domingo, 8 de abril de 2012

Land-Wesser-Schlepper


A Rheinmetall Borsig foi selecionada em 1936 para desenvolver um trator que pudesse ser utilizado em operaões anfíbias. A idéia era que esse veículo fosse capaz de rebocar um trailer especial que podia flutuar, sendo capaz de carregar veículos ou equipamentos de até 18.000kg. A Rheimetall respondeu ao pedido com o veículo anfíbio Land-Wesser-Schlepper (LWS). 

O estranho veículo passou por diversos testes sem chamar muita atenção até a se iniciar os preparativos da Invasão da Inglaterra (Operação Leão-marinho) que nunca ocorreu. Sem dúvida alguma esse veículo seria de grande utilidade na travessia do Canal da Mancha, mas o resultado da Batalha da Inglaterra pendendo para o lado dos Aliados e um grande atraso fez com que o projeto do LWS só decolasse em 1941. Entrando em serviço em 1942 ele foi bastante útil na União Soviética e no Norte da África.

Algo que contava contra o LWS era sua falta de blindagem. E em operações militares como era esperada na planejada Invasão da Inglaterra, a blindagem seria essencial. Caso contrário os três tripulantes mais os vinte homens que seria capaz de levar, acabariam sendo abatidos facilmente pelas defesas Britânicas nos riscos que uma invasão anfíbia acarreta. Após dois protótipos ficarem concluídos o projeto foi abandonado em 1942, já passado a derrota na Batalha da Inglaterra e toda a esperança de uma invasão das Ilhas Britânicas agora que a Alemanha Nazista focava-se no leste europeu. Após o termino da guerra os LWS foram encontrados e levados para o Reino Unido para avaliações. Poucos exemplares foram produzidos.


Especificações do Land-Wesser-Schlepper

Tripulação: 3
Peso: 13.000kg
Motor: um motor Maybach ML120 V12 de 300hp
Performance: velocidade: 35km/h na estrada e 12km/h na água
Dimensões: comprimento: 8,60m; altura: 3,16m; largura: 3,13m
Blindagem: nenhuma
Armamentos: nenhum

quinta-feira, 1 de março de 2012

Matilda Mk I e Mk II


Uma ordem para um tanque de infantaria foi emitida pela primeira vez em 1934 e o resultado foi o All Infantry Tank Mk I, que mais tarde foi apelidado de Matilda. Era um tanque simples e pequeno para dois tripulantes com blindagem suficiente para enfrentar qualquer arma antitanque do período. A torre era equipada com uma metralhadora Vickers de 7,7mm enquanto que a propulsão era fornecida por um motor V8 fabricado pela Ford. Em Abril de 1937 foi emitido um pedido de 140 unidades. Quando posto em combate na França em 1940 ele mostrou todos os seus defeitos: era lento demais e estava pouco armado para qualquer tipo de combate entre blindados. As unidades que sobreviveram após Dunquerque foram utilizadas apenas para treino.

Em 1936 se iniciou o projeto para o Matilda Mk II. Terminado em 1938, o Matilda Mk II era um tanque maior que o Matilda Mk I, com espaço para quatro tripulantes, blindagem capaz de suportar qualquer arma antitanque da época e equipado com uma arma principal de 40mm. Era um tanque lento, mas isso não era um problema já que foi projetado para fornecer suporte para infantaria, onde a velocidade não era o essencial. Apesar de ser levemente armado, era um bom veículo em combate. Outra versão do Matilda Mk II, o Mk IIA era equipado com metralhadoras Besa de 7,92mm ao invés das metralhadoras Vicker.

Apesar de encontrar seus primeiros combates na camapanha francesa em 1940, o período principal do Matilda foi na campanha norte africana, onde era efetivo contra os tanques alemães e italianos com exceção do famoso canhão de 88mm. Até a Batalha de El Alamein o Matilda foi o blindado principal utilizado pelos britânicos, até começar ser ultrapassado por novos blindados melhores armados e mais rápidos. Sua importância não diminuíu pois passou a ser utilizado em operações especiais.

O Matilda Baron e o Matilda Scorpion desempenharam um importante papel ao serem utilizados para limparem campos minados. Outra variação era o Matilda CDL (Canal Defense Light) equipado com um poderoso holofotote. O Matilda Dozer era uma versão equipada com lâminas de trator para uso de engenharia. Outros eram equipados com lança-chamas, conhecidos como Matilda Frog. Não só os britânicos puderam usufruir deste blindado, os australianos também utilizaram esses veículos e suas armas em Nova Guiné e em diversos outros lugares, até 1945. Os alemães também se utilizaram de diversos Matildas capturados. Os soviéticos receberam 1.084 Matildas que serviram desde a Batalha de Moscou até serem dispensados em 1942.

O primeiro Matilda foi produzido em 1937, mas quando a guerra começou apenas dois estavam prontos. 2.987 foram produzidos pela Vulcan Foundry, John Fowler & Co, Ruston & Hornsby, London, Midland and Scottish Railway e North British Locomotive Company. O último foi entregue em Agosto de 1943.


Especificações do Matilda Mk I


Tripulação: dois (comandante/atirador, motorista)
Peso: 11.176,5kg
Motor: Ford V8 de 80 cavalos
Blindagem: 10-60mm
Dimensões: comprimento: 4,85m; largura: 2,28m; altura: 1,86m
Performance: velocidade: 12,87km/h; velocidade off-road: 9km/h; alcance: 130km


Especificações do Matilda Mk II


Tripulação: quatro (comandante/atirador/motorista/carregador)
Peso: 25.000kg
Motor: dois motores Leyland de 6 cilindros desenvolvendo 95bhp cada ou dois motores AEC desenvolvendo 87bhp cada
Blindagem: 20-78mm
Dimensões: comprimento: 6m; largura: 2,6m; altura: 2,5m 
Performance: velocidade: 24km/h; velocidade off-road: 12,9km/h; alcance: 257km

terça-feira, 12 de abril de 2011

Bell P-63 Kingcobra


Embora muito parecido com o P-39 o Kingcobra tinha um projeto totalmente distinto e aperfeiçoado pelas experiências adquiridas em combate. Em fevereiro de 1941 o Kingcobra preencheu os requisitos do exército, que verificou sua inferioridade frente ao Mustang. Como a guerra aérea se desenvolvia em ritmo muito acelerado o Kingcobra já estava ultrapassado antes de ser entregue as esquadrilhas. Dos 3.303 construídos, 2.421 lutaram pela União Soviética onde sua robusta estrutura e à capacidade no fornecimento de bom apoio tático o tornou popular. Cerca de 300 serviram com a França Livre. Apenas 332 aeronaves deste modelo serviram com a USAF como aviões alvo, tripulados, atingidos por projéteis de fragmentação.


Especificações do Bell P-63 Kingcobra


Tipo: caça
Tripulação: 1
Motor: um Allison V-1710, V12 desenvolvendo 1.500hp
Dimensões: envergadura: 11,7m; comprimento: 10,0m; altura: 3,8m; área da asa: 23m²
Pesos: vazio: 3.100kg; carregado: 4.000kg; máximo na decolagem: 4.900kg
Performance: velocidade máxima: 660km/h a 7.620m de altura; alcance: 725km; teto operacional: 13.100m
Armamentos: um canhão M4 de 37mm localizado no nariz e quatro Browning M2 de 12,7mm, duas nas asas e duas no nariz, mais provisão para 680kg de bombas

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bell P-59 Airacomet


O desenvolvimento de um avião turbojato na Inglaterra em Junho de 1941 chegou ao conhecimento do Governo Americano e do General Arnold da Força Aérea do Exército. Com isso, a companhia Bell, em 5 de Setembro de 1941, foi solicitada para desenvolver caça a jato. Um ano após o início dos trabalhos o primeiro avião americano movido a um motor a reação foi posto em voo. A aeronave utilizava dois motores 1-A Whittle, com 500kg de empuxo, construídos pela General Electric e localizados sobre as asas. Mais tarde esses motores demonstraram ser muito fracos para a aeronave. Foram construídos 66 aparelhos, sendo três deles utilizado pela Marinha Americana e outros doze classificados como aviões de treinamento. Outro Airacomet serviu com a RAF após ter sido trocado por um Gloster Meteor I. Os modelos utilizados em combate, Bell P-59B, serviram com o 412th Fighter Group. Mesmo não sendo um sucesso operacional o Airacomet serviu como experiência para desenvolvimentos futuros.


Especificações do Bell P-59 Airacomet


Tipo: jato monoposto para treinamento
Tripulação: um tripulante
Motor: dois motores a reação J31-GE-3 desenvolvendo 907kg de empuxo 
Dimensões: envergadura: 13,87m;  comprimento: 11,63m; altura: 3,66m
Pesos: vazio: 3.610kg; carregado: 5.760kg
Performance: velocidade máxima: 671km/h; altitude máxima: 14.080m; alcance máximo: 837km
Armamento:  um canhão de 37mm e três metralhadoras de 12,7mm localizados no nariz e oito foguetes de 30kg ou 910kg de bombas

quinta-feira, 10 de março de 2011

Handley Page Halifax


O quadrimotor Handley Page Halifax foi projetado com dois motores Vulture mas no primeiro voo em 25 de Outubro de 1939 foi tomada a decisão de utilizar quatro motores. O primeiro modelo ficou pronto em Novembro de 1940 e voou sua primeira missão entre 10 e 11 de Março de 1941. A produção foi acelerada por meio de subcontratos e logo vieram os modelos Halifax Mk I equipado com o motor Merlin X, sem torre dorsal e duas metralhadoras na torre do nariz; Halifax Mk II A Série 1 com um motor Merlin XX e uma torre dorsal com duas metralhadoras; Halifax Mk II Série 1A que utilizava uma torre dorsal com quatro metralhadoras; Halifax Mk III que utilizava o motor Bristol Hercules XVI. Os modelos que vieram depois apresentavam uma envergadura de asa maior, passando de 30,12 metros para 31,75 metros. O Halifax Mk V serviu com o Comando de Bombardeiros. Os modelos Mk VI com o motor Hercules 100 e Mk VII com o motor Hercules XVI serviram com o Comando de Bombardeiros em 1944. Os modelos Mk III, Mk V e Mk VII serviram com paraquedistas e como rebocadores. O fim da guerra ainda viu surgir o Halifax Mk VIII. A produção chegou a 6.176 unidades e cerca de 227.610kg de bombas foram lançadas.


Especificações do Halifax Mk VI


Tipo: bombardeiro para sete tripulantes
Motor: quatro motores radiais Bristol Hercules 100 desenvolvendo 1.800hp
Performance: velocidade máxima: 502km/h a 6.705m de altura; teto operacional: 7.315m com uma carga de 5.897kg de bombas
Pesos: vazio: 17.690kg; máximo na decolagem: 30.845kg
Dimensões: envergadura: 31,75m; comprimento: 21,82m; altura: 6,32m; área da asa: 118,45m²
Armamentos: uma metralhadora de 7,7mm no nariz, na torre dorsal e na torre traseira mais a capacidade de carregar até 5.897kg de bombas.

sábado, 5 de março de 2011

Submetralhadoras Sten

Sten Mk V. 


Em uma tentativa de reequipar o Exército Britânico após a derrota de Dunquerque foi emitido uma urgente ordem de requerimento para uma submetralhadora baseada na MP 38 que pudesse ser produzida rapidamente. Dentro de poucas semanas o projeto de R.V. Sheperd e H.J. Turpin, que trabalhavam na Enfield Lock Small Arms Factory, foi aceito.


O primeiro modelo foi a Sten Mk I. Projetada para ser produzida rapidamente e do modo mais barato possível. Ela era feita de tubos de metal e chapas de metal, todas elas ligadas por solda. O pente era também feito com chapas de metal e o mecanismo do gatilho ficava encoberto por madeira. A arma tinha uma aparência horrível mas era um modo de defesa em uma situação desesperadora.

Sten Mk II. 


A produção da Mk I chegou a 100.000 unidades. Em 1942 entrava em ação a Mk II que se tornou a Sten clássica. Era feita toda em metal. Uma das vantagens da Mk II era quando tinha algumas partes desmontadas, como o cano, e acabava ocupava pouco espaço. Por essa vantagem ela equipou muitas forças de resistência na Europa ocupada. Havia uma versão da Mk II que foi produzida com um silenciador para operações especiais. Essa Sten era chamada de Mk IIS. Após esses modelos entrou em serviço a Mk III, que produzida aos milhares era basicamente uma uma versão ainda mais simples da Mk I.

Sten Mk II na França em 1944. 


A Sten Mk IV foi desenvolvida para paraquedistas mas não foi posta em produção. Na época em que a Mk V entrou em serviço a guerra corria bem para os Aliados e a menor pressão sobre eles permitia que a Sten podesse ser produzida mais refinadamente. A Mk V era sem dúvida a melhor das Sten devido a sua melhor produção e material. Tinha detalhes em madeira, podia ser equipada com uma baioneta e utilizava a mira do rifle Lee-Enfield No. 4. A Mk V foi utilizada pelos paraquedistas em 1944 e após a guerra ela se tornou a submetralhadora padrão do Exército Britânico. A produção de todos os modelos da Sten chega a 4 milhões de unidades.

Sten Mk II em 1945. Fonte.

Especificações da Sten Mk II


Calibre: 9mm
Comprimento: 762mm
Comprimento do cano: 197mm
Peso: carregada: 3,7kg
Alimentação: pente de 32 cartuchos
Razão de fogo: cíclica: 550rpm
Velocidade inicial do projétil: 365m/s

quinta-feira, 3 de março de 2011

Lanchester Sub-machinegun


Com a evacuação de Dunquerque em 1940, a Royal Air Force procurou desenvolver uma nova submetralhadora para  a defesa dos aeródromos. Não havia tempo para desenvolver uma arma nova e foi decidido desenvolver uma a partir da submetralhadora alemã MP/28. O período em que a Lanchester foi desenvolvida era tão desesperador que a Royal Navy também adotou a arma e acabou se tornando o maior usuário da dela.


A cópia da MP/28 foi chamada de Lanchester devido ao homem responsável por desenvolver a arma na Sterling Armament Company em Dagenham, George Lanchester. A Lanchester surgiu como uma confiável arma que se adequava as operações da marinha. A arma podia ser equipada com uma baioneta, que se tornava de grande utilidade em abordagens nos navios inimigos, e era capaz de disparar diferentes tipos de munições. O seu pente de latão comportava uma útil quantidade de 50 munições. A arma era capaz de disparar em modo de tiro único ou em modo de tiro automático. Esse era o modelo Mk I mas no modelo Mk I* somente havia a opção de tiro automático e muitas Mk I foram convertidas para Mk I*.


A cópia descarada que era a Lanchester se mostrou boa no serviço e foi muito útil a Marinha Real Britânica. Os últimos exemplares da Lanchester foram aposentados na década de 1970. A arma foi produzida entre 1941 e 1945 sendo 74.579 produzidas pela Sterling, 16.990 produzidas pela Greener e 3.900 pela Boss.



Especificações da Lanchester

Calibre: 9mm
Cartucho: 9x19mm Parabellum
Comprimento: 851mm
Compimento do cano: 203mm
Peso: 4,34kg
Alimentação: um pente de 32 ou 50 cartuchos
Razão de fogo: cíclico: 600rpm
Velocidade inicial do projétil: 380m/s
Alcance efetivo: 150m

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ilyushin 11-4


O primeiro protótipo desse avião bimotor de asa baixa, TsKB-26, voou pela primeira vez em 1935. A produção se iniciou em 1937 sob o nome DB-3B. Os primeiros eram equipados com os motores M-85 de 765hp que foram trocados mais tarde pelos motores M-86 de 960hp em 1938.


Com um projeto simples a aeronave sofria por falta de armas para sua defesa. Eram presas fáceis e sofreram muito na Guerra de Inverno contra os aviões Bristol Bulldog, Gloster Gladiator e Fokker D.XXI. Em 1940 entrou em serviço um novo modelo, Ilyushin 11-4, com um nariz mais alongado e mais blindado. Com o ataque alemão em 1941 as linhas de produção do Ilyushin 11-4 foram recuadas para a Sibéria. Muitas áreas que utilizavam metal no avião foram substituídas por madeira, que era um material estratégico menos escasso no momento. O 11-4 também serviu com as Forças Navais Soviéticas e foi sob o comando da Marinha Soviética que aviões desse modelo bombardiaram Berlim pela primeira vez em um ataque vindo do leste. Assim o 11-4 manteve missões sobre a capital alemã e outros alvos do leste europeu. Com um total de 5.000 unidades produzidas o 11-4 teve sua produção encerrada em 1944. Desde 1938 até 1944 o Ilyushin 11-4 sofreu quase nenhuma mudança.

Especificações do Ilyuishin 11-4


Tipo: bombardeiro/torpedeiro para quatro tripulantes
Motor: dois motores radiais M-88B desenvolveno 1.100hp
Performance: velocidade máxima: 410km/h a 4.725m de altura; teto operacional: 10.000m com uma carga de 2.600kg de bombas
Pesos: vazio: 6.000kg; máximo na decolagem: 10.000kg
Dimensões: envergadura: 21,44m; comprimento: 14,63m; altura: 4,10m; área da asa: 66,7m²
Armamentos: três metralhadoras ÜBT de 12,7mm localizadas uma no nariz, uma na torre ventral e uma na torre dorsal, mais capacidade para 1.000kg de bombas ou três torpedos de 500kg.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Petlyakov Pe-2


O Petlyakov Pe-2 foi desenvolvido por Vladimir Petlyakov para ser o bombardeiro leve da União Soviética. O protótipo, Petlyakov VI-100, possuía pressurização de cabine, espaço para dois tripulantes e chegava até 623km/h em uma altitude de 10.000 metros e voou pela primeira vez em 7 de Maio de 1939. Diversos pedidos foram feitos para um bombardeiro de mergulho com a aproximação da guerra. Para adaptar o VI-100 as demandas, o turbo-compressor de altitude TK-3 foi removido, freios de mergulho foram adicionados e a estrutura traseira do avião foi alterada para uma melhor estabilidade. Dois protótipos, PB-100,foram produzidos e esse modelo se tornou o Pe-2 bomberdeiro leve e bombardeiro de mergulho. A tripulação era constituída por três homens: piloto, bombardeiro e atirador.

Os dois motores M-105-R de 1.100hp forneciam força para duas hélices tripás modelo VISh-61. A aeronave era rápida e de alta manobrabilidade. A época da Invasão Alemã, 458 Pe-2 estavam prontos mas a entrega para serviço foi lenta. Em Setembro de 1941 poucos eram utilizados na linha de frente. Em Moscou,apenas cinco estavam disponíveis para ajudar a barrar o avanço alemão sobre a cidade. Mesmo em poucos números o Pe-2 foi muito importante para as ofensivas soviéticas e eram cada vez mais presentes nas batalhas de Leningado, Stalingrado, Kharkov e Rostov. Em 1942 foi introduzido um motor M-105PF de 1.260hp. Já as versões Pe-2I e Pe-2M, que eram caças e bombardeiros, utilizavam um motor VK-107A de 1.620hp. O Pe-2 viu serviço em todas as frentes na União Soviética inclusive na Manchúria contra os Japoneses em 1945. Cerca de 11.427 foram produzidos.


Em 1941, com o início da Guerra de Continuação, a Finlândia comprou seis Pe-2 capturados pelos alemães. As aeronaves foram utilizadas em missões de reconhecimento e de espionagem e levavam sempre em torno de 250kg de bombas para ataques com a missão de cobrir o verdadeiro propósito da missão. Essas missões de reconhecimento permitiam que a Força Aérea Finlandesa e a Luftwaffe pudessem atacar as concentrações de tropas soviéticas. Um sétimo Pe-2 foi adquirido em mais um negócio feito com os alemães em 1944. Três Pe-2 foram perdidos por falhas técnicas, outro foi destruído por um bombardeio, um foi derrubado por caças soviéticos e outro foi considerado desaparecido após uma missão. O Pe-2 restante foi continuou voando missões de reconhecimento. 

Especificações do Petlyakov Pe-2

Tipo: bombardeiro médio e bombardeiro de mergulho para três tripulantes
Motor: dois Klimov M-105-R V-12 desenvolvendo 1.100hp
Performance: velocidade máxima: 540km/h a 5.000m de altura; velocidade de cruzeiro: 428km/h; sobe até 5.000m em 7 minutos; teto operacional: 8.800m; alcance: 1.500km
Pesos: vazio: 5.876kg; máximo na decolagem: 8.496kg
Dimensões: envergadura: 17,16m; comprimento: 12,66m; altura: 4m; área da asa: 40,50m²
Armamentos: duas metralhadoras ShKAS de 7,62mm ou uma ShKAS e uma Beresin ÜBT de 12,7mm fixas no nariz, uma ShKAS e uma Beresin ÜBT na estação ventral e na estação dorsal mais capacidade de carregar 1.200kg de bombas

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Smith & Wesson M1917


Durante a Primeira Guerra Mundial entre as inúmeras encomendas Britânicas de armamentos vindo dos Estados Unidos estava uma encomenda de revólveres calibre 11,56mm, que era a medida padrão dos revólveres britânicos. Após a entrada do Estados Unidos na guerra em 1917 um grande número de armas seria necessário para suprir o crescente Exército Americano e as linhas de produção da Colt M1911 não eram suficientes. Sendo assim, o contrato da Smith & Wesson foi tomado pelos Americanos mas as armas produzidas tiveram seu calibre alterado para 11,43mm, que era o calibre da Colt M1911 e de todas a munições produzidas até então para a M1911. Duas variantes da M1917 existiam: uma produzida pela Colt e outra pela Smith & Wesson. 150.000 unidades foram produzidas por cada fabricante somando um total de 300.000 unidades. Mas a M1917 não saiu de serviço com o fim da Primeira Guerra. Na década de 30 o Governo Brasileiro encomendou milhares de M1917 que passaram a ser conhecidas como M1937.

Especificações da Smith & Wesson M1917


Calibre: 11,43mm
Cartucho: 11,43mm (.45) Ball M1911
Comprimento: 274mm
Comprimento do cano: 140mm
Peso: 1,02kg
Velocidade inicial do projétil: 253m/s
Capacidade da câmara: 6 cartuchos