sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Obuses Soviéticos de 152mm


Em 1941 os Soviéticos ainda tinham grandes números de obuses curtos de 152mm como o Obus de Campo Modelo1909/30 e o Obus de Campo Modelo 1910/30 e apesar de um programa de atualização na década de 30 eles ainda não tinham um alcance eficiente e estes obuses teriam de ser substituídos. Em 1938 apareceu uma nova arma de 152mm que entrou em produção nas fábricas de artilharia número 172 em Perm e número 235 em Volkinsk. O Obus de Campo Modelo 1938, que mais tarde viria a ser chamado de M-10, se tornou uma ótima arma e mais tarde veio a ser uma das principais do Exército Vermelho.

Além de um longo alcance, nos primeiros meses da invasão Alemã, os Soviéticos descobriram que o cartucho pesado de 51,1kg era excelente contra tanques. Isto derivou-se da prática soviética de usar toda artilharia de campo disponível contra tanques até que em 1938 um especial projétil sólido foi introduzido para o Modelo 1938. Este projétil pesava 40kg e era capaz de destruir qualquer tanque conhecido até então. Os Alemães utilizavam o máximo possível de M-10 capturados, sob o nome de 15,2cm sFH 443(r), não só na União Soviética mas também na Muralha do Atlântico e outros locais da Europa.

No projeto seguinte, chamado de Obus de Campo de 152mm Modelo 1943, havia um sistema que diminuía sua força no recuo. Logo o Modelo 43 substituiu o Modelo 38 mas tinha o mesmo alcance e utilizava a mesma munição. Em 1945 ja encontrava-se em grandes números no Exército Vermelho sob o nome de D-1. O Modelo 43 ja viu serviço na China, Iraque, Cuba, Romênia e até mesmo na Etiópia e Moçambique.

Especificações do Modelo 1943

Calibre: 152,5mm
Comprimento: 4,2m
Peso: viajando: 3.640kg; em ação: 3.600kg
Elevação: -3º até +63,5º
Transversal: 35º
Velocidade inicial do projétil: 508m/s
Alcande máximo: 12.400m
Peso do projétil: HE: 51,1kg

domingo, 16 de agosto de 2009

Maschinenpistole 43 e Sturmgewehr 44

MP 43.

Apesar das ordens de Hitler, o Exército Alemão estava tão decidido a desenvolver o rifle projetado por Louis Schmeisser que mudou o nome Maschinenkarabiner 42 (Haenel) para Maschinenpistole 43, ou MP 43. O Exército seguiu adiante, passando do desenvolvimento para a produção e os primeiros exemplares foram entregues ao front oriental onde logo provou ser uma ótima arma.

O MP43 foi o primeiro dos rifles de assalto. Ele podia atirar disparos únicos para fogo seletivo em defesa e era capaz de produzir fogo automático quando em ataque. Taticamente, este rifle tinha um grande efeito no modo em que a infantaria podia lutar já que não precisavam mais de metralhadoras dando suporte. Isso permitiu que o Exército Alemão se tornasse mais forte devido ao poder de fogo que podia criar em comparação com outras unidades equipadas com rifles convencionais.


Uma vez que a importância desta arma foi percebida, o MP 43 tornou-se prioridade nas linhas de produção e cada vez mais chegavam requerimentos das tropas nas linhas de combate. As primeiras produzidas foram entregues as unidades de elite mas a maioria foi para o front oriental.

Nos tempos de guerra, na Alemanha, a prioridade era mais para a produção do que para o desenvolvimento e a maior mudança foi o MP 43/1 que era equipado com um lançador de granadas. Hitler rendeu-se ao MP 43 e renomeou o último projeto dele de Sturmgewehr 44 (StG44).


Alguns acessórios foram produzidos para o MP 43 como a mira infravermelha para visão no escuro conhecida como Vampir e o cano curvado conhecido como Krummlauf que podia ser utilizado para disparar de cantos sem expor o soldado. Este último item nunca funcionou direito e era projetado para disparar de ângulos entre 30º e 45º.

Após a guerra, muitos MP 43 viram serviço na Tchecoslováquia (hoje República Tcheca) e nos conflitos entre Árabes e Israelenses

Especificações do StG 44

Calibre: 7,92mm
Comprimento: 940mm
Comprimento do cano: 419mm
Peso: 5,22kg
Velocidade inicial do projétil: 650m/s
Pente: 30 cartuchos

domingo, 9 de agosto de 2009

M24 Chaffee


Em 1942 os tanques com armas de 37mm ja estavam ultrapassados. Requerimentos para um tanque com uma arma de 75mm vinham do exército e tentativas de colocar uma arma de 75mm no tanque leve M5 não tiveram sucesso e um novo projeto foi desenvolvido pela Cadillac. O primeiro tanque ficou pronto em 1943.

O primeiro canhão a ser utilizado era uma arma francesa de 75mm adaptada para os tanques. Diversas tentativas foram feitas para diminuir a arma para que esta pudesse ser instalada no avião B-25 como uma arma contra navios e desta forma ela foi facilmente adaptada para os tanques.


Inicialmente conhecido como T24, ele foi logo renomeado como Light Tank (Tanque Leve) M24 e mais tarde recebeu o nome de Chaffee. Até 1944 ainda não estava em total serviço e somente em 1945 que viu alguma ação na Europa. A maior contribuição do M24 não pode ser sentida até o fim da guerra pois seu chassi serviu de base para toda uma família de blindados que incluíam artilharia autopropulsadas, tanques com armas antiaéreas, etc.. A efetividade do M24 só pode ser vista em larga escala na Guerra da Coréia.


O M24 era um tanque pequeno e bem armado para o seu tamanho e seu peso mas sua blindagem que variava entre 12mm e 38mm tinha de ser mais leve do que em outros tanques para dar ao tanque sua agilidade. O M24 tinha uma tripulação de cinco homens que incluía um operador de rádio, um motorista, um comandante, um oficial do canhão e um carregador.

Especificações do M24

Tripulação: 5
Peso: 18,37 toneladas
Motor: dois motores Cadillac Modelo 44T24 V-8
Dimensões: comprimento: 4,99m; comprimento, com a arma principal: 5,49; largura: 2,95m; altura: 2,48m
Performance: velocidade máxima na estrada: 56km/h; alcance máximo: 161km
Armamento: uma arma principal de 75mm, duas metralhadoras de 7,62mm, uma arma de 12,7mm montada na torre e um morteiro de 51mm

sábado, 8 de agosto de 2009

T-35


O tanque T-35 foi um dos maiores fracassos dos projetistas soviéticos. Teve sua origem em estudos iniciados no ano de 1930 e seu primeiro protótipo ficou pronto em 1932. Em aparência e em outros muitos aspectos ele era bastante influênciado por um tanque da British Vickers Independent.

Apesar de haver mudanças entre as diversas linhas de produção, os tanques da principal linha de produção entre 1935 e 1938 eram mais longos que os originais. Era bastante difícil coordenar, mirar e disparar as cinco torres e a efetividade do armamento era limitada devido ao baixo calibre da arma principal. As torres e a arma principal eram as mesmas utilizadas no tanque T-28. A blindagem variava entre 10mm e 30mm.


A produção do T-35 era lenta se comparada com a produção de outros tanques soviéticos da época. Apenas 61 unidades foram produzidas entre 1933 e 1939 e todos estes tanques serviam em uma única brigada localizada próxima de Moscou. Serviam mais como uma propaganda política, pois regularmente participavam de paradas militares na Praça Vermelha e davam uma falsa impressão da força dos tanques soviéticos. Os massivos veículos davam uma incrível impressão mas eram bem diferentes em serviço.

Quando o T-35 teve de ir para a Guerra em 1941, apenas alguns viram serviço, porque a maioria ficou retido em Moscou para defesa. Parece não haver registros de algum T-35 em ação nos arredores de Moscou mas os poucos outros que tentaram barrar o avanço Alemão não se saíram bem. Por serem poucos blindados e lentos, eram presa fácil para os Panzers.

Especificações do T-35

Tripulação: 11
Peso: 45 toneladas
Motor: um motor M-17M V-12 desenvolvendo 500hp
Dimensões: comprimento: 9,72m; largura: 3,2m; altura: 3,43m
Performance: velocidade máxima: 30km/h; alcance máximo: 150km
Armamento: uma arma de 72,6mm, duas armas de 42mm e cinco ou seis metralhadoras de 7,62mm

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Type II


Em 1935 a Alemanha repudiou o Tratado de Versalhes em que eles não podiam operar submarinos, levando a um acordo Anglo-Germânico em que era permitido a construção de um total de toneladas equivalente a 45% do operado pelos Britânicos. Uma importante tarefa para o supremo dos submarinos, Karl Dönitz, que tinha de resolver os números e tipos de submarinos para comprir com uma estratégia de guerra. Um dos requerimentos era sobre um submarino costal parecido com o antigo UB que operou muito bem em águas Britânicas na Primeira Guerra Mundial. O Type II é um submarino que veio do submarino Vesikko da Marinha Finlandesa, este mesmo submarino serviu de protótipo para o Type II.

O Type II foi rapidamente posto em produção e provou ser de bom governo e de boa manobrabilidade, sendo capaz de efetuar uma submersão rápido em 25 segundos. Suas características foram responsáveis pelo seu apelido, "canoa". Havia outros modelos como o Type IIB, Type IIC e Type IID. O Type IIB tinha uma maior capacidade de transporte de combustível, o Type IIC era modelado no Type IIB mas com motores mais potentes e o Type IID com pequenas modificações.

Com apenas três tubos para disparos de torpedos e pouca munição, levar um carregamento de minas era uma opção. Com a guerra no mar indo cada vez mais para o oceano, a construção do Type II cessou em 1941. Os Type II restantes foram usados como submarinos de treino. Cerca de 6 Type IIA, 20 Type IIB, 8 Type IIC e 16 Type IID foram produzidos.

Especificações do Type IID

Tipo: submarino costal
Peso: 314 toneladas na superfície e 364 toneladas submergido
Dimensões: comprimento: 43,95m; largura: 4,87m; calado: 3,90m
Propulsão: motores a diesel entregando 700hp na superfície e motores elétricos entregando 410hp quando submergido
Velocidade: na superfície: 13 nós; submergido: 7,5 nós
Alcance: 6.500km na superfície a 12 nós; 105km submergido a 4 nós
Armamento: um (mais tarde quatro) armas de 20mm antiaéreas, três tubos (todos frontais) para torpedos de 533mm mais seis torpedos
Tripulação: 25

domingo, 2 de agosto de 2009

Focke-Wulf Fw 200 Condor

Fw 200C e o Fw 200C6 ja equipado com o míssel Henschel.

Famoso como um avião de passageiros do período pré-guerra com formidáveis voos de longa distâncias e recordes no seu crédito, o quadrimotor Focke-Wulf Fw 200 Condor foi projetado por Kurt Tank em 1936 e entrou num projeto de conversão para vir a ser um potente bombardeiro naval a serviço da Luftwaffe. Dez modelos da linha de pré-produção, Fw-200C-0, de reconhecimento marítimo foram entregues a Luftwaffe em 1939. O Fw 200C-1 tinha quatro motores de BMW132 de 830hp e era equipado com uma arma de 20mm no nariz, metralhadoras de 7,92mm montadas em outras posições e podia levar até 250kg de bombas. Além das missões de reconhecimento de longo alcance sobre o Atlântico, o Fw 200C-1 também foi extensivamente usado em colocação de minas em águas Britânicas no ano de 1940. Muitas variações da série C apareceram, entre elas o Fw 200C3 com motores radiais Bramo 323R-2 de 1000hp. Mais tarde foram produzidos o Fw 200C6 e Fw 200C8 num esforço de aumentar o potencial operacional do Condor ao adaptarem a capacidade de carregar dois mísseis Henschel Hs 293 e o controlador de mísseis via rádio FuG 203b.


Duras condições de operações pioravam as fraquezas estruturais do Condor e muitos acidentes ocorreram em serviço. Durante um curto tempo na guerra, os Condor foram utilizados como aeronaves de transporte militar e muitos serviram de apoio ás tropas Alemãs cercadas em Stalingrado. Outros Condor eram utlizados para o transporte pessoal de Hitler e Himmler. O número de unidades produzidas chegou a 252 entre 1940 e 1944.

Especificações do Focke-Wulf Fw 200C-3

Tipo: aeronave de bombardeio e reconhecimento marítimo de longo alcance de sete tripulantes
Motor: quatro motores radiais BMW Bramo 323R-2 desenvolvendo 1.000hp cada
Performance: velocidade máxima: 360km/h a 4.700 metros de altura; teto operacional: 6.000 metros; alcance: 3560km
Dimensões: envergadura: 32,84 metros; comprimento: 23,85 metros; altura: 6,30 metros; área da asa: 118m²
Pesos: vazio: 17.000kg; máximo na decolagem: 22.700kg
Armamento: uma arma de 7,92mm na torre superior traseira, uma arma de 13mm na parte traseira, uma arma de 20mm na frente, duas armas de 13mm mais uma arma de 7,92mm em baixo e provisão para 2.100kg de bombas

Focke Wulf Fw 200 em Ação

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Type 95 (Kurogane Black Medal)


O Type 95 era um veículo leve de reconhecimento que foi desenvolvido depois do Incidente da Manchúria. Cerca de 4.800 unidades foram produzidas pela Kurogane. Este era o único veículo inteiramente japonês utilizado pelo Exército Imperial Japonês.
Os outros veículos eram todos de origem americana ou projetos patenteados dos Estados Unidos. O motor resfriado a ar era ideal para operações na Manchúria e no norte da China. Pneus especiais foram produzidos para terrenos excepcionalmente difíceis.


Utilizava um motor quatro tempos V-1-A-F de 2 cilindros de 1399cc e desenvolvia 33hp. O motor tinha uma taxa de compressão de 5:1 e a cabeça do cilindro era removível. A ignição era fornecida por um magneto de alta tensão com um gerador de 12 volts para carregar a bateria. Um motor elétrico de 12 volts era utilizado. A pressão do óleo era mantida por uma bomba, o tanque de combustível tinha capacidade para 35 litros mais um tanque auxiliar de 4 litros. O consumo de combustível ficava em torno de 4 litros por hora.

Especificações do Type 95

Dimensões: comprimento: 3,38m; largura: 1,52m; altura: 1,68m; entre eixos: 3,84m
Peso: 1.100kg
Motor: um V-1-A-F de dois cilindros desenvolvendo 33hp
Transmissão: 4 marchas
Pneus: 18x6

Morris C8


A Companhia Morris produziu diversos veículos para o Exército Britânico
e um dos mais bem sucedidos foi o Morris C8 Artillery Tractor (popularmente conhecido como Quad). Introduzido em 1939 o veículo era equipado com um guindaste capaz de erguer até 4 toneladas. Os veículos produzidos para rebocar peças de artilharia, de acordo com os requerimentos do exército, tinham de ter uma boa performance fora da estrada, assentos para os operadores da arma e espaço adequado para armazenar equipamentos e munição. Havia espaço para o motorista, um comandante e mais cinco homens. Este veículo era sempre operado por membros da artilharia.


O modelo final foi introduzido em 1944, era aberto em cima e tinha
uma cobertura feita de lona. Foi feito especialmente para rebocar as armas antitanques 17-pdr e 25-pdr. Havia espaço para oito homens incluindo o motorista. Na traseira do veículo era onde localizavam-se prateleiras que eram feitas para receber todo tipo de munição da artilharia britânica. Este veículo continuou em serviço até 1950. No modelo Mk III a tração nas quatro rodas podia ser desativada com exceção na primeira marcha e na marcha ré.

Especificações do Morris C8 Mk III

Motor
: um Morris de 4 cilindros desenvolvendo 70hp

Dimensões
: comprimento: 4,49m; largura: 2,21m; altura: 2,26m; entre eixos: 2,51m

Peso: 3.402kg
Transmissão
: 6 marchas

Pneus
: 10,5x16

quarta-feira, 29 de julho de 2009

SU-76


Durante os dias de desespero de 1941 o Exército Ve
rmelho perdeu tanto material que os projetistas soviéticos foram forçados em ter como prioridade a produção em massa e tiveram de acabar com diversas linhas de produção de certos equipamentos e selecionar apenas alguns tipos para seguirem em produção. Um desses que continuou em produção foi o ZIS-3 de 76,2mm que além de uma excelente peça de artilharia era um ótimo destruidor de tanques.


Os eventos de 1941 mostraram aos Soviéticos
que seus tanques leves eram inúteis e foram retirados de serviço e de produção. No momento havia em andamento a produção do tanque leve T-70 mas foi decidido convertê-lo na arma ZIS-76 e utiliza-lo como uma arma antitanque. Assim nasceu o SU-76 (Samokhodnaya Ustanovka). A conversão para receber a arma de 76,2mm e os 62 cartuchos de munição era bastante simples mas o chassi do T-70 teve de ser aumentado e rodas extras foram adicionadas para sustentar o peso. Os primeiros modelos tinham a arma montada no centro do veículo mas os modelos seguintes tinham a arma localizada na esquerda. A blindagem chegava a 25mm.


Foi em 1942 que os primeiros SU-76 ficaram prontos mas só em 1943 eles encontravam-se no Exército Vermelho em grandes números. Por volta dessa época o ZIS-3 ja era inútil contra as blindagens cada vez mais espessas dos Alemães e o SU-76 foi gradualmente direcionado ás formações de infantaria do Exército Vermelho. Um novo tipo de munição o transformou em uma excelente arma antitanque mas ao fim da guerra sua produção estava chegando ao fim em favor de armas com maiores calibres. Muitos SU-76 tinham as armas removidas e eram utilizados como rebocadores de artilharia, em transportes de munição e em recuperação de veículos. Alguns eram equipados com armas anti-aéreas.


Após 1945 os SU-76 foram utilizados por nações como a China e Coréia do Norte e viu serviço na Guerra da Coréia. Outros foram parar nas forças armadas dos países do Pacto de Varsóvia. No Exército Soviético o SU-76 era conhecido como Sukami (vagabunda).

Especificaçõ0es do SU-76

Tipo
: arma autopropulsada

Tripulação
: 4

Peso
: 10.800kg

Motor
: dois motores GAZ de seis cilindros cada um e desenvolvendo 70hp por motor

Dimensões
: comprimento: 4,88m; largura: 2,73m; altura: 2,17m

Performance
: velocidade máxima na estrada: 45km/h; alcance: 450km

Armamento
: uma arma de 76,2mm e uma metralhadora de 7,62mm

terça-feira, 28 de julho de 2009

Maultier


O primeiro inverno na guerra contra a União Soviética mostrou aos Alemães que seus caminhões eram inadequados para lidar com as condiçoes do inverno russo. Sob a condição de barro e neve, somente os halftracks conseguiam seguir adiante. Como os halftracks eram equipamentos muito caros, foi decidido produzir uma versão de baixo custo. Isso foi realizado ao pegarem caminhões Opel e Daimler-Benz das linhas de produção e retirarem seus eixos traseiros e os substituirem pelas esteiras do mesmo modelo do Panzer II. Este novo halftrack foi chamado de Maultier (mula). Apesar de não ser tão bom quanto um verdadeiro halftrack ele saiu-se bem nas suas tarefas diárias de entrega de suprimentos e seu uso foi confinado ao front oriental.

Mais tarde, a partir do Maultier, foi desenvolvido o Nebelwerfer que era utilizado com uma bateria de lançamento de foguetes e em 1942 foi decidido que todas as formações de Panzers deveriam ter suas unidades de foguetes. Os primeiros Nebelwerfer usavam lançadores rebocáveis mas para que pudessem manter-se com os Panzers um modelo autopropulsado foi desenvolvido. Este modelo tinha a cabine blindada. Havia espaço para disparar 10 foguetes de 15cm.

Especificações do Maultier (lançador de foguetes)

Tripulação
: 3

Motor
: 6 cilindros

Dimensões
: comprimento: 6,0m; altura: 2,5m; largura: 2,2m

Performance
: velocidade máxima na estrada: 38km/h

Armamento
: um lançador de foguetes de 15cm Panzerwerfer 42