quinta-feira, 3 de março de 2011
Lanchester Sub-machinegun
Com a evacuação de Dunquerque em 1940, a Royal Air Force procurou desenvolver uma nova submetralhadora para a defesa dos aeródromos. Não havia tempo para desenvolver uma arma nova e foi decidido desenvolver uma a partir da submetralhadora alemã MP/28. O período em que a Lanchester foi desenvolvida era tão desesperador que a Royal Navy também adotou a arma e acabou se tornando o maior usuário da dela.
A cópia da MP/28 foi chamada de Lanchester devido ao homem responsável por desenvolver a arma na Sterling Armament Company em Dagenham, George Lanchester. A Lanchester surgiu como uma confiável arma que se adequava as operações da marinha. A arma podia ser equipada com uma baioneta, que se tornava de grande utilidade em abordagens nos navios inimigos, e era capaz de disparar diferentes tipos de munições. O seu pente de latão comportava uma útil quantidade de 50 munições. A arma era capaz de disparar em modo de tiro único ou em modo de tiro automático. Esse era o modelo Mk I mas no modelo Mk I* somente havia a opção de tiro automático e muitas Mk I foram convertidas para Mk I*.
A cópia descarada que era a Lanchester se mostrou boa no serviço e foi muito útil a Marinha Real Britânica. Os últimos exemplares da Lanchester foram aposentados na década de 1970. A arma foi produzida entre 1941 e 1945 sendo 74.579 produzidas pela Sterling, 16.990 produzidas pela Greener e 3.900 pela Boss.
Especificações da Lanchester
Calibre: 9mm
Cartucho: 9x19mm Parabellum
Comprimento: 851mm
Compimento do cano: 203mm
Peso: 4,34kg
Alimentação: um pente de 32 ou 50 cartuchos
Razão de fogo: cíclico: 600rpm
Velocidade inicial do projétil: 380m/s
Alcance efetivo: 150m
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Submetralhadoras
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Ilyushin 11-4
O primeiro protótipo desse avião bimotor de asa baixa, TsKB-26, voou pela primeira vez em 1935. A produção se iniciou em 1937 sob o nome DB-3B. Os primeiros eram equipados com os motores M-85 de 765hp que foram trocados mais tarde pelos motores M-86 de 960hp em 1938.
Com um projeto simples a aeronave sofria por falta de armas para sua defesa. Eram presas fáceis e sofreram muito na Guerra de Inverno contra os aviões Bristol Bulldog, Gloster Gladiator e Fokker D.XXI. Em 1940 entrou em serviço um novo modelo, Ilyushin 11-4, com um nariz mais alongado e mais blindado. Com o ataque alemão em 1941 as linhas de produção do Ilyushin 11-4 foram recuadas para a Sibéria. Muitas áreas que utilizavam metal no avião foram substituídas por madeira, que era um material estratégico menos escasso no momento. O 11-4 também serviu com as Forças Navais Soviéticas e foi sob o comando da Marinha Soviética que aviões desse modelo bombardiaram Berlim pela primeira vez em um ataque vindo do leste. Assim o 11-4 manteve missões sobre a capital alemã e outros alvos do leste europeu. Com um total de 5.000 unidades produzidas o 11-4 teve sua produção encerrada em 1944. Desde 1938 até 1944 o Ilyushin 11-4 sofreu quase nenhuma mudança.
Especificações do Ilyuishin 11-4
Tipo: bombardeiro/torpedeiro para quatro tripulantes
Motor: dois motores radiais M-88B desenvolveno 1.100hp
Performance: velocidade máxima: 410km/h a 4.725m de altura; teto operacional: 10.000m com uma carga de 2.600kg de bombas
Pesos: vazio: 6.000kg; máximo na decolagem: 10.000kg
Dimensões: envergadura: 21,44m; comprimento: 14,63m; altura: 4,10m; área da asa: 66,7m²
Armamentos: três metralhadoras ÜBT de 12,7mm localizadas uma no nariz, uma na torre ventral e uma na torre dorsal, mais capacidade para 1.000kg de bombas ou três torpedos de 500kg.
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Petlyakov Pe-2
O Petlyakov Pe-2 foi desenvolvido por Vladimir Petlyakov para ser o bombardeiro leve da União Soviética. O protótipo, Petlyakov VI-100, possuía pressurização de cabine, espaço para dois tripulantes e chegava até 623km/h em uma altitude de 10.000 metros e voou pela primeira vez em 7 de Maio de 1939. Diversos pedidos foram feitos para um bombardeiro de mergulho com a aproximação da guerra. Para adaptar o VI-100 as demandas, o turbo-compressor de altitude TK-3 foi removido, freios de mergulho foram adicionados e a estrutura traseira do avião foi alterada para uma melhor estabilidade. Dois protótipos, PB-100,foram produzidos e esse modelo se tornou o Pe-2 bomberdeiro leve e bombardeiro de mergulho. A tripulação era constituída por três homens: piloto, bombardeiro e atirador.
Os dois motores M-105-R de 1.100hp forneciam força para duas hélices tripás modelo VISh-61. A aeronave era rápida e de alta manobrabilidade. A época da Invasão Alemã, 458 Pe-2 estavam prontos mas a entrega para serviço foi lenta. Em Setembro de 1941 poucos eram utilizados na linha de frente. Em Moscou,apenas cinco estavam disponíveis para ajudar a barrar o avanço alemão sobre a cidade. Mesmo em poucos números o Pe-2 foi muito importante para as ofensivas soviéticas e eram cada vez mais presentes nas batalhas de Leningado, Stalingrado, Kharkov e Rostov. Em 1942 foi introduzido um motor M-105PF de 1.260hp. Já as versões Pe-2I e Pe-2M, que eram caças e bombardeiros, utilizavam um motor VK-107A de 1.620hp. O Pe-2 viu serviço em todas as frentes na União Soviética inclusive na Manchúria contra os Japoneses em 1945. Cerca de 11.427 foram produzidos.
Em 1941, com o início da Guerra de Continuação, a Finlândia comprou seis Pe-2 capturados pelos alemães. As aeronaves foram utilizadas em missões de reconhecimento e de espionagem e levavam sempre em torno de 250kg de bombas para ataques com a missão de cobrir o verdadeiro propósito da missão. Essas missões de reconhecimento permitiam que a Força Aérea Finlandesa e a Luftwaffe pudessem atacar as concentrações de tropas soviéticas. Um sétimo Pe-2 foi adquirido em mais um negócio feito com os alemães em 1944. Três Pe-2 foram perdidos por falhas técnicas, outro foi destruído por um bombardeio, um foi derrubado por caças soviéticos e outro foi considerado desaparecido após uma missão. O Pe-2 restante foi continuou voando missões de reconhecimento.
Especificações do Petlyakov Pe-2
Tipo: bombardeiro médio e bombardeiro de mergulho para três tripulantes
Motor: dois Klimov M-105-R V-12 desenvolvendo 1.100hp
Performance: velocidade máxima: 540km/h a 5.000m de altura; velocidade de cruzeiro: 428km/h; sobe até 5.000m em 7 minutos; teto operacional: 8.800m; alcance: 1.500km
Pesos: vazio: 5.876kg; máximo na decolagem: 8.496kg
Dimensões: envergadura: 17,16m; comprimento: 12,66m; altura: 4m; área da asa: 40,50m²
Armamentos: duas metralhadoras ShKAS de 7,62mm ou uma ShKAS e uma Beresin ÜBT de 12,7mm fixas no nariz, uma ShKAS e uma Beresin ÜBT na estação ventral e na estação dorsal mais capacidade de carregar 1.200kg de bombas
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Bombardeiros Leves,
União Soviética
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Smith & Wesson M1917
Durante a Primeira Guerra Mundial entre as inúmeras encomendas Britânicas de armamentos vindo dos Estados Unidos estava uma encomenda de revólveres calibre 11,56mm, que era a medida padrão dos revólveres britânicos. Após a entrada do Estados Unidos na guerra em 1917 um grande número de armas seria necessário para suprir o crescente Exército Americano e as linhas de produção da Colt M1911 não eram suficientes. Sendo assim, o contrato da Smith & Wesson foi tomado pelos Americanos mas as armas produzidas tiveram seu calibre alterado para 11,43mm, que era o calibre da Colt M1911 e de todas a munições produzidas até então para a M1911. Duas variantes da M1917 existiam: uma produzida pela Colt e outra pela Smith & Wesson. 150.000 unidades foram produzidas por cada fabricante somando um total de 300.000 unidades. Mas a M1917 não saiu de serviço com o fim da Primeira Guerra. Na década de 30 o Governo Brasileiro encomendou milhares de M1917 que passaram a ser conhecidas como M1937.
Especificações da Smith & Wesson M1917
Calibre: 11,43mm
Cartucho: 11,43mm (.45) Ball M1911
Comprimento: 274mm
Comprimento do cano: 140mm
Peso: 1,02kg
Velocidade inicial do projétil: 253m/s
Capacidade da câmara: 6 cartuchos
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Metralhadoras Browning M1919
O Modelo Browning 1919 se diferenciava do Modelo 1917 por ter um cano resfriado por ar e não por água. Esse modelo resfriado a ar foi desenvolvido com a idéia inicial de equipá-los em tanques. Com o fim da Primeira Guerra Mundial os tanques, e por consequencia as metralhadoras, tiveram suas encomendas canceladas. A Browning acabou aparecendo em novas versões: Browning M1919A1, Browning M19192, utilizada pela cavalaria americana e Browning M1919A3. Esses modelos nunca foram muito produzidos até o M1919A4 entrar em serviço. Em 1945, cerca de 438.971 haviam sido produzidos.
O M1919A4 foi produzido para ser utilizado com a infantaria e foi no combate que essa metralhadora provou ser de primeira classe sendo capaz de distribuir quantia enorme de fogo contra o inimigo e aguentar o mal tratamento e dureza encontrado na frente de batalha. O M1919A5, foi outro modelo produzido para uso em tanques de guerra. Havia também um modelo utilizado para a força aérea M2, que podia ser instalado e utilizado como arma fixa ou flexível em uma aeronave. A marinha também tinha sua versão baseada no M1919A4 que se chamava AN-M2.
Entre todos esses modelos houve diversas mudanças mas o projeto básico do M1919 se manteve o mesmo. A alimentação da arma era feita através de uma fita de munição e a arma era normalmente montada sobre um tripé. Diversos dispositivos de montagem permitiam que a arma fosse equipada em jeeps, caminhões, tanques e também equipada para uso antiaéreo.
Em 1943 foi introduzido o M1919A6 que deveria ser uma metralhadora leve para aumentar o poder de fogo dos batalhões. O resultado foi uma pesada metralhadora leve que ao menos podia ser construída rapidamente nas linhas de produção existentes. Era uma metralhadora melhor do que o BAR e cerca de 43.479 foram produzidos. Todos os Browning M1919 utilizavam o mesmo sistema de operação a gás.
Especificações da Browning M1919A4
Calibre: 7,62mm
Comprimento: 1041mm
Comprimento do cano: 610mm
Peso: 14,06kg
Velocidade inicial do projétil: 854m/s
Razão de fogo: cíclica: 400-500rpm
Alimentação: fita com 250 munções
Especificações da Browning M1919A6
Calibre: 7,62
Comprimento: 1346mm
Comprimento do cano: 610mm
Peso: 14,74kg
Velocidade inicial do projétil: 854m/s
Razão de fogo: cíclica: 400-500rpm
Alimentação: fita com 250 munições
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Morteiros Soviéticos Leves
Durante a década de 1930 os projetistas de armas soviéticos desenvolveram diversos tipos de morteiros leves de 50mm. A série inicial começou com o 50-PM 38 ou 5-cm Granatwerfer 205/l (r) como era conhecido pelos Alemães. Era um modelo bastante convencional que utilizava a saída de gases na base do cano para variar a distância. Esse modelo se mostrou difícil de se produzir e foi substituído pelo 50-PM 39, ou 5-cm Granatwerfer 205/2 (r) para os Alemães. Esse modelo não possuía a saída de gases. Mesmo sendo um modelo efetivo ele ainda era de difícil produção e foi substituído pelo 50-PM 40. Esse modelo foi produzido em massa e o bipé e a base eram feitos de aço prensado. O bipé tinha um novo modo de nivelamento que se mostrou muito útil e confiável mesmo que o alcance fosse um pouco restrito. Diversos 50 PM-40 caíram em mãos alemãs e eram utilizados sob a designação 5-cm Granatwerfer 205/3 (r).
Enquanto os morteiros de 50mm eram utilizados com companhias, os batalhões eram equipados com morteiros de 82mm. Haviam três modelos nessa linha: o 82-PM 36 que era uma cópia direta do Brandtmie 27/31, o 82-PM 37 que era um modelo revisado que possuía molas no bipé para diminuir o impacto do recuo e o 82-PM 41 que utilizava diversas peças em metal prensado para facilitar sua produção. O seu bipé era feito de um modo em que rodas pudessem ser acopladas e assim o morteiro podia ser mais facilmente deslocado pelo soldado.
Havia também o 107-PBHM 38 que era um versão aumentada do 82-PM 37 e podia ser transportado por um cavalo ou ser desmontado em diversas peças para facilitar o transporte. O fogo podia ser feito do modo tradicional ou através de um gatilho. Esse modelo foi extensivamente utilizado na Segunda Guerra Mundial.
Especificações do 50-PM 40
Calibre: 50mm
Comprimento: cano: 0,63m
Peso: em ação: 9,3kg
Elevação: 45°-75°
Transversal: 9º-16º
Alcance máximo: 800m
Peso da bomba: 0,85kg
Especificações do 82-PM 41
Calibre: 82mm
Comprimento: cano: 1,32m
Peso: em ação: 45kg
Elevação: 45º-85º
Transversal: 5º-10º
Alcance máximo: 3.100m
Peso da bomba: 3,4kg
Especificações 107-PBHM 38
Calibre: 107mm
Comprimento: cano: 1,57m
Peso: em ação: 170,7kg
Elevação: 45º-80º
Transversal: 6º
Alcance máximo: 6314m
Peso da bomba: 8kg
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Browning Automatic Rifle
O Browning Automatic Rifle, ou BAR como é conhecido, é uma arma que não se encaixa precisamente em nenhuma categoria. O BAR pode ser empregado como uma metralhadora leve ou um rifle de assalto pesado, mas na prática ele era utilizado como uma metralhadora leve.
Projetada por John M. Browning, seus primeiros protótipos ficaram prontos em 1917 e logo após os primeiros testes o rifle foi adotado pelo Exército Americano e empregado na França, em 1918. Na época, poucos foram empregados e esses foram utilizados como rifles pesados. Os primeiros modelos, BAR M1918, não possuíam bipés, que só foram introduzidos em 1937 com o BAR M1918A1. Foram o M1918A1 e o M1918A2 que se tornaram os principais modelos de operação do Exército Americano.
O M1918 teve um importante papel na Segunda Guerra já que foi importado aos milhares para o Reino Unido em 1940, onde foi utilizado com a British Home Guard. Os outros modelos foram produzidos aos milhares e uma vez em serviço, o BAR tornou-se uma arma que os soldados podiam confiar mesmo que fosse alimentada por um pente com apenas 20 cartuchos, que era pouco para qualquer operação de infantaria. Após 1945 o Bar foi utilizado na Guerra da Coréia até ser finalmente substituído em 1957.
O BAR foi também produzido pela Fabrique Nationale em Liège, na Bélgica. Os rifles lá produzidos tinham diversos calibres e abasteceram os exérxitos da Bélgica, Suécia, Honduras, alguns países da América do Sul, outros foram parar no Exército Chinês e a Polônia, que tinha sua própria linha produção do BAR onde ele era fabricado com o calibre 7,92mm.
Especificações do BAR M1918A2
Calibre: 7,62mm
Comprimento: 1214mm
Comprimento do cano: 610mm
Peso: 8,8kg
Velocidade Inicial do projétil: 808m/s
Razão de fogo: cíclico: 500-600tpm (razão rápida) ou 300-450tpm (razão lenta)
Alimentação: um pente de 20 cartuchos
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
203mm Howitzer Model 1931 (B-4)

Um dos armamentos mais pesados utilizados pelos Soviéticos entre 1941 e 1945 foi o obus de 205mm Modelo 1931, também conhecido como B-4. Era uma pesada e poderosa arma que foi uma das poucas peças de artilharia que se movia sobre esteiras devido ao grande investimento soviético em fábricas de trator nas décadas de 20 e 30. Era assim uma medida óbvia e econômica para os projetistas soviéticos. Cerca de 871 foram produzidos. O uso de esteiras permitia que o B-4 cruzasse terrenos intransponíveis para outros armamentos.
Devido ao seu grande peso o B-4 tinha que ser transportado, quando a distância era muito grande, em seis partes. Algumas versões do B-4 eram transportados em cinco partes separadas. Existiram seis variações do B-4 que variavam mais no modo em que eram transportados. O B-4 permaneceu com poucas mudanças durante sua existência.
A razão de fogo ficava em torno de um tiro por minuto. Além de ser utilizado em fogo de barragem o B-4 podia ser utilizado para a demolição de pontos fortificados. Era uma arma essencialmente de uso estático devido a sua velocidade de transporte de não mais do que 15km/h. A sua pouca mobilidade foi uma grande desavantagem e muitos caíram em mãos alemães. Como os alemães tinham pouca quantidade de artilharia pesada eles utilizavam quantos B-4 conseguissem. A maioria foi utilizado na União Soviética mas também viram serviço na Itália e no noroeste da Europa em 1944 sob o nome 20,3cm H 503(r).
Especificações do Model 1931
Calibre: 203mm
Comprimento: 5.087m
Peso: em ação: 17.700kg; em viagem: 19.000kg
Elevação: 0º até 60º
Transversal: 8º
Velocidade inicial do projétil: 607m/s
Alcance máximo: 18.025m
Peso do cartucho: 100kg
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Artilharia,
Artilharia Pesada,
Obuses,
União Soviética
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Cruiser Tank Mk VI Crusader

O Cruiser Tank MK VI, que veio a ser conhecido como Crusader, tem suas origens no tanque Covenanter. Apesar de serem parecidos haviam diversas diferenças como as cincos rodas do Crusader contra as quatro rodas que o Covenanter tinha.
O protótipo chamado de A15 possuía duas pequenas torres: uma localizada na frente da cobertura do motorista e outra para um artilheiro sentado na parte frontal do tanque. Cada uma dessas torres era equipada com uma metralhadora de 7,92mm. Logo após alguns testes a torre do motorista foi retirada. Esses primeiros testes também denunciaram problemas no resfriamento do motor e na caixa de marcha. Esses problemas foram difíceis de serem resolvidos e foram encontrados até mesmo em Crusaders que estavam sendo retirados de combate.
O primeiro modelo de produção foi o Crusader I que tinha uma blidagem de 40mm e um canhão de 40mm. Quando o Crusader I entrou em combate em 1941 ele já era inadequado para o combate. As armas de 57mm, que podiam resolver o problema, ainda eram escassas e sua blindagem foi aumentada em torno de uma base de 50mm. Este era o Crusader II mas somente no Crusader III que arma de 57mm foi utilizada. A versão III acabou sendo a versão padrão para os combates no Norte da África antes de ser substituído pelo tanque Sherman M4.
No combate o Crusader era rápido mas sua blindagem não era espessa o suficiente e aqueles equipados com o canhão de 40mm não faziam frente aos seus equivalentes alemães. Após perderem sua função como tanque de combate os Crusaders foram utilizados em diversos propósitos especiais. Alguns foram convertidos para tanques antiaéreos com uma Bofor de 40mm ou dois ou três canhões de 20mm montados sobre eles. Outros Crusaders, sem suas torres, eram utilizados como rebocadores de veículos e de artilharia. Essas versões rebocadoras foram muito utilizadas na Europa em 1944 e 1945.
O Crusader foi um clássico armamento britânico da Segunda Guerra apesar da sua falta de eficiência de combate. Mesmo com uma baixa agressividade foi um tanque que se superou e viu ação em diversos lugares e em diversas versões.
Especificações do Crusader III
Tripulação: 3
Peso: 20.067kg
Motor: um Nuffield Liberty Mk III desenvolvendo 340bhp
Dimensões: comprimento: 5,99m; largura: 2,64m; altura: 2,23m
Performance: velocidade máxima na estrada: 43,4km; velocidade máxima off-road: 24km/h; alcance com tanque de combustível extra: 204km
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Tanques Médios
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Renault R 35

O tanque Renault R 35, originalmente conhecido como Renault ZM, foi produzido em 1934 em resposta ao requerimento de um novo tanque de suporte para a infantaria do Exército Francês. Esse tanque deveria substituir os antigos Renault 17 que datavam da Primeira Guerra Mundial. Os testes se iniciaram em 1935 e antes que mais testes fossem efetuados o R 35 foi posto em produção já que a Alemanha se mostrava disposta a uma guerra. Antes do início da produção foi efetuada uma pequena mudança: a blindagem do tanque deveria passar de 30mm para 40mm.
O R 35 nunca substituiu totalmente o R 17 mas em torno de 1940 cerca de 1.600 já haviam sido produzidos. Era o tanque mais numeroso no Exército Francês. O R 35 era um tanque pequeno para dois tripulantes. Sua blindagem utilizava muito de fundição. O motorista ficava posicionado a frente enquanto que o comandante tinha de trabalhador como carregador da arma principal, além de mirá-la e dispará-la. A torre do tanque não dispunha de dispositivos de observação eficazes mas até então o tanque era suficiente.
Uma nova versão introduzida em 1940, que dispunha de um novo sistema de suspensão, foi chamada de AMX R 40. Poucas destas versões haviam sido produzidas quando a Invasão da França começou. O R 35 não era oponente para os Panzers. Seu canhão não era capaz de perfurar nem a blindagem dos menores tanques alemães e o modo como ele era empregado em combate, utilizados em poucos números em apoio a infantaria, fazia com que fosse presa fácil para o grande número de Panzers utilizados pelos Alemães. A blindagem de 40mm do R 35 era capaz de suportar a maioria das armas antitanques alemãs mas pouco o tanque podia fazer para mudar o curso da campanha. A maioria dos R 35 era destruída ou abandonada pelas suas tripulações frente ao desastre que varria o Exército Francês.
Muitos R 35 caíram intactos em mãos alemãs. Esses foram utilizados em missões na França ou em escolas de treinamento alemãs. Com o início da Operação Barbarossa, a invasão da União Soviética, muitos R 35 foram privados de suas torres e eram utilizados como tratores para artilharia ou utilizados para carregar munição. Mais tarde, o restante dos R 35 que ainda se encontravam na França tiveram suas torres retiradas para serviram como artilharia auto-propulsada ou armas anti-tanque. As torres retiradas foram colocadas como defesa na Muralha do Atlântico.
O R35 mostrou ser de maior utilidade aos Alemães do que aos Franceses. Foi um tanque de tradição de combate da Primeira Guerra construído sob o pensamento de que a guerra com tanques havia mudado pouco desde 1918.
Especificações do R 35
Tripulação: 2
Peso: 10.000kg
Motor: um Renault de 4 cilindros desenvolvendo 82bhp
Dimensões: comprimento: 4,20m; largura: 1,85m; altura: 2,37m
Performance: velocidade máxima: 20km/h; alcance: 140km
Armamento: um canhão de 37mm e uma metralhadora de 7,5mm
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