,05m; área da asa: 16,80m² Armamento: duas metalhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm localizadas no nariz mais provisão para duas bombas de 150kg
O Fiat G.55 Centauro era um caça monoplano de asa baixa feito todo de metal e foi projetado por Giuseppe Gabrielli. Este caça representava um grande avanço em comparação ao G.50. Possuía trem de pouso retrátil e seu cockpit dava ao piloto uma excelente visão. Foi um avião muito popular entre os pilotos.
O primeiro dos três protótipos voou em 30 de Abril de 1942. O terceiro protótipo (MM 493) foi o primeiro a levar armamento que consistia de quatro metralhadoras e um canhão montados na fuselagem. Mas até Setembro de 1943 apenas 16 G.55/0 da linha de pré produção e 15 G.55/I da linha de produção inicial haviam sido entregues a Regia Aeronautica. Ao fim da produção, cerca de 274 haviam sido completados.
Antes do armísticio de Setembro de 1943, os G.55 foram utilizados na defesa de Roma com a 353º Squadriglia da Regia Aeronautica. Após o armistício, eles foram utilizados com a Aeronautica Nazionale Repubblicana e posicionados em Venezia Reale. Também serviram com o 2º Gruppo Caccia Terrestre mas as baixas foram grandes devido aos ataques dos Aliados nos campos de pouso.
Enquanto a guerra seguia, a Fiat testou protótipos do G.56 que foi desenvolvido a partir do G.55 mas que utilizava o motor Daimler-Benz DB 603A muito mais forte. Construídos durante a primavera de 1944, eles sofreram poucas mudanças estruturais e tiveram suas metralhadoras montadas na fuselagem retirada.
Especificações do Fiat G.55/I Centauro
Tipo: caça de assento único Motor: um motor de 12 cilindros em "v" invertidos Fiat RA 1050 RC-58 Tifone desenvolvendo 1.475hp Performance: velocidade máxima: 630km/h; sobe até 6.000m em 7 minutos e 12 segundos; teto de serviço: 12.700m; alcance: 1.200km Pesos: vazio: 2.630kg; máximo na decolagem: 3.718kg Dimensões: envergadura: 11,85m; comprimento: 9,37m; altura: 3,13m; área da asa: 21,11m² Armamento: um canhão de 20mm Mauser/MG 151/20 montado próximo ao motor, dois canhões similares montados nas asas, duas metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm mais provisão para duas bombas de 160kg
O caça Fiat G.50 Freccia foi projetado entre 1935 e 1936 por Giuseppe Gabrielli em conjunto da Fiat e fez seu primeiro voo em 26 de Fevereiro de 1937. Apesar de quebrar com a tradição dos biplanos, ele oferecia um menor potencial do que aviões contemporâneos como o Hawker Hurricane e o Messerschmitt Bf 109. Foi o primeiro avião monoplano feito totalmente de metal com hélice de velocidade constante e trem de pouso retrátil a ser aceito pela Regia Aeronautica.
Chamado de Freccia (Flecha) ele foi posto em produção na CMASA, uma subsidiária da Fiat e 12 das primeiras aeronaves foram enviadas a Espanha para avaliação operacional. Mesmo com a superioridade do Macchi C.200, foi decidido ir adiante e equipar um stormo e um gruppo com o G.50. Uma ordem inicial de 200 aeronaves foi emitida. Em Novembro de 1939 as aeronaves foram entregues ao 51º Stormo e logo em seguida ao 52º Stormo. Quando a Itália entrou na guerra havia 118 Freccias em serviço.
Em Novembro de 1940, 48 aeronaves do 51º Stormo foram enviados a Bélgica para tomar parte na Batalha da Grâ-Bretanha. Mas viram pouca ação, e foram mais utilizados em missões de vigilância. Um novo modelo, o G.SObis, apareceu com um cockpit reforçado e maior capacidade de levar combustível. Este modelo entrou em produção para um eventual serviço no Norte da África.
Com uma velocidade máxima de 460km/h e um armamento de apenas duas metralhadoras, o G.50 não era páreo para os caças da RAF mas manteve-se em serviço até 1943. Cerca de 245 G.50, 421 G.SObis e 108 modelos de treino com dois assentos, o G.50B, foram produzidos. O G.50 foi também fornecido a Finlândia e a Croácia.
Especificações do Fiat G.50 Freccia
Tipo: caça de assento único Motor: um motor radial Fiat A 74R C38 desenvolvendo 840hp Performance: velocidade máxima: 640km/h a 4.000m de altura; sobe até 4.000m em 4,6 minutos; teto de serviço: 10.750m; alcance: 580km Pesos: vazio: 1.965kg; máximo na decolagem: 2.400kg Dimensões: envergadura: 11,00m; comprimento: 7,80m; altura: 3,28m; área da asa: 18,25m² Armamento: duas metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm localizadas no nariz
Sempre comparado no conceito e no projeto com o Gloster Gladiator, avião contra o qual ele lutou muito em 1940 e 1941, o Fiat CR.42 Falco não voou antes de 1939. Baseado no CR.32, o Celestino Rosatelli CR.42 era equipado com um motor radial Fiat A74 R1C 38 de 840hp e atingia uma velocidade máxima de 441km/h. Quando a Itália entrou na guerra, em 1941, a Regia Aeronautica ja possuia 330 aviões deste modelo.
O Falco viu serviço pela primeira vez na invasão da França. Mais tarde, 50 destes aviões do Corpo Aero Italiano voaram até a Bélgica para participaram de ataques ao sul da Inglaterra no fim da batalha da Grã-Bretanha, mas sofreram muito ao fogo das armas dos Hurricanes da Royal Air Force. Apesar do Falcon ser muito útil contra o Gladiator, quando Hawker Hurricanes apareciam, ele se tornava um alvo fácil.
Havia a versão CR.42AS (caça-bombardeiro) que era adaptado para carregar até 100kg de bombas e seguiu em serviço até 1942. Um total de 1.781 CR.42 foram produzidos (alguns serviram na Suécia e na Hungria). Em Setembro de 1943, data do armistício Italiano, apenas 64 CR.42 encontravam-se em serviço.
Especificações do Fiat CR.42 Falco
Tipo: caça de assento único Motor: um motor radial Fiat A 74 R1 C38 desenvolvendo 840hp Performance: velocidade máxima: 441km/h a 6.000m de altura; sobe até 6.000m em 9 minutos; teto de serviço: 10.100m; alcance: 780km Pesos: vazio: 1.784kg; máximo na decolagem: 2.295kg Dimensões: envergadura: 9,70m; comprimento: 8,26m; altura: 3,05m; área da asa: 22,40m² Armamento: duas metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7mm (alguns modelos tinham duas metralhadoras extras de 12,7mm sob as asas) e provisão para 100kg de bombas
Assim que o primeiro Tiger entrou em produção, foi decidido desenvolver um tanque ainda mais armado e blindado, especialmente para combater qualquer tanque que os soviéticos pudessem desenvolver no futuro. Mais uma vez, a Henschel e a Porsche foram encarregadas do projeto. A Porsche projetou um tanque baseado no antigo VK 4501 que era equipado com uma arma de 15cm, mas este projeto foi rejeitado em favor de um novo modelo com uma arma de 88mm montada na torre, que também foi logo cancelado porque sua transmissão utilizava muito cobre, que era um material escasso na época. A essa altura, as torres ja haviam sido produzidas e foram utilizadas em tanques da Henschel. O VK 4503 Henschel foi terminado em Outubro de 1943 e utilizava componentes do tanque Panther.
O Tiger II, ou Panzerkampfwagen VI Tiger II Ausf B (SdKfz 182), começou a ser produzido em Kassel, em Dezembro de 1943, sendo que os primeiros a serem construídos utilizavam as torres da Porsche. Todos os tanques subsequentes ja utilizavam a torre da Henschel. Um total de 485 veículos foram produzidos. O Tiger II entrou em ação pela primeira vez em Maio de 1944 no front oriental e no front ocidental na Normandia, em Agosto do mesmo ano. Os Aliados o chamavam de Royal Tiger ou King Tiger enquanto que os alemães o chamavam de Königstiger (King Tiger).
O Tiger utilizava o mesmo motor do tanque Panther, isso tornava-o muito lento e sua blindagem dava proteção contra a maioria das armas dos tanques aliados. Por ser muito grande e pesado, ele tinha dificuldades para se mover e se esconder no campo de batalha. Muitos foram abandonados ou destruídos pela própria tripulação após ficarem sem combustível e sem suprimentos adicionais a serem entregues.
Sua estrutura era toda soldada, com um máximo de 150mm de espessura. O motorista sentava-se na frente á esquerda, com o operador de rádio e de metralhadora a sua direita. A torre tinha uma blindagem de até 100mm e acomodava o comandante e o operador do canhão que ficavam na direita enquanto que o reponsável por recarregar o canhão ficava na esquerda. O motor localizava-se na traseira. Seu armamento principal consistia de uma arma de 88mm KwK 43 e duas metralhadoras MG 34 de 7.92mm. 84 projéteis e 5.850 cartuchos eram carregados para o canhão e a metralhadora respectivamente. O chassi do Tiger II foi utilizado também no Jagdtiger B que era equipado com uma arma de 128mm. Apenas 48 deste poderoso destruidor de tanques foi construído.
Especificações do PzKpfw VI Tiger II Ausf B
Tripulação: 5 Peso: 69.700kg Dimensões: comprimento (includindo o armamento): 10,26m; comprimento: 7,26m; largura: 3,75m; altura: 3,09m Motor: um Maybach HL 230 P 30 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp Performance: velocidade máxima na estrada: 38km/h; alcance máximo: 110km
Em 1938 ja haviam notado que o PzKpfw IV teria de ser substituído por um tanque mais moderno no futuro. Inúmeros protótipos foram construídos por diversas empresas alemãs, mas nenhuma versão foi construída. Em 1941, uma ordem foi emitida para a Henschel sobre um tanque de 36 toneladas chamado de VK 3601 que deveria ter a velocidade máxima de 40km/h, uma boa blindagem e um poderoso canhão. Um protótipo deste tanque foi construído, mas um futuro desenvolvimento foi abandonado devido a uma nova requisição emitida em Maio de 1941, em que o novo protótipo, VK 4501, deveria pesar em torno de 45 toneladas. Esta nova versão deveria estar equipada com o temido canhão de 88mm. Foi decidido que o protótipo estivesse concluído no proximo aniversário de Hitler, dia 20 de Abril de 1942.
Como o tempo era curto, a Henschel incorporou idéias do VK 3601 e outro tanque chamado VK 3001(Henschel). O resultado foi o VK 4501(H). A Porsche também entrou com seu próprio projeto, o VK 4501(Porsche). Ambos protótipos estavam prontos no aniversário de Hitler e o projeto da Henschel foi escolhido para entrar em produção em Agosto de 1942 sob a designação de PzKpfw VI Tiger Ausf E (SdKfz 181).
O Tiger esteve em produção de Agosto de 1942 até Agosto de 1944 e um total de 1.350 foram construídos. Foi então substituído em produção pelo Tiger II. Cerca de 90 VK 4501(P) foram construídos e transformados em destruidores de tanques com sua arma de 88mm sob a designação de Panzerjäger Tiger Ferdinand (SdKfz 184) em homenagem a seu criador, Ferdinand Porsche.
Havia três variantes do Tiger, sendo elas o Tiger tanque de comando (Befehlspanzer Tiger) e o Sturmtiger, cuja estrutura era equipada com um lançador de foguetes. Apenas 10 Sturmtiger foram construídos. O Tiger tinha uma poderosa arma e uma boa blindagem, mas era muito difícil de produzí-lo. Sua suspensão podia ficar obstruída por pedras e lama, que congelava durante o inverno e imobilizava o tanque. Quando o Tiger viajava por estradas, uma esteira de 51,5cm era utilizada, e fora da estrada, uma esteira de 71,5cm era usada.
Seu armamento principal consistia de uma arma KwK 36 de 88mm e três metralhadoras MG 34. Cerca de 84 cartuchos de 88mm eram levados para a arma principal e 5.850 cartuchos eram levados para as metralhadoras. O Tiger foi visto pela primeira vez pelos britânicos na Tunísia e depois foi utilizado pelas alemães em todas as frentes de batalha.
Especificações do PzKpfw VI Tiger Ausf E
Tripulação:5 Peso: 55.000kg Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 8,24m; comprimento: 6,40m; largura: 3,73m; altura: 2,86m Motor: um Maybach HL 230 P 45 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp Performance: velocidade máxima na estrada: 38km/h; alcance máximo: 100km/h
Em 1941, o tanque alemão mais poderoso encontrado em serviço era o PzKpfw IV. O trabalho para o desenvoldimento de um tanque novo teve inicio em 1937, mas o progresso foi devagar devido a mudanças no seu requerimento. Em 1941, a Henschel e a Porsche haviam completado, cada uma, os protótipos de um novo tanque entre 30 e 35 toneladas designados de VK 3001(H) e VK 3001(P) respectivamente. Estas versões não foram produzidas. Mais desenvolvimento foi feito e resultou no Tiger (VK 4501). Mas em 1941, um novo requerimento pedia uma arma de 75mm, melhor blindagem e maiores rodas para uma melhor mobilidade. Para este novo requerimento, a Daimler-Benz criou o VK3002(DB) e a MAN o VK 3002(MAN). O primeiro projeto era uma cópia do T-34, e o projeto da MAN foi aceito.
Os primeiros protótipos do tanque chamado Panzerkampfwagen V Panther (SdKfz 171) ficaram prontos em Setembro de 1942, com os primeiros modelos de linha de produção ficando prontos apenas dois meses depois. Ao mesmo tempo, a Daimler-Benz preparava-se para iniciar a produção do Panther, e, em 1943, a Henschel e a Niedersachen também foram trazidas ao programa. Foi planejado construir 600 tanques Panther por mês, mas os bombardeiros aliados mantiveram a produção em no máximo 330 veículos por mês. Em 1945, apenas 4.800 tanques Panther haviam sido fabricados.
Um comandante de tanque em seu Panther.
O Panther foi colocado em produção apressadamente, sem que os devidos testes tivessem sido feitos, e inúmeros problemas começaram a aparecer, consequentemente a confiança da tripulação no tanque foi afetada. Os primeiros Panthers foram mais perdidos por falhas mecânicas do que por ação inimiga. O Panther viu serviço primeiramente no Front Oriental em Julho de 1943 durante as batalhas de Kursk, e desde então, foi utilizado em todas as frentes de batalha. Assim que os problemas mecânicos foram superados, a confiança da tripulação do tanque voltou. Muitos dizem que o Panther foi o melhor tanque alemão da guerra. Após a guerra, inúmeros tanques Panther froam utilizados pelo Exército Francês.
O primeiro modelo foi o PzKpfw V Ausf A, que era realmente um modelo de pré-produção. O PzKpfw Ausf B e Aus C nunca entraram em produção. Outros modelos foram o Ausf D e outro modelo que por alguma razão, também chamado de PzKpfw V Ausf A, que foi muito utilizado na Normandia. E finalmente o PzKpfw Ausf G. Variações do Panther incluíam um modelo para observação (Beobachtungspanzer Panther), o destruidor de tanques Jagdpanther e outra versão de veículo de comando (Befehlspanzer Panther). O armamento principal do Panther consistia de uma arma de 75mm, cujo 79 cartuchos eram levados e três metralhadoras MG 34 de 7,92mm.
Especificações do PzKpfw Panther Ausf A
Tripulação: 4 Peso: 45.500kg Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 8,86m; comprimento: 6,88mm; largura: 3,43m; altura: 3,10m Motor: um Maybach HL 230 P 30 de 12 cilindros desenvolvendo 700hp Performance: velocidade máxima na estrada: 46km/h; alcance máximo: 177km
Um video sobre o Panther logo em seguida. Em inglês.
O Panzerkampfwagen IV permaneceu em produção durante toda a Segunda Guerra Mundial e foi a espinha dorsal das divisões blindadas alemãs. Em 1934, o Departamento de Armas do Exército Alemão emitiu um requerimento de um tanque médio que deveria ocupar a quarta companhia de tanques de cada batalhão de blindados. A Rheinmetall-Borsig construiu o VK 2001(Rh), a MAN propôs o VK 2002(MAN) e a Krupp veio com o VK 2001(K). No final, a Krupp tornou-se responsável por todo o veículo, que também era conhecido como Bataillons Führerwagen (veículo do comandante de batalhão). Este blindado entrou em produção na fábrica da Krupp-Grusonwerke em Magdeburg como PzKpfw IV Ausf A, ou SdKfz 161. Este modelo era equipado com uma arma de 75mm e duas metralhadora de 7,92mm. 122 cartuchos de 75mm e 3.000 cartuchos de 7,92mm eram levados. A blindagem variava entre 20mm e 14,5mm. Poucos modelos Ausf A foram produzidos entre 1936 e 1937.
O modelo seguinte foi o PzKpfw IV Ausf B, que tinha uma melhor blindagem, um melhor motor e outras pequenas melhorias. Este modelo esteve em produção durante um longo período, mas, ameaçado pelas armas antitanque inimigas, mais blindagem foi adicionada e melhores armas equipadas. O último modelo a ser produzido foi o PzKpfw IV Ausf J que apareceu em Março de 1944. Um total de 9.000 Panzers IV foram produzidos. O chassi do PzKpfw IV era também utilizado em outros veículos como o destruidor de tanques Jagdpanzer IV.
Um típico PzKpfw IV era o Ausf F2, que tinha uma blindagem de aço soldado de 50mm e de 60mm no modelo anterior. O motorista sentava-se na frente ao lado esquerdo com o operador da metraladora e do rádio a seu lado. O comandante e mais dois tripulantes ficavam no centro do veículo. Havia duas entradas na torre, uma de cada lado. O motor localizava-se na parte traseira, a transmissão era manual, sendo que havia 6 marchas mais a marcha ré. O armamento principal consistia de uma arma KwK de 75mm que podia disparar diversos tipos de projéteis e duas metralhadoras de 7,92mm. Cerca de 87 cartuchos de 75mm e 3.192 cartuchos de 7,92mm eram carregados. Havia controles manuais para a torre em caso de emergência. A blindagem adicional e o armamento pesado aumentaram o peso do veículo até que no último modelo de produção ele pesava 25 toneladas.
Especificações do Panzerkampfwagen IV Ausf H
Tripulação: 5 Peso: 25.000kg Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 7,02m; comprimento: 5,89m; largura: 3,29m; altura: 2,68m Motor: um motor Maybach HL 120 TRM de 12 cilindros desenvolvendo 300hp Performance: velocidade máxima: 38km/h; alcance máximo: 200km
Na metade da década de 30 foi decidido que cada batalhão de tanques deveria ter três companhias de tanques leves/médios e outra companhia de tanques médios melhores equipados. O primeiro veio a ser o Panzerkampfwagen III (Pzkpfw III) ou SdKfz 141, e o outro o Panzerkampfwagen IV (PzKpfw IV) que deveria permanecer em produção durante toda a Segunda Guerra Mundial.
Panzer III na Rússia.
Em 1935, o Departamento de Armas emitiu contratos para a construção de um protótipo para as empresas Daimler-Benz, Krupp, MAN e Rheinmetall-Borsig. Logo no início foi decidido que o tanque deveria ter uma arma de 37mm que utilizasse o mesmo tipo de munição das armas antitanque utilizadas pela infantaria. Provisões foram feitas para que uma arma de 50mm fosse utilizada caso necessário. Seguindo os testes com os protótipos, o modelo da Daimler-Benz foi escolhido.
Os primeiros modelos, PzKpfw III Ausf A, Ausf B e Ausf C foram produzidos em pequenos números, e diferenciavam-se apenas na suspensão. Em 1939, ele ja estava em serviço, e sua produção ja estava em andamento. O PzKpfw III foi utilizado pela primeira vez em combates na invasão da Polônia. Os próximos modelos foram o PzKpfw III Ausf D que tinha uma blindagem mais leve e o Pzkpfw III Ausf F que tinha um melhor motor e um melhor armamento.
Panzer III no norte da África.
Em 1939, foi decidido levar adiante o modelo com a arma de 50mm, e ele entrou em produção em 1940 sob a designação PzKpfw III Ausf F. Este modelo foi seguido pelo PzKpfw III Ausf G, que tinha um armamento similar e um motor melhor. Para as operações no norte da África ele foi equipado com um kit tropical. Para a invasão da Inglaterra foi feita uma versão especial para adaptar-se melhor na água, mas como a invasão não ocorreu ele foi utilizado na invasão da União Soviética com sucesso.
A arma de 50mm L/42 era inadequada contra os T-34 soviéticos, então a arma L/60 foi instalada. O projétil desta arma tinha uma velocidade superior e os veículos equipados com esta arma eram designados de Pzkpfw III Ausf J. Em 1942, a maioria dos veículos ja não utilizava a arma de 37mm. O próximo modelo foi o Pzkpfw Ausf L, que tinha uma blindagem ainda mais aprimorada que aumentava o seu peso para 22 toneladas, o dobro do peso do projeto original.
O PzKpfw III Ausf M e Ausf N eram equipados com a arma L/24 de 75mm que foi instalada no Pzkpfw IV. Em torno de 64 cartuchos eram carregados para esta arma. A produção do Pzkpfw III foi finalmente completada em Agosto de 1943. Muitas armas autopropulsadas utilizavam o chassi do Pzkpfw III.
Outras variações incluíam um modelo de recuperação de veículos blindados, um modelo de observação (Panzerbeobachtungswagen) e um de comando (Panzerbefehlswagen III). Em torno de 15.000 chassis foram produzidos para os tanques e armas autopropulsadas. O motorista localizava-se na frente á esquerda com o operador da metralhadora e do rádio ao lado direito e os outros três no meio do veículo para operar a torre. O motor localizava-se na parte traseira do veículo.
Especificações do PzKpfw III Ausf M
Tripulação: 5 Peso: 22.300kg Dimensões: comprimento (incluindo o armamento): 6,41m; comprimento: 5,52m; largura: 2,95m; altura: 2,50m Motor: um motor Maybach Hl 120 TRM de 12 cilindros desenvolvendo 300hp Performance: velocidade máxima na estrada: 40km/h; alcance máximo: 175km